sábado, 10 de outubro de 2009

Assim como o ouro está acima dos outros metais, a caridade está acima das outras virtudes (Santo Antônio) ... Adoro o cara .De verdade verdadeira mesmo..Certa vez perguntei se ao término dos tempos estaríamos todos nós acompanhados. Aos pares...Seriam dele as providências? ... Por fim parecia ouvir uma voz rouca ecoando e que acho até que era a minha. E dizia que se há conversa há resposta.Então desde já não estamos... Sós...Ou falam sozinhos os outros?... E no ocidente silêncio não é desapego de som mas cantar sem voz ou consumir reflexões sem ambientes adequados ou rezar com ruídos de televisão ... Mas há controvérsias meu santo, e se não fossemos assim, talvez nem compreendidas seriam suas intenções de pessoa invisível. E isso também é buscar... Suas palavras escritas sem testemunha ocular ou confirmação de cartório ou qualquer coisa parecida cairiam num imenso vazio se diminuida de dúvidas fosse a massa...E fazemos parte dela e Interagimos todo o tempo. Deixa estar meu santo... Estamos caminhando e isso é muita coisa. Amém...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

ESQUECE UMA DESGRAÇA POR TRÊS ANOS, E ELA ACABA SENDO UMA BENÇÃO PROVÉRVIO INDIANO
Prefácio...

Os dois planetas que morei...

Tornar – se - ia o maior de todos os vícios de um mesmo menino velho. Achar uma linguagem, um chão. A Terra rachada de morro, caatinga de lixão. A miscigenação de toda parte e interpretações. O gosto e o cheiro dele. A busca de uma ordem que não haveria! Todos querem a mesma coisa, não? Quem fala demais não decupa, se esquece. Eu sou assim... Mas não engano ninguém.

Do mar que durante toda a vida acompanhei aprendi com a sua constância curvilínea, de longe. Olhando rodas de capoeira acertei ponteiros. Nos terreiros percebi uma fé irretocável, dona. Nas igrejas toquei alguns anos. Os anjos moravam ali, mas com certeza, não sentavam nos bancos...

Não temo palavras, nunca. Somente quem as carrega. Ou como! Entoam, transbordam. São apequenadas por trás de um grito, ou de sussurro aterrador; Ou ao contrário! E os “porquês” de quase sempre?

A comunicação falada por si só, deveria emergir lavrada de perdão, ou simplesmente desistir. Falamos para fora, e para dentro... Simultaneamente... Em colisão!

A boca que exala e a garganta que sopra. Como fossem de frases a embarcação. Empurra a vela, respirando diálogos num oceano vertical. Nascendo atrás dos dentes, língua, lábios e olhos e poros... E a conversa! Quem escuta?

Não sou nada que não possa ou deveria. Apenas o cara que escondi atrás dos olhos. Toda vida! Uma devoção a tudo que pudesse convencer.

Que o “tempo”, seja quase uma indagação constante, conjugada no caminho das minhas previsões, admito! Mas os personagens. Ah! Os personagens dos personagens! Justificariam tudo! Lugares em movimento, que falam por si... (!)

É a informação. Desconstruida, reformulada. Referências em preto e branco, guardadas a sete chaves, no cofre forte de uma memória sobrevivente. Todas elas são! E tem a ver com o tempo... Mesmo que surtadas no manicômio da alma respiram sua necessidade de existência... E o prefácio dos mundos que escreveria, seria como dar a luz a mim mesmo...

