quarta-feira, 21 de abril de 2010

Francamente gostaria de ter tomado uma biritinha com um escritor baiano, que afirmo apenas ter possuído penugem abaixo das narinas que naturalmente eram duas na tentativa de obter explicações desaceleradas e definitivas sobre alguns fatos que não considero de total irrelevância.

...Começaria argüindo o porquê do cafezinho com bolo de fubá fazer mais falta que lagosta. À Tardinha, por aqui, não costuma ter crustáceo e acredito ser assim em quase todas as regiões. No meu senso pessoal, a resposta foi quase unânime. Ou será que somente ando com pé descalço? Ou não seria a conversa, antecessora ao hábito alimentar, propositora da mesa redonda nossa de toda santa refeição...

Seriam esclarecimentos em tempo real, previsíveis e aumentados por monóculo de privilegiado critério. Perdurariam no meu HD pessoal. Transcreveria teorias de monte.

Quem sabe talvez, relatasse o entrevistado que a tradição dali adorna a pressa, em crítica profunda e contumaz. O que é sua lentidão... Conheço essa praia... Confundo no... Fundo...

Atingir os avanços tecnológicos e é percorrer um caminho sem fim. Amanhã tudo mudou. Tudo, tudo. Ou melhor, depois que o caríssimo leitor terminar por finalmente compreender que o verbo avançou no tempo do relógio digital e já foi!... Acabou o manual...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Porque me deram todo mundo para sonhar? Não era minha tal responsabilidade! Que dor! Sabem os poetas suas subversões. E que em algum momento da vida não há quem não o seja... Poeta! Para o público do escritório, num consultório ou num diário que inevitavelmente certo dia virará lixo reciclado na bagaceira do tempo. Já disse que uma senhorinha que não é daqui me disse que carregamos aproximadamente de quarenta a cinqüenta reencarnações por vez; Mesmo que, porventura, hipoteticamente; clamo; aí rapaziada do hotel que sou eu mesmo. Segura a onda porque tá complicado. Um pouco de gentileza vocabular João. A festa na cobertura que é a minha cabeça parece à tentativa de comunhão entre monges do Tibet e uma legião de cheiradores de pó. Não estou questionando porra nenhuma não. Somente me sinto assim. E não uso descongestionante nasal, e separei a palavrinha denominativa mediante protesto pacífico. E ainda afirmo que meu nome não é j...

Aos apreciadores da literatura de cordel segue as principais fontes sobre o estilo. No Rio de Janeiro a Livraria Graúna, na feira de são Cristóvão. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel em Santa Teresa e a Fundação Casa de Rui Barbosa. Em Pernambuco a Feira Popular de Caruaru e na Paraíba o Espaço Cultural de João Pessoa.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A SEGUNDA PÁGINA // Quando por fim sentou a mesa da estalagem o rapaz imediatamente abriu o livro com uma delicadeza ímpar... Diziam que era muito velho o escritor. E que era difícil segurar a bengala que apoiava; falar e acordar. E duvidaram alguns que ainda pudesse manipular frases e palavras e letras que viessem a refazer qualquer argumento. E continuava a primeira página: escrevi e não disse nada a ninguém... Seguia dizendo que durante duas semanas esteve sentado no canto parado daquele lugar. Sentiu o frio enrijecer as vértebras e o restante dos ossos. Chorou cada sonho realizado durante uma vida quase inteira. E os que não aconteceram também. Talvez porque não devessem... Ter acontecido... Então por este caminho haviam sido realizados sim! Os amores que carregara ao longo não envelheceram pois nunca mais havia visto ninguém. Nenhuma delas!... Percebessem o filme da sua alma veriam um jardim cheio moçoilas correndo sem roupa pelos cantos da tela... Enquanto chorava entendia que escorria dos olhos a água mais pura e salgada do oceano profundo das suas estórias. Aquela que desenhava transparente sem o julgamento de um motivo qualquer. Todo homem chora algum dia. Por uma razão sem dono todos choram! E perdoando nossas lágrimas isentamos erros de culpa... Amaria cada uma daquelas mulheres de novo. E novamente sonharia um devaneio antigo e choraria e riria como antes. Como renascer para num dia breve adormecer em paz. Ou acordar novamente vestido de filho, criança ou coisa parecida... Olhou silencioso, o moço... Depois gesticulou novamente... Apontou o lápis e a data... E começou a segunda página...

sábado, 10 de abril de 2010

Favelinha de Papelão Um release // Conheço um sujeito tição. Um armário! Tem cor de piche e coração largo. Era jogador de futebol, depois, virou artista. Refazia o que os outros jogavam fora, detalhando estruturas de papelão. Pitoresco um cara daquelas medidas trabalhar com tamanha delicadeza. Aprendera o ofício como brincadeira de pai. Criar objetos, casas, cidades inteiras, através do que seria dispensado. Reciclagem? Não! Era a substituição da forma original, por outra. A miniaturização do contorno. Não seria alumínio prensado, mas o endereço que aquela forma pudesse sugerir. Fogão de botão, escada de tampinha, fio de barbante. Sem falar das aranhas, fundamentais nos processos do acabamento...

