quinta-feira, 16 de maio de 2013



Imagino num rompante, em absurda sincronia, aqueles milhões de pessoas. Rasgando uniformes, paletós, títulos de grandeza e costumes. Num único grito de sonora e prometida alforria. Sentida, esvaziada, dos excessos de zelo ao futuro próximo, quiçá distante. De todo esforço sem praia. Da soma de cursos, mestrados, doutorados, universidades. E pontos batidos e burlados. Do trânsito de toda a vida e de toda paisagem cinza, e seu tanto de CO2. Tudo! Finalmente reciclado! num imenso suspiro coletivo, ruidoso, igual. Ecoando, simultâneo, chacoalhando a terra e as veias de cobre e ferro carcomido.
É importante observar, que novamente não poderia desprezar a água sem reutilizá-la como ferramenta de compreensão. Fazer-se entender é o ó. E Sampa merecia um sopro de montanha com gosto de menta e árvores grandes de madeira. E outro Ibirapuera, e parques e coisa e tal... Qualquer coisa que justificasse o ar imundo que se respira, o esforço paulistano em “ser”... E compensar aquela ausência óbvia de tons esverdeados.
Talvez a maior teia de encanamentos entrecortados no subsolo de uma capital brasileira esteja na grande São Paulo. E, se não é água o que corre, perdoem os puristas ou iludidos de plantão. É cocô mesmo, meu senhor! Esgoto é nome chique. Um imenso liquidificador de bosta. Falemos o português popular brasileiro, e por “fezes”, transparente. Porventura até límpido! A multiplicação de todas as nossas necessidades jorrando em qualquer purificador que deságua no rio tataratá e dali pro mar e você passa a nadar, mergulhar. É muito “ar” para se pensar no cheiro asqueroso de uma rave de coliformes fecais. E vizinhos, e contra-parentes de bactérias, colados ao seu corpinho esculpido.
O resto é perceber a nossa realidade moderna, cheia de cloro e certezas perdidas numa imensa camada de ozônio, ferrada até o limite. Bem feito para todos nós que coçamos o saco e fingimos nada existir. E calamos a palavra, e vestimos a burca. Por quê? Andamos, nadamos e, conscientes do dever cumprido, poluímos o céu nosso de cada dia, com tamanha destreza, que até os ácaros foram absolvidos em anúncios de produtos. Agora reciclam pele morta em ambientes pouco arejados com baixa densidade de luz solar. É muito capricho para tanta lambança! Peça desculpa aos seus filhos e seja sincero uma vez na vida, somente. Mas seja! Eu fui! A vida é doce e... Uma linda...

Dizia na entrevista que por mais de 100 vezes havia entrado e saído da FEBEM... Tinha a pele escura e fisionomia calma. Contou que agora era um mediador entre conflitos no morro e viajava o país palestrando sobre os hábitos da favela... Um MEDIADOR sinaliza o princípio BÁSICO e democrático da conversa, ponderação e não violência... ORGANIZAÇÃO!... E continuava citando mais de 300 óbitos com assinaturas conhecidas. Pessoas próximas ou nascidas no local... Há bem mais que números em jogo... Certa vez o PCC parou São Paulo seguindo ordens que partiam de complexos carcerários... E querer não compreender é ignorar as lentes de um novo tempo... E a arrogância é irmã da guerra... A guerrilha!... A farda maldita dos homens que comeram mosca enquanto o vento passava...


... Mas a festa! Ah! A festa! Pudera saber cada dezena de convidados, que a esbórnia, no fundo, encobria o velório da velha. Aprendera a cantar para um deus que dança e ouvir outro nas missas de domingo. Mas Não derramaria uma lágrima sequer. Ah! Era um orgulho abominável, um espírito descartável, mas sentido por vez. Num momento único, mesmo que breve, de desprendimento e contida dor. Louvaria o mar e a mãe que abrilhantava um luar redondo. E nem por isso escaparia o mancebo das próprias probabilidades. Tinha conhecimento das liturgias. Formado no exterior, destilava três línguas como quem fala o português. Conhecia o mundo e a opção de contemplar e debater. Rodas fechadas abarrotadas de pessoas pouco interessantes? Mas a opção, era dele; de mais ninguém.