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

... PASSEI A VIDA AO REDOR DA LAGOA. RODEAVA SUA MARGEM E TORCIA PELOS MANGUEZAIS... UM BIÓLOGO CUJO NOME NÃO ME LEMBRO COMEÇOU O PROCESSO DE RECUPERAÇÃO DEPOIS CONTINUARAM... BEM DEPOIS... SE PERGUNTADO FOSSE SOBRE QUAL A PAISAGEM DESSA CIDADE TODA é a QUE MAIS ME ENCANTA; NO PLEBICITO DA MINHA CACHOLA QUE NÃO descansa de PENSAR; OUSARIA DIZER LAGOA R... CAMINHANDO HOJE VI UMA DIVERSIDADE ANIMAL SIGNIFICATIVA E MUITOS REMADORES NOS BARCOS DE VELOCIDADE. fICARIA MAIS FELIZ SE A RAPAZIADA DA VELA FOSSE MAIS ATIVA TAMBÉM... E QUE ESSE MOVIMENTO AJUDE A PROTEGER AQUELA ÁGUA TODA. SINALIZANDO NO MÍNIMO A IMPORTÂNCIA DAQUELE ESPAÇO LÍQUIDO PARA NOSSAS INTENÇÕES; OU QUALIDADE DE VIDA TALVEZ?... HOJE ME LEMBREI DE NOVO QUE O RIO É LINDO E FIZ UMAS FOTOGRAFIAS... EM ALGUM MOMENTO... PENSEI EM VC... EM MIM... PORQUE AS VEZES PARECE QUE TODOS SÃO DAQUI... EM BREVE VOLTO AO TEMA ... AMO ELA... A LAGOA...
RECOMPENSA COM UMA FONTE INESGOTÁVEL QUEM TE PRESENTEOU COM UMA GOTA DE ÁGUA PROVÉRBIO CHINÊS
... PASSAVAM REMANDO... SEM SONO ... A LAGOA QUASE ADORMECIA...
... PASSAVAM ... A PAISAGEM... ATÉ O ÚLTIMO BRILHO...
... AS PALMEIRAS IMPERIAIS AO FUNDO...
E A REALEZA DA LAGOA DE TODAS AS LUZES...

sábado, 3 de outubro de 2009

Expo. Bicicletas de Holanda 2... Siga o blog... Arquivo... Seja bem-vindo...
Os homens tropeçam em formigueiros, mas não em montanhas. (Confúcio)
... MERCEDES SOSA aos poucos se despede... Falência dos rins e fígado... Quando menino ouvia nos vinis a voz potente que traduzia a luta e os direitos dos povos sul-americanos. Cantou música brasileira e projetou suas versões castelhanas pelo continente... El NEGRA como é chamada na Argentina esta indo embora, e uma dor cantada de saudade sonora atravessa o meu caminho; quando os olhos ainda míopes de susto não conseguem perceber outra estrela de tamanha grandeza vocal... E que venha fazer valer a lágrima dos nossos índios...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Olimpíadas aqui. Vou torcer sempre mas... Aqui... Sou carioca e tenho vergonha na cara.E falam muito sobre os escombros dos jogos Pan... Mas quem sabe esse "aqui" não resolve.Daí que esse lugar será todo mundo. Por isso o zelo sobre toda decisão internacional que envolva minha cidade. Que há muito deixou de ser somente Copacabana. Falaram tanto e agora querem ser a gente... Por alguns dias ou uma competição... Salve meu São Sebastião do Rio de Janeiro... Vamô ter muito trabalho...
SEGUE EXPO. BIKES DE HOLANDA.2 ... SEJA BEM-VINDO... ESSE ESPAÇO SEM DONO É NOSSO... www.jmarcelo_br@yahoo.com.br... PERCEPÇÃO GRATUITA... Siga a placa...
... TULIPAS... A representação maior da estação das flores... Dizem que são quilometros de plantações a se perder de vista... Volto para conferir e depois te conto... Palavra...
... Todas as cores e formas... Que transparecem outras...
... Bike TAXI azul... Procure o arco-íris no asfalto...
... A paisagem parece juntar pedaços que formam um imenso quebra-cabeça... De bicicleta... Hora dessas alguém cola tudo tudo e sai voando...
... Bikes de trabalho... Tudo adaptado para circular por vias que tangênciam canais...
... Bike estilizada TAMBÉM utilizada como TAXI ... O mecanismo que é acionado com a pedalada impulsiona, multiplicando a velocidade com menor esforço... Ecologicamente corretíssimo... Salve AMSTERDAM...