Bom filho de Xangô, mora numa casinha cheia de plantas e conhece bem seus fundamentos. Sempre fora justa e merecida o que a vida aprontava. Era generoso e professorava suas descobertas. Estivera na Alemanha, França, perto daqui e longe à beça.

Certo dia, durante uma oficina, conheceu um menino que tinha apelido: para nós, Fininho. Garoto do movimento, prostrado sobre a laje, de sol a sol, armado para defender o ponto, ligado pra não esquecer da hora. Certo dia; de um dia incerto, perdeu os fios do ponteiro e adormeceu. Deu bobeira! Acordou com uma bala de fuzil atravessando a perna. Dali pro xadrez, fiança estipulada. Não tinha dinheiro não, dizia. Se ficasse devedor nunca mais sairia dessa perdição. Só de asas. Ou pro fundo da cova.

Nove meses depois, bate na porta de muleta, e o quilombola, com faro de cachorro velho, não poupava palavras; - Tu tá na lama, etc e tal. Ex – detento, não tem curso superior. Se quiser, aqui tem teto e prato de comida. Me ajuda no trabalho que a gente divide o ganho. Tu vai aprender a ser artista e monitorar os meninos nas oficinas...

Procurou a mãe de santo junto com o garoto. Senhora pequena, de olhos tortos, quase cegos. Morava na ladeira e enxergava com as lentes de Deus. Seria dela a explicação. Era paga de outra vida. E Palavra pra Xangô é coisa muito séria. E isso não se discute.

Soube depois que o negão fizera a produção da abertura de uma novela das oito. A favelinha de papelão ganhava o mundo. E o menino franzino, aluno dedicado, que batera na porta e já não usava, binárias muletas, começou suas micro construções. Primeiro uma favelinha, e depois outra e outra...

Fora para a grande São Paulo com a sua comunidade de papelão. Sábio aprendiz! A grande capital também se curvara aos pés que caminharam na cadeia e queimaram sola em laje de morro brabo.

Todos eles têm o meu respeito. E isso é coisa de homem, e não é pouco! Xangô, Trono de uma justiça divina, com certeza se orgulha desse filho...

Fininho certa vez me falara de suas duas meninas. Queria uma vida melhor para elas. Duvido que não, meu amigo. E chorei lágrimas de quem também morreu de orgulho... A vida ficou melhor e o menino crescido, que ainda responde pela alcunha magra, passou pelo catálogo do MASP... Também “num” é pouca coisa não...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O ovo que simboliza o início e o outro a ser quebrado; rompido como aquilo que persegue as idéias... qual o sentido maior se não aquele que depositamos... Celebração ou superação ou reflexão... Seja o que Deus quiser; e isso é dele...
Disse uma chefe de cozinha internacional na Turquia: sobe Instambul diria que a melhor coisa é que você nunca sabe o que pode vir a acontecer... A pior também!"... A cidade passou de 300 mil para 13 mulhões de habitantes... Um museu ao ao livre; com severas regras relacionadas a conservação.

domingo, 4 de abril de 2010

"A FAMA É UMA sutil PROSTITUTA" ... Carta de Marlon Brando ao escritor e dramaturgo Tennessee Williams. Enviada em 1955...

sábado, 3 de abril de 2010

A última vontade de Francisco, enviada para Clara de Assis. A nossa Santa Clara... Escreveu então... "Eu, Francisco, o menor de todos, quero seguir a vida de pobreza do nosso altíssimo Senhor Jesus Cristo e de sua Mãe Santíssima e assim permanecer até o fim dos meus dias"... Agora pare por um breve momento e tente não ser tão rigoroso com o significado das palavras... Procure delicadamente, e ache outros significados... Gentís como S. Francisco de Assis... Solidariedade, respeito, amor ao próximo etc...! Salve esse dia... E a sua reflexão...