 
Da mesma forma afirmaria com plausível percepção, a escolha dos assuntos que se repetiam nas rodas de conversa todas às vezes! Os mesmos temas, acrescentados de impressionante cultura inútil. Argumentos coerentes, de acordo, para iludir os meses e reverenciar a corja. E colher os louros de uma pontaria previsível. Afinal... Era o dono da festa.

Mas todo mangue também é ninho. Infestado de mosquitos e muriçocas alucinadas. Quando percebemos que o contato físico soa repugnante e o ar periférico parece ruim, não realizamos que a lama esconde um imenso berço. Um útero natural parindo vida em sincopada velocidade. O milagre dissipado de milhares. Ninguém é de todo bom ou ruim... Nem ele. Nem assuntos. Nem pessoas ou lugares.

Reluzia o planeta morto no reflexo torto da água ondulada que dançava. E provava o espelho de sal. Era nobre à noite. Uma realeza diferenciada. Água traduzia a fé; de nações inteiras e três quartos do planeta. De mar e corpo humano. Sinalizavam dentro de si palavras gentis e um inenarrável conforto, que por muito pouco, muito mesmo, não deixara de sentir. Era fundamental perceber quando o anfitrião exige minutos que a ele convém. Para emergir novamente...

terça-feira, 14 de maio de 2013


Quando escrevo me esqueço. Fecho as vezes os olhos, calo as pálpebras. Quase uma meditação sonora da partitura que contorna minhas letras. Escrevo e componho e toco e canto e daí!? Passo quase todo tempo em silêncio; tentando definir ruídos da cidade grande e as notícias que passam com o vento. Ecos do desespero em tentar entender o que tantas vezes parece já ter sido parido carregado de tradução. Mas tanta gente justificaria imensa diversidade de interpretações. E a magia plena disso tudo também se resumiria a isso. Lar, trabalho, família... Mas se o céu é o telhado da casa de DEUS e trabalho é o gesto soberano das realizações, que por sua vez podem significar o que cada cérebro venha julgar... E família; alguns filhos ou todos que vivem sob as orações de um rei Jesus que por sua vez mora em cima do telhado azul que chamamos céu. Sinceramente nunca adormeci debaixo da sola dos meus pais embora tantas vezes tenha me achado naquele lugar. E se encontrar é para picar a mula como diriam. Imóvel e catatônico, na lata, é falta de atitude... Enfim: dia desses, há mto tempo, inaugurei a família Das Letras e provavelmente, antes de escalar as nuvens e trocar idéias com um São Pedro de partículas molhadas, acho que esquecerei o meu sobrenome... E se isso é bom ou ruim, acaba por desabar no vácuo das idéias e interpretações e diversidade. E toda sorte de repetição... Mta luz nas suas escolhas...!