terça-feira, 29 de setembro de 2009

TXS DE ARQUIVO... Sopro // Como um “Sopro de Vida” pode ser tão precioso. Ouso temporariamente roubar a sonoridade do título do livro de uma escritora chamada Clarisse... Parece tanta coisa que a profundidade não me aproxima. Ou se permito prefiro negar. Parece a reestruturação de interferências literárias que deságuam num raciocínio abissal. Desses dias que acabam por compor um único bloco. E a gente não sabe se aquenta o tranco... Tanto que é uma escritora cujo nome é sabido, mas não fosse isso, acho que as linhas voariam até pousar no seu colo. A impressão de que ali Deus valeu à pena. E se fez com as mãos de alguém...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O texto é velho, a notícia não. Li sobre isso... Outro dia... Impressionante // ... Lá onde tem clorofila que é verde. E no fim DA estrada que ligará a região noroeste ao Peru. Uma cidade reconstruída a cada novo pedaço soterrado. Lixo aberto, água insalubre. Onde a pauta q o pariu se escondeu do marido traído. Um imenso “dane-se” sem antônimos instaurados. Com cara de índio andino, caboclo brasileiro, e toda sorte sul-americana... Ouro, ali, se carrega no lugar dos dentes...

Não canso de postar... Salve... Aos apreciadores da literatura de cordel segue as principais fontes sobre o estilo. No Rio de Janeiro a Livraria Graúna, na feira de são Cristóvão. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel em Santa Teresa e a Fundação Casa de Rui Barbosa. Em Pernambuco a Feira Popular de Caruaru e na Paraíba o Espaço Cultural de João Pessoa.

domingo, 27 de setembro de 2009

... Na Turquia se diz que a alma é o barco, a razao o leme, a verdade o porto... Concordo... E esse domingo precisa ser diferente... Especial... Talvez pensar naquilo que faltava para novamente renascer... E flores para inspirar... Pulmoes cheios de poesia assoprando aquela música que faltava. Afinal, hoje estará tudo certo... Deixa o maremoto para o segunda porque tem muito mais a ver...

sábado, 26 de setembro de 2009

... SIGA O BLOG... BIKES DE AMSTERDAM... EM BREVE O SEGUNDO MOVIMENTO... SEGUE OS TXS...
... Ambientes... Um quarto de hotel de luxo em Paris... Viajar até o cume de uma montanha branca de neve e se perder de longe... NOVAMENTE a qualidade de vida observada por dois pontos... Falamos de poder bancar e usufruir... Mas interessante também é observar toda área espacial apontada e que metros quadrados de quarto possam no imaginário valer mais que se perder em quilômetros de paisagem ou sentir cheiro de mato... Ou ficar sem saber por onde estamos passando...
... A ambi,cão é o último refúgio do fracasso... Assim dizia Oscar Wilde...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SOMOS PRÓXIMOS POR NATUREZA, E DIFERENTES POR FORMAÇÃO. (Confúcio)
... VOCÊ esta de saco cheio numa SEXTA... Procura atrás das idéias um pouco de perfume e cores... Encontra o antídoto aí dentro... E faz valer mais um dia de presente... Com certeza você merece... E todo mundo ao redor...

Tudo o que as pessoas fazem socialmente... em bandos, torna-se um evento. O cérebro registra assim. Tudo aquilo que é previamente combinado quase sempre vira... Festa! No entanto coletivamente vivemos e nos transportamos todos os dias... E concorremos a um espaço num coletivo lotado ou na fila... Parecem as duas faces de uma moeda que distancia grupos idênticos mediante atitudes... Ou comportamento... E daí que considerar um bom livro e praticar alegria soa mais interessante que paciência... Mais humano também...

