quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Da mesma forma que aplaudimos o improviso, deveríamos louvar a falha... Duas situações extremas: de coragem e... Humanidade... Somos falíveis e isso também é um fato. E a vida continua e passa e o remendo não para a música... Continua e complementa... Como se da obra fizesse parte... SIGA O BLOG... EXPO. BIKES DE AMSTERDAM... LOGO...
Pensassem vocês que todos daquela vila sabiam dele estariam enganados. Optara pelo isolamento por vontade própria. Em função das circunstâncias! Dizia que transformaria o surto em ato. Simples mesmo: a solidão física de um corpo isolado e livre. Não para ficar trancado pensava...! Preferiria outra deserção ou salvar a alma ou a vida toda... E era conveniente a decisão tomada. Pegou as coisas que eram poucas e foi fazer a vida nas montanhas azuis. As cavernas eram sabidas, mas não freqüentadas e tinha água por todo canto. E um frio de gelo que doía o calcanhar e retornava as lembranças... E viam alguns poucos que passavam o sujeito olhando o tempo. Depois disseram que era de uma sensibilidade ímpar capaz de enxergar o que os outros não sabiam. E falavam que entoava cânticos que acordavam rosas. Quase que cadenciadas as informações se adiantavam e velozmente eram percebidos seus efeitos... Certo sujeito passou a caminhar todos os dias. Era negociante e acreditava que se visse aquele homem teria sorte nos negócios. Fulano se banhava nas cachoeiras de baixo quando o outro mergulhava. Acreditava ser quase benta toda água que a pedra despejasse. Era um anjo que nadava!... Cicrano que não chegou até lá teve um sonho e ouviu as preces e curou o espírito de não sei qual mau pressentimento. Era notícia numa cidade quase diminuída de tão pequenininha... E passavam estrangeiros com suas versões apalavradas em banco de igreja. Chegavam de todos os cantos versões do mesmo enredo do homem, da cura e do poder de uma fé muda, acompanhada de longe por um maltrapilho que não sabia de nada e somente achara uma forma de fugir do hospício estadual... Tantas eram as mesmas novas que a história envelhecia na metade do caminho... Falou-se muito até que anunciada fora a morte do dito. Alvoroço a parte foram conferir os ossos. Fêmur exposto, juntas, vértebras, caixa craniana. Encontraram a cabana de madeira simples, uma cama e poucas panelas velhas. Sobre o passado alucinado ninguém lembrava mais. Não havia registros naqueles interiores e o nome agora era segredo guardado nos arquivos de Deus. Falaria com o pobre as profundas orações... Honraram aquele homem de longe sem degustar o risco sonoro da palavra falada!... Saudaram e acreditaram num santo sem voz para fazer ecoar idéias!... Disseram que o turismo local hoje recebe gente de todos os lugares. A cabana promovida a museu e os ossos cremados e transformados em cinza que enchiam frascos pequenos e suspeitos de milagres...
Um senhor nordestino que era faxineiro se tornou professor... E fundou a maior biblioteca rural das Américas com aproximadamente setenta e cinco mil livros... Inspirado em Tróia projetou um jegue de madeira maciça com cangalhas cheias de livro... Trata-se daqueles cestos comumente encontrado nas laterais e de palha... Para correr as feiras depois...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Da série “Causos” do Interior // A Senhorinha // Contam que a senhorinha de cabelo branco e muita idade, ainda sobe na jabuticabeira. Pequenina, torna-se imensa quando organiza uma casa. O marido perdera a lógica pelos caminhos. Lacrimejam de azul, os olhos que um deus generoso fez. Cumprimenta cada andante como quem agradece, embaralhando as idéias nas esquinas, com jeito de criança. A casa pequena como a dona e de portas sempre abertas é linda. Cumprida termina num pomar, e depois num rio sujo de restos de gente. Mas lindo de se ouvir! Entre o portão e as árvores, uma cozinha com cheiro de tempero, e algumas histórias que dividi e guardo com inimaginável carinho e nenhuma saudade. Com o portão aberto, sorri generosa a matriarca, convidando suas gerações à refeição. E vizinhos, amigos chegados ou não. Vai saber quem é o que no interior de Minas! Fato é, e verdade comprovada. Não faltavam aqueles que disputavam unzinho lugar à mesa, sucumbindo ao perfume da carne vermelha cozida... Inundando narinas de pêlos de poeira. Conversa vai, e vem, e vai. Todos os assuntos que a superfície possa alcançar. Histórias do povo, que sempre fazem rir. E as notícias da novela, ou do jornal. Absolutamente, como em todo canto dessa pátria... Mas gentil, era ela! Que se apinhava feito passarinho pra fazer geléia, ou mexia horas a panela até leite virar doce. E era doçura de flauta, linda de se ver sorrir... Nunca mais vou me esquecer daquela senhorinha. Se realmente vir a galgar todos os degraus, hei de cuidar dos meus, como quem abastece a vida. Dormir só para acordar e recomeçar, até que um sono de anjo me leve de vez... Concluindo a prosa, certo dia determinado carinha não retornara, e assim fora todos os seguintes. Perguntado sobre o suposto amigo, um dos filhos disse não saber quem era. Da mesma forma a prole concordara e a senhorinha sorria. Com sinceridade desconhecida da capital... Algumas pessoas são como flores. Pensam passar incógnitas, quando no fundo, são os estandartes de uma justiça realizada. Também não sabia nada, ela. Contudo, além da boa conversa, por alguns instantes, breves que fossem fora mãe novamente. Certas coisas que justificam uma existência inteira... E perdoam o calendário... Para D. D...