sexta-feira, 10 de maio de 2013


Certa vez me disseram que eu não deveria mais contar estrelas. Silenciar o tempo. Respirar a letargia de uma filosofia budista, por exemplo, que contrapunha todo o resto a que durante uma vida inteira estive acostumado. Falavam que deveria ter pressa, pois havia um mote de valores que deveriam circular no curral da sala de jantar e contas e pessoas que precisam de pessoas. E mulheres que se entregam para amar e homens que amam para trair e novamente, se entregar.  Uma complexidade deveras estranha mediante tantas outras atitudes imediatas a se tomar... O foco de uma real qualidade de vida se calcado no outro fosse, automaticamente, a paz de espírito preservada seria interessante; e profilático. Imaginar que mesmo hipoteticamente as duas da matina você poderia em qualquer espaço da cidade grande, largar seu carro e os documentos dentro como um gesto impensado, automático; sem conferir travas, passantes, guardadores, ou mesmo a polícia porque o imposto que ninguém sabe o destino certo poderia ainda não ter sido pago. Pensa só...  Não é discurso babaca não, meu caro. Provado já fora, que cérebro e informações possuem lá o seu limite. E é logo ali. Células morrem pela ação dos anos, na proporção da qualidade de vida dimensionada e informações absorvidas e repartidas em trezentas e sessenta e cinco fatias de atitudes e amanhecer. Rejuvenescimento, velhice precoce, ou o retardamento do declínio e a ladeira... Da preguiça.
Francamente gostaria de ter tomado uma biritinha com um escritor baiano, que afirmo apenas ter possuído penugem abaixo das narinas que naturalmente eram duas na tentativa de obter explicações desaceleradas e definitivas sobre alguns fatos que não considero de total irrelevância...Começaria argüindo o porquê do cafezinho com bolo de fubá fazer mais falta que lagosta. À Tardinha, por aqui, não costuma ter crustáceo e acredito ser assim em quase todas as regiões. No meu senso pessoal, a resposta foi quase unânime. Ou será que somente ando com pé descalço? Ou não seria a conversa, antecessora ao hábito alimentar, propositora da mesa redonda nossa de toda santa refeição... 
Seriam esclarecimentos em tempo real, previsíveis e aumentados por monóculo de privilegiado critério. Perdurariam no meu HD pessoal. Transcreveria teorias de monte. Quem sabe talvez, relatasse o entrevistado que a tradição dali adorna a pressa, em crítica profunda e contumaz.  O que é sua lentidão... Conheço essa praia... Confundo no... Fundo... Atingir os avanços tecnológicos e é percorrer um caminho sem fim. Amanhã tudo mudou. Tudo, tudo. Ou melhor, depois que o caríssimo leitor terminar por finalmente compreender que o verbo avançou no tempo do relógio digital e já foi!... Acabou o manual...

O índio afro se agacha; e por entre as mãos escorre a terra; a mãe. Ali tudo se encontra; nasce. Penso nas muitas luas do Poeta Mario Quintana, quando dizia poder refletir em cacos uma quantidade... De luas! O que na planície de um espelho só seria... Um único reflexo... Não somos melhores, ou piores e coração não escolhe credo ou raça.

Na flecha de Oxossi criamos o rumo; perdemos as garras e presas, mas aprendemos a fazer o arco cujo formato da madeira lembra... Uma ponte!  Oxossi representa a fartura dos tempos que não esvaziam as mesas; e talvez a ponte, a outra margem; ou tudo o que podemos fazer para transformar. Oxossi Expressa à vida na totalidade da sua essência; da sua existência! E não seria esse o desejo de um rei! E se tornou brasileiro, porque aqui seus filhos chegaram de navio. E nessa floresta, o caçador fez morada. Salve Oxossi que é rei de Keto!
A espada de Ogum faz a estrada; chegar até aqui, por exemplo! O fio do aço que abre os caminhos; o movimento que junta e agrega. Ah! O progresso daqueles que são entendedores das próprias vistas! Às vezes somo tão míopes com nossas próprias atitudes; por isso nas situações difíceis, os filhos de Ogum tomam à frente. Também são guerreiros; que olham no olho catando justiça; e roda vento com metal de homem nervoso; porque palavra é palavra... E só pensa em voz alta, quem honra o passo seguinte.