Vida de Passarinho // O que move um homem pensava. Trabalho, casa, família. Dentro de todos os preceitos o que restava bem verdade eram contas e um azedume incomensurável. A última vez que abordado numa dura da Polícia Militar perguntaram sobre drogas a resposta foi direta: Tá me esperando em casa doutor! Promessa de altar. Tinha somente uma filha estranha, apesar de achar a cabocla linda. A esposa não envelhecia. Cadela! Ou era ele que estava muito fora de forma. Achava um porre fazer média e sorrir amarelo para sogros velhinhos com odores da terceira idade. A tal colônia nem em brechó, falido de falência, se encontrava mais. Protelava o velho, há anos, o término do frasco. Embebia a pele com um passado que não voltava e por estranho motivo remetia o cheiro às... Rugas. Pele retorcida pelo tempo, abarrotada, células mortas. Embalagens descartáveis pensava! Que povinho mala! Era coerente, mas estava de saco cheio. Mesmo! Explodindo! Pela primeira vez em décadas libertava o monstro alimentado... O vidro acabou na goela do velho que perdera os dentes e enfartara no meio do percurso. A pobre esposa catatônica rezava em silêncio um Pai Nosso que não terminou. Atingida por um samovar russo alcançara o chão com a brevidade de um corpo esguio em declínio. – Velharia que vai outra que cai. Repetiu três vezes. A filha gargalhava no auge de um surto da onde jamais retornaria. Seria internada por um contra parente bacana cujo nome não poderia ser identificado. E o cara, ainda embebido de sangue quente, algemado em flagrante pescava tranqüilo. Quando anos depois um repórter da rádio estatal perguntara o porquê daquilo tudo, respondera sem mexer as sobrancelhas que os anos foram generosos e o tempo honrava cada mote de trezentos e sessenta e cinco dias, para que compreendido pudesse ser. A primavera cuspia flores e não outros nomes. Não haveria herdeiros de fé para ensolarar qualquer sombra de arrependimento. Era livre: se nascera para viver todos os dias iguais, deveria então ser um passarinho e de resto, à gaiola que a ele caberia. O gaiato era sincero. Repetiu isso novamente três vezes e voltara para a aula de teologia do presídio com nome de governador. Estudava agora a palavra. Não mais moveria suas mãos. Ia ler até cansar e esquecer o cheiro daquele perfume velho.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

... Pergunta com letras pequenas... Você andou de bicicleta hoje?... Siga o blog...

A religião... É falha porque assim somos nós... E concatenar idéias e navegar naquilo que consideramos... O sagrado começa na escolha independente da conclusão. Boa ou má, ainda assim sinaliza a realização da prática religiosa... Porque sem trabalhar dia a dia passarão os meses incompletos. Nesse caso toda ação justifica a crença. E se Deus existe com certeza não mede erros... Leciona... Aprende a palavra e digo quem tu és? Não creio. Caminha a sua gramática e conversa... Mas... Comigo não violão. Bate a corda que ouço o eco. E esse poder divino é comum. Ensina e depois tira onda... Do oceano que te acorda...

... ESQUECE O CARRO... SOCIALIZA... SE INTERA... EXPO. BIKES DE AMSTERDAM... SIGA... PRESERVE O MEIO...