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

... Entender as semelhanças é compreender as diferenças...

Taxista

O cara era estranho. Crescera sem mãe, às barbas da torcida organizada. Era grande como o avô que defendera divisas de um time da segunda divisão. Corpulento, feioso. Depois de todas as possibilidades cabíveis a quase dois metros de ignorância, casara com moça boa e pequena... Simples.

Percebendo o marido com peculiar tradução, convencera o fulano a assumir o táxi do cunhado. Era mais tranqüilo, confortável. Pagaria diária menor e autonomia por conta. Indagado pelo dono do veículo sobre qualquer pendenga pessoal fora enfático. - Só não posso com sangue. Tenho horror! Borra de carro é gasolina, completava.

A couraça surrada escondia um temor sem precedentes dentro daquele garoto velho. Poderiam ser lembranças sem tempo preciso. Ou paço. Um inconsciente carregado e contido por camadas de pele. Conhecia o chicote e odiava... Sangue!

O meio jamais fugiria daquela pessoa. Retirar o mundo turvo de um sujeito cheio de calos era tarefa quase impossível. Carne e espírito. Uma pessoa comum e um descomunal tamanho; Mas amava uma mulher. Era breve a sensação de ser maior ainda.

E mal sabia ler, um grosso. Mas não respondia a esposa, e só dirigia a palavra em tom bíblico, quase sussurrado. Nada planejado. Não saberia nem como fazê-lo! Como criança que namora bicicleta nova. Sabia agradecer. E passavam os anos, felizes, pueris. Fizera reconhecida clientela, e se orgulhava de saber nome e sobrenome de cada um...

Difícil era translado com estranho, mas numa dessas esquinas nojentas de Copacabana, pegara uma senhorinha que carregava um corpinho franzino, frágil;

No entanto, conhecia aquele corte de cabelo pintado, as sobrancelhas, o nariz torto. Era exímio fisionomista! Coisa de quem não sabia ler. Memória fotográfica para sobreviver na selva. - Há quanto tempo, disse com sorriso esburacado.

A passageira, sem fôlego, agradeceu a recordação. Fazia meses, dizia, que a luz do sol submetida à espessa parede de hospital, tinha a cor fria. E Radioterapia, isolamento. Um verdadeiro horror, culminado numa cicatriz que ia do Oiapoque ao Chuí. Possuía uma casca e órgãos essenciais. O médico e o tempo concordavam. Se forem meses ou anos.Ninguém saberia responder...

