quarta-feira, 8 de junho de 2011

Sobre Santo Expedito sabe-se pouco. O nome advém de expedicionário. Na imagem que penso a cruz erguida eleva minha respiração a uma paz de sintonia única. Queria tê-lo cumprimentado. Converso, e, quietas, minhas pendengas esvaziam o pote. Ninguém! Fosse qual fosse à crendice, munido de perfeito juízo, teria saco para meus imensos discursos silenciosos. Se por acaso o leitor é meu amigo ou parente próximo, agradeça durante um minuto inteiro a paciência do santo depositada nessa fé. Sugeriria na seqüência um Pai Nosso e uma Ave Maria. Elevando uma natural verborragia as orelhas do divino. Sobram horas inteiras para mazelas e futebol...

"Quem vive de passado é museu", disseram... Mas quem se esquece dele; apanha de novo! Respondi imediatamente...!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Já dizia o caboclo. Malandro só é malandro até encontrar outro. Chega todo, todo; Esticando os “zoinhos” pra complementar a pose, até perceber num raio próximo que não é o único...

Outro marmanjo faz cara de sabedor, tira e coloca os óculos centenas de vezes até depurar o restante da coreografia num surpreendente levantamento de copos. Seca a espuma martelando suavemente dezenas de guardanapos de papel contra os lábios grossos de barba mal feita...

Por outro angulo, aquele, o primeiro, gira, olha pro lado que não interessa a nenhuma das partes, delimita o território, e não mija no poste p não correr o risco de não ser notado, ou dotado de pouco. Por vezes a referência é um imenso problema...

E se o galo canta de longe um responde, e depois, mais um, e assim caminha a senhora “umanidade”. Sem H mesmo! O tempo urge. Falei noutro dia sobre a abreviação e padronização das palavras, e no absurdo disso tudo...

Mas voltemos a “samambaia”: é o cercado de solo ruim... Em conluio a total perseverança de uma sedução desajeitada, corrida, decorrida, arranjada, ou desarranjada. Quase sempre de passagem! Tanto esforço! Quantas vezes você se casou? Dentre tantas e tantas e tantas vezes... Quantas vezes...

A exceção de trejeitos e geografia – coreografia talvez? – beiramos a erotização do marasmo... É excitante aquele olhar paralisado no espaço de tempo do relógio... Ou era!?

...Mas a falta de critério é gritante! Como demoram os minutos, não! E o acaso? Perdeu-se prisioneiro, nas pistas! É isso. Uma foto na internet dá um banho num luar do sertão, ou a beira da lagoa... E a partir deste biótipo malandro, talvez tenha se firmado o índio carioca, dos imaginários de fora... E assim é o Rio da cidade maravilhosa, com suas mais de mil favelas re-gis-tra-das. Imagina a realidade disso tudo. Aquela que o IBGE não alcança. Um abraço... Continua piscando com ares de senhor feudal, vai... No bom Português, no embasamento demográfico que nos cabe agora (porque nem sempre foi assim!), enquanto cidadão carioca e brasileiro cuida da favela que te cabe, malandro. A maioria define o meio... Quase sempre!

Diz a frase de Chico B. "mas qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d`agua"... Mas como podemos ser "atentos" p c aqueles q desejamos se não somos quase sempre c nós mesmos. Perdemos tanto tempo com absolutamente nada, e pensamentos vazios, e redes. Que nos esquecemos de emagrecer, educar, compreender... Como se de platéia, fosse feito, o próprio julgamento.

O espírito hj caminha nesse clima... Ainda bem q hj pressupõe 1 dia seguinte. E sobrevivemos irmão. Passagem de partida somente DEUS. Então acalmo o santo e penso qual a minha participação. PQ o erro; se não há acerto; perspectivas diferentes. Morrer sem estórias é nunca ter sido escritor. Mesmo q a crônica acordasse a platéia junto c o próprio despertador...

... Há um pássaro muito longe q estava passando... Há... E as vezes é bom o exercício da boa fé... Acreditar... Q há 1 pássaro... Naquele ponto!Ou inventar juntos...A continuidade e o exercício dela...!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Confúcio dizia: A CULTURA ESTÁ ACIMA DE DIFERENÇA DE CONDIÇÃO SOCIAL ... Concordo!

Não temo palavras, nunca. Somente quem as carrega. Ou como! Entoam, transbordam. São apequenadas por trás de um grito, ou de sussurro aterrador; Ou ao contrário! E os “porquês” de quase sempre?

A comunicação falada por si só, deveria emergir lavrada de perdão, ou simplesmente desistir. Falamos para fora, e para dentro... Simultaneamente... Em colisão!

A boca que exala e a garganta que sopra. Como fossem de frases a embarcação. Empurra a vela, respirando diálogos num oceano vertical. Nascendo atrás dos dentes, língua, lábios e olhos e poros... E a conversa! Quem escuta?

Mas vendo na pele, todos os dias, meus desenhos de tatuagem. Lembro quieto daquilo que não devo fazer ou pelo menos não deveria. De alguma forma, penso através da paisagem proveniente da técnica secular; que ampara e conforta minhas velhices. Acho melhor moldar passos, histórias mais construtivas, tropeçar e levantar pontes. Ou deixar pistas para serem rastreadas quando a memória cansada adormecer meu fardo...