... Agora, meu último instante; exatamente agora; Aqui! E peço licença para montar o cavalo de Jorge; acompanho a paisagem que insisti... Louvo então os amigos! Para a igreja, São Jorge é um dos quatorzes santos auxiliares; isso é: aqueles que trabalham a cura. Jorge que doou sua herança aos cristãos, e torturado, renasceu no castelo de Deus. Salve Jorge da Capadócia!
Porque aquele índio que apalpa a terra e colhe os frutos somos todos nós. Nossa tribo, nossa selva, nosso castelo, nossa casa // nosso DEUS // Nossos cavalos; nossas pernas. E somos os guerreiros vestidos de santo. E todo dia acordamos para outra luta; e nascer e aprender e perdoar, compreender, acolher... Tudo isso para nós, senhores, há uma tradução; fiel; ou um resumo somente; uma palavra gentil... Amada... Pátria minha... Brasil!

quinta-feira, 9 de maio de 2013


Mãe Linda //
Mãe Linda nasceu perto do mar. Tinha os olhos da mãe de todas. Um verde azulado que sorriam quase fechando, e dava bom dia, porque todo dia era bom! Diziam na região, que quando olhou o lago pela primeira vez, o barro arriou e tudo a volta ficou transparente. Mas era do outro lado da península que fizera casa. Perto do mar, na frente dele. Vivia de branco e laranja. Traços finos e nariz arrebitado. Era de Oxum, mas nadava nas águas de Iemanjá!
Para os homens da região, escultura intocada e benção divina. Lágrima derramada de uma áfrica generosa; Chororô de filho velho que pendia de colo e aconchego. E eram muitos... De todas as cores e credos. Até beata se curvava quando Mãe Linda Passava...
E cumprimentava a realeza, de uma terra que não caminhava, a beata feia e enrugada, de timbre estridente. Senhorinha que falava arredondando o “R”, em nome de um Cristo que só existia na cabeça dela, diluído em bíblias traduzidas e tecido adiposo. Jesus, o homem. Cristo, o Deus. O homem de Deus nunca renegaria a boa fé. Viesse de torres ou terreiros!
Isso dizia Mãe Linda. A beata que temia Deus e por isso se ajoelhava, cumprimentava. Por respeito, ou medo, dos céus, ou lá do que. Naquelas bandas não se criava quem entortasse o tempo quando ela passasse. E era linda, uma alegoria intocada, empurrando o vento, limpando o céu enuviado de cabeça torta. Estrelando o negrume do tempo que nunca era feio. A terra precisa beber... Dizia... Água de esmeralda, quando batia no sal. E era tudo o que se via...
E quando a noite acalma, e Oxum sussurra brisa, é porque tá guardando a luz alaranjada de sol atrás das nuvens, como criança com boneca. Que acorda com riso de que a vida continua...
Busco um pai num céu de estrelas // pra justificar meu desamparo // uma aresta ou um aro // que me dê a sensação de colo // que minha mãe me dava // quando voltava pra casa // Ah! Ah! // quando voltava pra casa.
E puxavam o arrastão, com calo de pescador... Um negro entoava o que a massa repetia. Louva a mãe, a pesca vem. E o Pai que com ela conversava... Rezavam em silêncio, e eram todas as esposas daquele lugar. E puxa, puxa... A rede tem que ser recolhida antes da maré subir...
Nunca soube ao certo aonde era. Nunca! Um sonho quase difícil de não parecer verdade... Quando a vi pela última vez, acordei sem querer. O mesmo sorriso de sempre prenunciando um dia bom. Fosse todo, ou somente uma parte dele, seria. Com cheiro de café e dentes de giz, que o mesmo melhor amigo me disse. - Olha as flores! É minha mãe!
E todas que acalentam o sono, e a criança da criança que adormece durante a calmaria de um oceano inteiro. O velho que deixava de ser pai e tava longe. E o outro cantado, com palavras de mãe...
Antes de dormir pedirei por empréstimo os raios dourados de Oxum e um sono silencioso. Se não for demais, um espelho cristalino, tão grande, mas, tão grande, que suas mãos entornarão ondas suficientes para inundar o sonho de nunca mais acordar, desacompanhado de paz...