E o pobre do motorista, esverdeado e pálido, não conseguira interromper tão sentida narrativa. Uma impressionante riqueza de detalhes, veias, artérias, agulhas. Quase um cadáver, pensava. Um relógio biológico que contava folhas, não horas, zaranzando no banco traseiro de um táxi. O que se esperar se não há nada... Há esperar.

Mas não perderia a pose tão facilmente. Sentia-se preparado com os anos labutados atrás do volante. Muito mais um relações públicas que um motorista. Deveria ser forte, transparente, humano... Às vezes, não era!

E o bugre, absolutamente pálido não resistiria; Antes de cuspir o almoço, abriu a porta num canto de avenida e transbordou. Não percebera, no entanto, um caminhão sombreando o asfalto. Todo o intelecto pequeno e quilômetros de cerebelos rolaram dentro da cabeça alguns poucos metros. O pescoço decepado pendia sobre o volante que sustentava imóveis as mãos cheias de calos e ainda quentes. A passageira enfartara de vez, e a platéia enlouquecida ria e aplaudia. Era a notícia do dia seguinte. Sobre o velório, um abraço... Eu é que não fui!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

... E O ATACANTE ARGENTINO CARLITO TEVEZ INSINUANDO ANTES DA PARTIDA QUE IRIA JANTAR... BRASILEIROS... E NO VALE TUDO QUE ACONTECERÁ EM BREVE NO RIO UM AMERICANO GIGANTE E DÉBIL SE INTITULA BRAZILIAN KILLER... TRADUZINDO... ESTAMOS BOMBANDO...

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... O CÉU ESTÁ AOS PÉS DA MÃE... (PERSA)
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PODEMOS SER OS DONOS DO JARDIM, MAS NUNCA DAS FLORES OU DAS ÁRVORES ( Provérbio Chinês)
SOBRE BALEIAS... E OS DOIS RAPAZES JAPONESES MILITANTES DO GREENPEACE IRÃO EM BREVE A JULGAMENTO. O POVO CLAMA PELA LIBERDADE E O GOVERNO APOSTA NO EXEMPLO DE UMA PENA REALMENTE SIGNIFICATIVA... APENAS NÃO PERCEBERAM AQUELES QUE EM TEMPO DE INTERNET A FILOSOFIA ÁRABE DO HOMEM-BOMBA PROVOU QUE SEMPRE HAVERÃO CANDIDATOS AOS ATOS DE FÉ OU PATRIOTISMO... MAS DA MESMA FORMA A TURBA, OU CONFUSÃO, RESIDE NA TERRA DOS QUE FIZERAM DA CAÇA AO MAMÍFERO UM MANJAR E TRADIÇÃO... MAS PODERIA DIZER TAMBÉM QUE NAQUELAS ÉPOCAS NÃO EXISTIAM TECNOLOGIAS AVANÇADAS... ERA UM MONTE DE CARINHAS DE BAIXA ESTATURA NUMA ESPÉCIE DE CANOA CORRENDO RISCO EM ÁGUAS GELADAS EM BUSCA DE... UMA BALEIA... DÁ ATÉ PARA DIMENSIONAR QUALQUER MÉRITO... NO ENTANTO ARPÕES PARA ACERTAR ALVOS IMENSOS OU EXPLOSIVOS PARA ESTUPORAR O RESTO NUNCA... QUE O MUNDO ABENÇOE ESTES MENINOS E DEUS FAÇA O RESTO. OU BAIXEM UMA LIMINAR PERMITINDO A CAÇA A MODA ANTIGA... E NOS CONVIDEM A FILMAR...

... ESTAREI RETORNANDO AO INTERIOR... VOU CAÇAR HISTÓRIAS E COLHER OUTRAS... E VÁ PASSEAR... NO BLOG...