domingo, 20 de setembro de 2009

... ESTAVAM TE ESPERANDO... SEGUE EXPO. BIKES DE AMSTERDAM... PERCEPÇÃO GRATUITA... comunicação www.jmarcelo_br@yahoo.com.br... SEJAM BEM-VINDOS...
Cidadezinha // Era pequenininha. Muito! Um valezinho que surgia depois de quarenta e quatro quilômetros de serra em ziguezague. Herança escrava de outro século. Casas desiguais, de todo tipo. Algumas de azulejo, outras de tijolo. Nada combinava com nada, afora antigas construções quase sempre caindo, ou restos de uma ferrovia que o tempo não carcomeu. Conheci pessoas que não queria, ou não sabia delas. Sempre a palavra comedida com gosto doce de chuva, e o amargor de uma radiografia desfigurada. desfigurada. Com o tempo a maior parte da mata nativa havia sido devastada, transformando o topo das montanhas em cabeças raspadas de capim verde amarelado. O ar respirava granja, e o vento sambava o cocuruto, promovendo o maior festival de moscas que já vi. Resumindo: no intuito de ‘’tocar’’ uma rádio comunitária, selei um pacto com aquele lugar. Posteriormente, nascera minha filha. Lá! Tão longe do mar... O segundo, meu menino, carioca, levou o mar que a outra aprendeu a amar... Amar o mar... Entorta a porta João! Com jeitinho de surfista e um sotaque, que já nasce moldado à língua inglesa. Se crianças quase sempre nos surpreendem, o que pais dirão de filhos... Mas... Voltando ao assunto... Percebia aos poucos, que me pegava à toa pensando naquele lugar. Que não eram as pessoas que estavam erradas. Apenas pensavam de outra forma. Eram outras as subjetividades. Somente! E via casas que se pareciam, e aquelas semelhantes que vieram anteriormente destoando à paisagem. E não eram apenas nuvens de mosquitos, que nós chamamos de moscas, ou cheiro de galinha, e odor de carniça. Há pouco inauguraram uma livraria! Quantas cidades não as têm? Dor lacônica de uma educação depreciada, no ventre da máquina que governa sem educação. Mas, páginas comprimidas, encapadas e disponíveis em prateleiras me levam a crer que... Há vida inteligente em marte! Se não era compreendido, também pouco tentava entender! Finalmente, percebia o quão equivocado poderia estar: as montanhas sempre estiveram ali, por todos os milhões de anos de sua existência. Se alguém se aproximou, com uma viola e boas intenções, fui eu! Talvez pagasse o pato de outras gerações. Só vinga quem é da tribo! Burro quem não percebe isso nesses interiores. No mais, respeito de nômade. De quem pisa sabendo que pode voltar... Chega de culpa! Culpados, culposos, e todas as variantes. Seria a dor insana de uma ditadura Curda, ao contrário! Não iriam alguns mil habitantes historiar sobre quem durante décadas cresceu com o mar. Diga-se de passagem, um exemplo feliz mediante aos efeitos estufa. No entanto respondo a questão. Se poderiam falar? É claro que sim! Por que o longe daqui também o será, para quem não é... Desse lugar. Há diferenças, e isso define as tradições e a riqueza de um povo. Os costumes... Bons e maus... Costumes... Um exemplo: diariamente são comunicados aqueles sobre o falecimento de conterrâneos através de caixas de som acopladas a cúpula de uma igrejinha turbinada, construída e dimensionada, para gigantes de muitos metros. Proporções nababescas para uma mediana baixa estatura que nem por isso diminui... Continuando; Morreu, virou notícia! E sabendo o nome do defunto, correm conhecidos e quase todo mundo, para dar os pêsames e se empoleirar na casa desamparada... Com direito a mesa enfeitada e muita bebida! Nunca entendi a relação da morte com a barriga cheia, mas transformar a missa em festa é o maior barato! E indiretamente, é o que acontece e o que se faz nos terreiros, barracões, entre budistas etc... Festas, festas, festas... Ou talvez, almejando dimensionar o entendimento... Comemorações!... Se tanto alguém chorou por mim, só com alegria posso justificar. Senão, porque pregaram o cara numa cruz? Tanto sofrimento! E era o cara! Talvez não concordem com isso, mas quantas cidades não são assim... Outro dado creditado aos anos de convivência é uma total ausência de perdão na atmosfera local. Isso dói! Não há abstração! Crescem templos e vão-se as leis. Ali, o rancor dura décadas e é passado de geração para geração. Cultuado e irrigado diariamente... É, tô Falando daquele perdão munido de sinceridade, que mais parece emergir do rompimento de uma placa tectônica, submarina, que faz chorar por último... Nada de um e noventa e nove! Mas falar de profundidade longe do mar, às vezes é muito complicado... Não há nexo... Sou carioca sabe! Mas aí penso na livraria e que há vida inteligente. Retornarei ao bucolismo do início da narrativa para me render ao fato de que também sou um pouquinho de tudo aquilo. Com uma mania desenfreada de querer burlar costumes e sugerir o que ninguém pediu. Estou aqui, mas quando penso nos meninos, que é quase muitas vezes todo dia, estou lá. E quando esfria no Jardim Botânico, novamente... Da mesma forma me pego confundindo oceanos com montanhas capadas de árvore, ventando num fim de tarde. Indiretamente, homenagens prestadas. Falar do outro não seria louvar? Senão, passava despercebido... Definitivamente, mergulho nos acontecimentos... Mas por precaução, meto a sunga no bolso e vou correndo para Ipanema, antes que um acaso qualquer perpetue uma nesga de alteração e venha a me esquecer da minha genealogia... E achar que queijo coalho possa combinar com goiabada...! Para Maria Fernanda e João Gabriel...