quarta-feira, 8 de maio de 2013


...Quando por fim sentou a mesa da estalagem o rapaz imediatamente abriu o livro com uma delicadeza ímpar... Diziam que era muito velho o escritor. E que era difícil segurar a bengala que apoiava; falar e acordar. E duvidaram alguns que ainda pudesse manipular frases e palavras e letras que viessem a refazer qualquer argumento disso tudo. E continuava a primeira página: escrevi e não disse nada a ninguém... Seguia dizendo que durante duas semanas esteve sentado no canto parado daquele lugar. Sentiu o frio enrijecer as vértebras e o restante dos ossos. Chorou cada sonho realizado durante uma vida quase inteira. E os que não aconteceram também. Talvez porque não devessem... Ter acontecido... Então por este caminho haviam sido realizados sim! Os amores que carregara ao longo não envelheceram, pois nunca mais havia visto ninguém. Percebessem o filme da sua alma veriam um jardim cheio de moçoilas correndo sem roupa pelos cantos da tela que era a sua memória. Enquanto chorava entendia que escorria dos olhos a água mais pura e salgada do oceano profundo da sua história. Aquela que desenhava transparente sem o julgamento de um motivo qualquer. Todo homem chora algum dia. Por uma razão sem dono todos choram! E perdoando nossas lágrimas isentamos erros de culpa... Amaria cada uma daquelas mulheres de novo. E novamente sonharia um devaneio antigo e choraria e riria como antes. Como renascer para num dia breve adormecer em paz. Ou acordar novamente vestido de filho, criança ou coisa parecida... Olhou silencioso... O moço... Depois olhou novamente... Apontou o lápis e a data... E começou a segunda página...

terça-feira, 7 de maio de 2013


Passando pela mesma rua de Higienópolis encontro a senhoria chamada "Princesa". Encolhida feito planta, debaixo de 1 fino cobertor. busco outro, mas ela novamente recusa. E diz q o novo esta guardado. Esse bairro é judaico, e tiro o meu chapéu p a tradição - ou deveria colocá-lo! PQ mesmo sem teto, aqueles daqui cuidam. E, p alguém, no seu universo senil, o teto são estrelas. Como diziam os poetas! Antes dos risos, ou deduções; saibam: geralmente é mto pior! Há 1 "lar"; E nas portas abertas sem paredes a invisível inscrição. COMUNIDADE!
Silêncio absoluto, palavras em movimento, na alma q é o chão, onde minha vida sempre começa. Agradeço! 

segunda-feira, 6 de maio de 2013




OS JAPONESES DIZEM QUE A INDIFERENÇA É A FORMA MAIS SUAVE DE INTOLERÂNCIA... CONCORDO...
  

NAVEGUE PELO ARQUIVO




A vaga no centro te pertence... Feche os olhos e vá embora... Minutos de sonho acordado recomendam as horas do dia seguinte... E nada é tão longe quanto parece...

GOL... Marca de carro ou companhia aérea... Adjetivo proclamado pelo imaginário popular para designar sucesso extremo ou conclusão do objetivo... Estancamento da possibilidade de reação ou a glória do outro... O que Sacramentará a festa do porvir... Esforço conjunto para justificar administração milionária e biombo da ditadura militar (1970!)... Alívio ou esquecimento ou insucesso ou sensação de feriado prolongado. Samba e bordoada e riso que chora lágrima de uniforme... Dissolução momentânea das dívidas pessoais... Porque o mundo Travestido deFUTEBOL... De sol... Faz à ilusão da fôrma e a solidão da carne. O pensamento diluído feito antiácido efervescente porque começou o segundo tempo e tudo para... Paradinha!... Atira-se o arqueiro a flecha arremessada com ponta redonda de bola que voa, ou tiro de perna malhada que soma quilômetros por hora e faz explodir o outro lado da arquibancada cor de nuvem carregada...
O outro se cala, e quem fala até quando é o juiz... Magistrado do apito ou jogador que não foi?... De resto cantarão suas alegrias e derrotas. Como se um não dependesse do outro e pensando alto, repetissem os trejeitos, acabando por falar de todos... Nós... Até outro trovão de alegria, quando o céu desabar lágrimas de chuva salgada e o coração, feito um bumbo alucinado, esquecer que te pertence...