... ME FALARAM SOBRE UM SUJEITO QUE ESTA COM AS HORAS CONTADAS EM FUNÇÃO DE UMA DOENÇA TERMINAL E O QUANTO TUDO ISSO É ESTRANHO. PERGUNTEI SOBRE O PORQUE DE TANTO ESPANTO SE A ÚNICA CERTEZA QUE CARREGÁVAMOS NESSA VIDA, DURANTE TODA ELA, ERA QUE DIA DESSES INEVITAVELMENTE NUM SOPRO RÁPIDO DE ACIDENTE OU NUM RESPIRAR LONGO E ANUNCIADO DE DOENÇA DIAGNOSTICADA... E O MUNDO SOBRE UM CORPO DE CARNE ENCHARCADA OU TALVEZ OUTRO... DE NEBLINA TRANSPARENTE FORMATANDO A ROUPA DE PELE NOVA... SERIA DOBRAR A CURVA DAS EXPECTATIVAS E DORMIR O SONO INVISÍVEL DA PASSAGEM OU A TRAJETÓRIA INEVITÁVEL. E SEMPRE PENSEI NA SUAVIDADE DISSO TUDO OU O QUÃO DOCE PUDESSE PARECER PARA QUEM CAMINHA ENXERGAR NO SILÊNCIO UM POUCO DE... MORRER EM PAZ E ACORDAR PARA NASCER DE NOVO. E VIVER O TEMPO DA MELHOR FORMA POSSÍVEL... DEUS É O TEMPO... E A ÓTICA DO ACONTECIMENTO JAMAIS DEVERIA SER PRESERVADA DESSE RACIOCÍNIO E A DOR DA SAUDADE PODE SER BENÉFICA SIM... EXISTE A DOR MAS LOUVAR O CAMINHO DE UM HOMEM QUE SE DESPEDE OU JÁ FOI É COMPACTUAR COM O DIVINO ESPÍRITO SANTO DE CADA... OS RUMOS QUE DAMOS. ACERTEMOS NOSSAS CONTAS AQUI SENHORES. TUDO ISSO TAMBÉM É PARTE DO MOVIMENTO... E DO INVESTIMENTO...

... COMPUTADOR EM MANUTENÇÃO... SIGA O BLOG... PERCEPÇÃO GRATUITA...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

...ACORDOU QUERENDO SER OUTRO... MAS OUTRA FISIONOMIA SERIA IMPOSSIVEL. PENSAVA NAQUILO QUE JULGAVA PODER MEXER. ÓTICA, MOVIMENTOS, SUTILEZAS DE GESTO. COMO REAPRENDER A ANDAR PARA NAO SENTIR DORES NA COLUNA VERTEBRAL. ALARGARIA UM POUCO A GRAVATA ACOMODANDO O PESCOÇO FINO E DIMINUIRIA O CAFÉ QUE DESCANSAVA NA GARRAFA E SERIA MENOS TENSO... NÃO TEMIA O PRÓXIMO SOMENTE O QUE PUDESSE VIR A CONTEMPLAR... SP CUSPIA FUMAÇA QUE ERA INGERIDA E POR SUA VEZ... ESTÃO INVESTINDO NOS MANGUEZAIS DO TIETÊ! INICIATIVAS ÓBVIAS OU QUE DEVERIAM SER. PORQUE NAQUELE MOTE NINGUÉM MAIS SE CRIA... COM O RIO IMUNDO SURPREENDENTEMENTE DESAPARECERAM TANTA AS APOSTAS NA POSSIBILIDADE EFICAZ DE DESPOLUIÇÃO... PREOCUPADO COM A TRANSFORMAÇÃO DO HOMEM, DAQUELE QUE BUSCAVA OUTROS MODOS... QUE PERDEU O FIO E SE ESQUECEU DO MEIO PORQUE A SOCIALIZAÇÃO É A REGRA BÁSICA DA CONVIVENCIA (OU SOBREVIVENCIA...) COLETIVA...