Vida nova, vida velha... As duas metades de uma única possibilidade... Deixa o passado e o futuro para outro lugar. Mora no que tem agora porque alma não tem ruga... E só envelhece na hora da partida...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Replay // Photoshop...
Ah! A tecnologia. Pensei noutro dia como eram deliciosas as antigas revistas que expunham fotografias de mulheres sem roupa.
Não havia recursos, mas defeitos. Eram mu-lhe-res nuas, não bonecas. Defeitos de fabricação necessários para tornar a imagem real, e saborosa. Era o chumaço da cicrana, a gordurinha da outra, ou peitos descompassados e que valem o preço. Realidade! Pagava-se a real, pelo real; elas por eles. Aquilo que se via, por mais que batidos fossem os truques: levanta os braços pra não ter avalanche, ou morde os lábios que herpes em boca pequena não dá. Era a infidelidade visual, não a idealização do outro. O defeito contornava o resto, excitava, provocava o comentário e por aí vai.
E pensei na morena de Bukowski, que escrevia sobre ele mesmo, e pronunciava debruçado na mesa do bar, que nunca em toda vida contemplara tamanha beleza de mulher. Nunca! E assim foi uma noite inteira... Ouvira a criatura que, inusitadamente súbito rompante, crava as unhas vermelhas no rosto; enquanto rasgava a pele, perguntava: - e agora? Ainda sou a mais bonita? No capítulo seguinte, como em tantos outros, amanhecia o escritor que era ele mesmo, vomitando o resto do que não me lembro!
E no contorno do tema poderia citar a rainha do antigo Egito. Cleópatra! Em nome de uma vaidade real, cunhou seu rosto em moedas, sem saber, que no futuro, isso denunciaria uma feiúra ímpar, prognata, derrubando o mito do nariz arrebitado e traços finos. Achados arqueológicos confirmaram! Moedas que o tempo não corroeu!
Botero, pintor colombiano, se deleitou com suas gordinhas sul-americanas, que mais pareciam portuguesas do império. Enquanto a mexicana Frida Calo cultuava bigodes e tons de tinta. A beleza e suas cores, e seus erros, e... De repente pensei que o olhar afundado de Elvis e um rebolado viril, venderam mais que a própria voz.
Do jeito que a coisa anda, além de clones e silicones, o talento será uma questão próxima ao Botox ou similares. Até que uma diva, de talento, engula duas ou três atrizes da academia, e mostre outra ótica. Talvez a beleza maternal, suas falhas, seu desequilíbrio hormonal, mensal, controlado ou descontrolado, pela sofisticação de uma compreensão feminina. A profundidade do espírito que sangra e a falência planetária. Ou algum desavisado acha que efeito estufa, peleja, ou tráfico de gente, são realizações de quem pariu a vida?
Cantaria a elas... E a breve homenagem de um grande apreciador. Acho que Elvis concordaria, e com certeza, nunca soube dos recursos de um computador.
Li que na Grã-Bretanha uma ministra renunciou ao cargo após vazar a informação de que o seu marido havia adquirido dois filmes pornôs com verba pública. E outro tanto de parlamentares também caíram na malha fina por outros motivos...
Porque putaria com verba pública sempre soou muito natural. Confesso que nunca antes ouvira falar em discos. Como se as orelhas já estivessem acostumadas à panacéia e a cortina do tempo desabonasse qualquer argumento. Festas ou discos ou... É a mesma essência... Ah! Mas o parente do contra parente que é assessor e primo do meu concunhado que é um cara do bem sairá prejudicado. Paciência! Calemos o delírio que nosso voto sugeriu. Essa história me leva a crer que o Brasil de Brasília possua filial internacional em continentes de notória sobriedade política. Ou é do homem essa natureza falha e pronta? Democracia na lata...
domingo, 31 de outubro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Os dois planetas que morei...
Tornar – se - ia o maior de todos os vícios de um mesmo menino velho. Achar uma linguagem, um chão. A Terra rachada de morro, caatinga de lixão. A miscigenação de toda parte e interpretações. O gosto e o cheiro dele. A busca de uma ordem que não haveria! Todos querem a mesma coisa, não? Quem fala demais não decupa, se esquece. Eu sou assim... Mas não engano ninguém.
Não temo palavras, nunca. Somente quem as carrega. Ou como! Entoam, transbordam. São apequenadas por trás de um grito, ou de sussurro aterrador; Ou ao contrário! E os “porquês” de quase sempre?
A comunicação falada por si só, deveria emergir lavrada de perdão, ou simplesmente desistir. Falamos para fora, e para dentro... Simultaneamente... Em colisão!
A boca que exala e a garganta que sopra. Como fossem de frases a embarcação. Empurra a vela, respirando diálogos num oceano vertical. Nascendo atrás dos dentes, língua, lábios e olhos e poros... E a conversa! Quem escuta?
Não sou nada que não possa ou deveria. Apenas o cara que escondi atrás dos olhos. Toda vida! Uma devoção a tudo que pudesse convencer.
Que o “tempo”, seja quase uma indagação constante, conjugada no caminho das minhas previsões, admito! Mas os personagens. Ah! Os personagens dos personagens! Justificariam tudo! Lugares em movimento, que falam por si... (!)
E o prefácio dos mundos que escreveria, seria como dar a luz a mim mesmo...