Quem vive de texto, não morre de tédio... Segue até o arquivo...

Pensei que novamente pudesse ser interessante escrever. E perceber os fatos, traduzir as línguas... Quantos somos, quantos fomos e, afinal; quantos deveríamos ser? E o presságios por trás da palavra falada e o resto do tempo no contratempo dele mesmo... Os ponteiros que os olhos acompanham movem a claridade pré-determinada por minutos nunca reciclados! Depois dias, semanas, meses, anos, décadas e o centenário que a maioria certamente ainda não pretende alcançar. Mas crendo em possíveis tecnologias arrisco opinar e sugiro o questionamento... O mesmo mecanismo que segue frenético os ponteiros ao longo do que resta, parece empurrar com sopros de desejo, em direção contrária. Como se quizesse acalmar as rugas ou substituir células...

MARIO, FERNANDO, CARLOS, PABLO ... Estes eram e serão sempre; POETAS ... Agradeço de coração aqueles q assim me consideram, mas devo advertir ... Minto c tanta sinceridade e devoção / q fiz sobrenome das letras; de resto somente João. E peço licença pelo atrevimento, e agradeço sua míopia. Não diminuo palavras; faço casas... De poesia!
"N tenho tudo q amo, mas amo tudo q tenho". Frase de caminhão. Concordo! Mas um adendo: todos os dias penso; o q realmente tenho a pele esconde ...

GENTIL HOMEM BÊBADO (Carrá)
DE BAUDELAIRE O CONSELHO:

É PRECISO ESTAR SEMPRE BÊBADO
ALÉM DO IMAGINÁRIO E DO REAL

É PRECISO ESTAR SEMPRE SÓBRIO
PARA PINTAR A BEBEDEIRA.

sexta-feira, 3 de maio de 2013


Assim como o ouro está acima dos outros metais, a caridade está acima das outras virtudes (Santo Antônio) ... Adoro o cara .De verdade verdadeira mesmo..Certa vez perguntei se ao término dos tempos estaríamos todos nós acompanhados. Aos pares...Seriam dele as providências? ... Por fim parecia ouvir uma voz rouca ecoando e que acho até que era a minha. E dizia que se há conversa há resposta.Então desde já não estamos... Sós...Ou falam sozinhos os outros?... E no ocidente silêncio não é desapego de som mas cantar sem voz ou consumir reflexões sem ambientes adequados ou rezar com ruídos de televisão ... Mas há controvérsias meu santo, e se não fossemos assim, talvez nem compreendidas seriam suas intenções de pessoa invisível. E isso também é buscar... Suas palavras escritas sem testemunha ocular ou confirmação de cartório ou qualquer coisa parecida cairiam num imenso vazio se diminuida de dúvidas fosse a massa...E fazemos parte dela e Interagimos todo o tempo. Deixa estar meu santo... Estamos caminhando e isso é muita coisa. Amém...
Os dois planetas que morei...
Tornar – se - ia o maior de todos os vícios de um mesmo menino velho. Achar uma linguagem, um chão. A Terra rachada de morro, caatinga de lixão. A miscigenação de toda parte e interpretações. O gosto e o cheiro dele. A busca de uma ordem que não haveria! Todos querem a mesma coisa, não? Quem fala demais não decupa, se esquece. Eu sou assim... Mas não engano ninguém.
Do mar que durante toda a vida acompanhei aprendi com a sua constância curvilínea, de longe. Olhando rodas de capoeira acertei ponteiros. Nos terreiros percebi uma fé irretocável, dona. Nas igrejas toquei alguns anos. Os anjos moravam ali, mas com certeza, não sentavam nos bancos...
Não temo palavras, nunca. Somente quem as carrega. Ou como! Entoam, transbordam. São apequenadas por trás de um grito, ou de sussurro aterrador; Ou ao contrário! E os “porquês” de quase sempre?
A comunicação falada por si só, deveria emergir lavrada de perdão, ou simplesmente desistir. Falamos para fora, e para dentro... Simultaneamente... Em colisão!
A boca que exala e a garganta que sopra. Como fossem de frases a embarcação. Empurra a vela, respirando diálogos num oceano vertical. Nascendo atrás dos dentes, língua, lábios e olhos e poros... E a conversa! Quem escuta?
Não sou nada que não possa ou deveria. Apenas o cara que escondi atrás dos olhos. Toda vida! Uma devoção a tudo que pudesse convencer.
Que o “tempo”, seja quase uma indagação constante, conjugada no caminho das minhas previsões, admito! Mas os personagens. Ah! Os personagens dos personagens! Justificariam tudo! Lugares em movimento, que falam por si... (!)
É a informação. Desconstruida, reformulada. Referências em preto e branco, guardadas a sete chaves, no cofre forte de uma memória sobrevivente. Todas elas são! E tem a ver com o tempo... Mesmo que surtadas no manicômio da alma respiram sua necessidade de existência...E o prefácio dos mundos que escreveria, seria como dar a luz a mim mesmo...