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sobre Francisco... Li que nasceu em Assis, no ano de 1181 e morreu em 1226... Um dia ao caminhar acompanhado por outro frade pelas ruas da cidade, encontrou um homem miserável. Munido de extrema tristeza... Imediatamente disse que sentia imensa vergonha; quando encontrava alguém mais pobre que do ele mesmo...! Uma reflexão para essa sexta-feira santa. Salve meu São Francisco de Assis...! Por todos nós... Concordo plenamente... Ah! meu santo... E como... Concordo...
Salve // Renato Maurício Prado reproduz na coluna de hoje, do jornal O Globo, imperdível e inédito texto do genial Armando Nogueira, que bateu asas e... A divina providência de muitos anos de literatura e notável percepção... No penúltimo parágrafo cita o poeta gaúcho Fabrício Carpinejar: ENVELHECI! TENHO MUITA INFÂNCIA PELA FRENTE.... E dizia na introdução que o material fora lido na íntegra, pelo próprio autor, na ocasião dos seus 80 anos... Cercado pelas 80 mulheres mais importantes da sua vida. Sinceramente, isso sim é festa! Comemoração, candomblé urbano, mergulho na bacia batismal. A ciência da consciência e um graças a Deus que a todos nós pertence... Salve ele... Que estará sempre em todos os lugares... Em todas as páginas... Ô!! Salve ele!!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Flores da Holanda. Fotografadas no mês de julho... Presto então a minha homenagem a todas elas. No mais, uma nova ordem se faz... Mulheres da obra reconstruindo favelas, ordenando o trânsito; cobrando não mais presença mas existência... Mulheres que usam vestido, calça jeans ou roupa nenhuma... Que se candidatam, que fazem filhos, marcam pontos... Ou mesmo aquelas, q na alcova de sonhos torrenciais, pulam a janela e se esquecem depois... Mulheres que acertam por simplesmente existir... Aos pouco o mundo macho pede licença... A terra já não aguenta mais... A terra... Sentimento maternal de... MULHER...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Li recentemente no jornal que ao se estudar a genética de um determinado faraó, constatou-se que era um sujeito manco devido a uma rara doença degenerativa; tinha os lábios abertos, a pele purulenta e secreções pelo corpo. Dizia também que era muito feio e dono de particular tristeza que, muitas vezes, acabava por se transformar em ira... Pensei imediatamente que tudo era racionalmente natural; o cara era o ó e tinha tudo. Absolutamente tudo o que se poderia desejar; Ao mesmo tempo sem saúde, pouco poderia uzufruir... Ao lado o caderno dos esportes anunciava o número de jogadores de um grande time que estavam com ingresso certo para os camarotes da Sapucaí. E questionavam sobre confrontos importantíssimos logo após o carnaval; e a turma respondia que iria segurar a onda. Por fim, babou! E vice-campeão não é... Campeão!... E ao bom torcedor também vale perdoar porque só queremos raça e amor a camisa... E voltei a pensar na "múmia" que teve tudo e nos salários "imperiais" que numa esfera qualquer elevam a condição de reis quem quase sempre veio de baixo; e no auge da carreira se entrega aos desejos mundanos que todos nós carregamos... E o outro que teve tudo mesmo quando ainda nadava no líquido materno de uma barriga grávida. Depois um grande leque de limitações e uma vida cheia de guerra... E por fim pensei que apesar dos séculos que separam cada estória, o ditado que diz que Deus não dá asa as cobras, acaba por provar-se como imensa verdade... Nascer rei, tornar-se rei... A manutenção de uma postura... Quanto vale? A continuação dela... Porque hoje no mesmo jornal uma matéria aponta a generosidade como mote cerebral. Explico: uma pesquisa realizada no Reino Unido com várias pessoas diferentes apontava as reações mentais de cada um mediante determinadas ações e sempre que alguém menos favorecido era comtemplado, imediatamente a reação eletrônica sinalizava imensa satisfação... Então senhores, o que há? Aonde se perdeu a valorização dessa palavrinha. Generosidade!... Com o rei que talvez quizesse um afago sincero como a própria sensação de estar doente... Ou atletas que não dimensionam a significância de um reinado... E acho que a turma da bola não tem o hábito de ler jornal, pois se soubessem o que andam falando sobre a GENEROSIDADE, achariam que é coisa de gente bacana, sofisticada... (!) ... E é!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quarta - feira acinzentada e quente... Unidos da Tijuca leva o caneco e a S.Clemente volta ao grupo especial... E daqui a pouco um Flamengo e Botafogo nervoso... Disseram que o "Louco Abreu", atacante alve-negro, salta até 2 metros para cabecear... Bacana porque nos últimos 10 encontros o Flamengo passou por cima... Mas teve carnaval; e isso pode mudar tudo. Foram 7 jogadores do elenco titular da Gávea frequentando a Sapucaí... E ninguém me convence que Bruno e Cia jogam isso tudo naquele setor... E é muito número para HJ... Vamos nessa...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Salve o MONOBLOCO e seus músicos...
Tá tudo acontecendo nessa cidade do RIO DE JANEIRO... Porque é carnaval e verão. Uma profusão de turistas seguindo blocos e outras variantes para a tradicional levada do samba... A consagração dessa terra que para muitos já superou a tradicionalérrima festa baiana. E uma certa vontade de se organizar também... E a vingança da metrópole do caos rodoviário nessa santa hora permitida pela pela igreja é justificada pelo prazer de se andar a pé... Ou se esforçar para isso; para divertir os acontecimentos! Porque tudo isso é aqui e agora não nos cabe compreender... É claro... Porque é carnaval...