terça-feira, 30 de abril de 2013

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Anda irmão. Navega!... Se as pernas não correspondem faz o cérebro correr... Faltam grãos num planeta acelerado. Pensaram em tanta coisa! Chegaram em tantos lugares... Mas faltam grãos num planeta acelerado. Sua participação tornou-se fundamental. Assim caminhou o tempo. Não há lugar para espectadores mas, somente, cidadãos atuantes... Do mundo q falava Brech e todos os pensadores...
Mas todo mangue também é ninho. Infestado de mosquitos e muriçocas alucinadas. Quando percebemos que o contato físico soa repugnante e o ar periférico parece ruim, não realizamos que a lama esconde um imenso berço. Um útero natural parindo vida em sincopada velocidade. O milagre dissipado de milhares. Ninguém é de todo bom ou ruim... Nem ele. Nem assuntos. Nem pessoas ou lugares...
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Calor lembra suor; água salgada em transpiração; "exalação"dos poros. Penso q qdo esta frio, a metáfora inversa soa coerente. O título de 1 livro de Fernando Pessoa, "O Eu Profundo e os Outros Eus"; hj, seria a poesia q resumiria o meu dia. Silêncio absoluto, palavras em movimento, na alma q é o chão, onde minha vida sempre começa. Agradeço! Namastê! Saudade da Blyss Yoga.
  •  Começo a perceber a paz nas diversas formas de silêncio; das máquinas modernas e antigas; nos passantes e suas vozes altas, nos carros e seus senhores; q bem verdade poderiam estar incluidos na categoria anterior. E no próprio silêncio; qdo o vento pede licença e assopra; lembrando q há movimento. Mesmo na falta dele...
  • Chuva lava alma pesada; relaxa os ouvidos c som sincopado. Hora p se abrigar, cuidar dos seus. Ou pensar naqueles q gostaríamos perto! Embaixo da montanha q sustenta o Cristo Redentor há uma floresta q brilha qdo chove! Como se todos os anjos não chorassem ao mesmo tempo! Ou não "varresse" o asfalto toda aquela água... Agradece; enquanto o sol descansa...
  • · Há de chegar o dia q toda argumentação será generosa; e todo álibi terá no outro, alvo. E todo símbolo a mesma bandeira; e por 1 hora teremos a mesma pele e cor de olhos e perfume. E depois, a normalidade dos fatos q contempla espelhos, multiplicada por óculos, lembrará a obra divina q por 1 motivo qualquer, perdemos de vista durante os acontecimentos e suas curvas... Nós mesmos!


... Aos meandros do tema tornava a afirmar. A grande evolução dos remédios tarja preta remendariam os anos seguintes em função do ganho capital. Dinheiro mesmo. Apressada caminha que não se deita... Mas... Anda! ... O despertador tocou duzentas vezes e meia este ano, que quase terminando está. Bota a gravata. É fundamental a sensação de pressão junto a jugular sob o sol de muitos graus. 

Pensassem vocês que todos daquela vila sabiam dele estariam enganados. Optara pelo isolamento por vontade própria. Em função das circunstâncias! Dizia que transformaria o surto em ato. Simples mesmo: a solidão física de um corpo isolado e livre. Não para ficar trancado pensava...! Preferiria outra deserção ou salvar a alma ou a vida toda... E era conveniente a decisão tomada. Pegou as coisas que eram poucas e foi fazer a vida nas montanhas azuis. As cavernas eram sabidas, mas não freqüentadas e tinha água por todo canto. E um frio de gelo que doía o calcanhar e retornava as lembranças... E viam alguns poucos que passavam o sujeito olhando o tempo. Depois disseram que era de uma sensibilidade ímpar capaz de enxergar o que os outros não sabiam. E falavam que entoava cânticos que acordavam rosas. Quase que cadenciadas as informações se adiantavam e velozmente eram percebidos seus efeitos... Certo sujeito passou a caminhar todos os dias. Era negociante e acreditava que se visse aquele homem teria sorte nos negócios. Fulano se banhava nas cachoeiras de baixo quando o outro mergulhava. Acreditava ser quase benta toda água que a pedra despejasse. Era um anjo que nadava!... Cicrano que não chegou até lá teve um sonho e ouviu as preces e curou o espírito de não sei qual mau pressentimento. Era notícia numa cidade quase diminuída de tão pequenininha... E passavam estrangeiros com suas versões apalavradas em banco de igreja. Chegavam de todos os cantos versões do mesmo enredo do homem, da cura e do poder de uma fé muda, acompanhada de longe por um maltrapilho que não sabia de nada e somente achara uma forma de fugir do hospício estadual... Tantas eram as mesmas novas que a história envelhecia na metade do caminho... Falou-se muito até que anunciada fora a morte do dito. Alvoroço a parte foram conferir os ossos. Fêmur exposto, juntas, vértebras, caixa craniana. Encontraram a cabana de madeira simples, uma cama e poucas panelas velhas. Sobre o passado alucinado ninguém lembrava mais. Não havia registros naqueles interiores e o nome agora era segredo guardado nos arquivos de Deus. Falaria com o pobre as profundas orações... Honraram aquele homem de longe sem degustar o risco sonoro da palavra falada!... Saudaram e acreditaram num santo sem voz para fazer ecoar idéias!... Disseram que o turismo local hoje recebe gente de todos os lugares. A cabana promovida a museu e os ossos cremados e transformados em cinza que enchiam frascos pequenos e suspeitos de milagres...

BIKE AMSTERDAM

segunda-feira, 29 de abril de 2013


Os palcos e a magia do tablado e seus devaneios... A coragem e a explosão. Onde o artista que é confuso zelador admite o improviso e realiza as intenções do diretor, o rumo do texto, os movimentos e passos... O russo Nijinsky foi um dos mais incríveis bailarinos de todos os tempos. Também era conhecido como Sacha e namorava o empresário que da coxia sempre observava as apresentações. Certa noite exagerou na coreografia com movimentos obscenos e a platéia reagiu... Fecharam-se as cortinas aos gritos de um público enfurecido que arremessava todo tipo de objetos... O outro em seguida pergunta sassustado sobre o porquê daquilo tudo naquele ano de 1912... Ouviu e respondeu: você acabou de se masturbar perante toda Paris Sacha!... Não, dizia ele... Não fui eu!...
CORES... PERFUMES... TEXTURAS... TUDO TE PERTENCE... E TEM SOL POR TRÁS DA CHUVA QUE LAVA E INUNDA... DE NOVAS POSSIBILIDADES... A VIDA QUANDO PERCEBE... O SOPRO DA RESPIRAÇÃO...