segunda-feira, 8 de abril de 2013


Me escondi atrás de 1 relógio para depois contar as horas q fiz ...




Há de chegar o dia q toda argumentação será generosa; e todo álibi terá no outro, alvo. E todo símbolo a mesma bandeira; e por 1 hora teremos a mesma pele e cor de olhos e perfume. E depois, a normalidade dos fatos q contempla espelhos, multiplicada por óculos, lembrará a obra divina q por 1 motivo qualquer, perdemos de vista durante os acontecimentos e suas curvas... Nós mesmos!






Pudessem saber o que se passava aqui dentro; e calariam idéias e rompantes. Um homem, por vezes e para se fazer merecer, precisa de silêncio de alma; litúrgico. E a tristeza no fundo é parte de uma coreografia comum; mudam apenas o que acompanha. Penso se a verdade não é a maior libertação e quão pequenas e burras são as pessoas e suas freqüentes atitudes... Quando fazemos todo jardim. Lamento meu pai! Perdeu-se a hora... Só percebi depois!

sexta-feira, 5 de abril de 2013


Aos amigos tudo: paciência, amor e fé... Aos "inimigos"... A tentativa árdua de realizar... O mesmo movimento!!



A morte inventa a vida... E a ressurreição é o cartão de ponto de todo dia; acordar p renascer melhor. 1 movimento clássico como ligar o som. Nada de pessimismo hj. Se Isso foi ontem...!
 
 

 
Poesia é coisa q faço p sobreviver; outro dia mandei a rima a merda e acabei no gerundio da questão. Pedi perdão ao divino espírito santo nosso de toda hora ... Em cima do muro, só gato caminha!

Acordei sem sonhos pela primeira vez em muito tempo. Pensei que poderia adormecer tranqüilo depois de presenciar o último telejornal da madrugada. Mudavam os nomes e carteiras de identidade; somente! Parecia ridículo repetir estórias comuns de carros que “desfaleciam” aos tantos quilômetros; e enchentes que afogavam cidades inteiras. Porque naquele dia, despertei com as idéias anestesiadas e morri pela quarta vez; daquele mês cinzento de novembro... Pareciam não aparecer de novo, esconder a lama, os desafetos. Conviver com o silêncio turvo da alma acelerada. E haviam corredores abertos abarrotados de gente e carros passando no meio; cuspindo fumaça de gasolina como fumante enrugado de tempo. E todo jeito de senhora gorda e porco magro. Pudesse até ser Copacabana quando todos os relógios quase que simultaneamente apontassem doze horas e meia em movimento único. E questionamos cada pedaço de nós mesmos. Dissecamos nosso enredo perdendo as vistas todo e qualquer defeito de fabricação... Mas reparamos os detalhes do outro. Com olhos de felino, sem alma de índio. Onde cada passo inicia o seguinte. E a cadeia alimentar abastece a prole; e desafia a existência. Porque não são idênticos os direitos; e a selva não é de pedra, tem outro nome. Metrópole, cidade grande, capital! O erro conjunto e ode a má qualidade de vida. Amontoados; na jaula de quartos; que te cabe...
LAPA
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quarta-feira, 3 de abril de 2013



 Deus presenteara minha mãe com uma miopia mega, seguida de significativa quantidade de estigmatismo. Defeito de fábrica para justificar uma peculiar leitura da vida, que simplesmente acontecia, e mais tarde viria a entender.

Muitos anos depois reverteram sua doença em mais de noventa e cinco por cento. É mestre, trabalha a energia através das mãos. Acalma e observa. Músculos, comportamento, formato de ossada. Olhos de raios-X numa tradução quase Braile. Também é doutora em literatura com médias excepcionais! Lera e se formara com olhos de cego, e lentes imensas. Depois, enxergaria até demais...
Embasaria de informação a prática de um universo ao qual se atiraria. Inteira! E lá se iam mais da metade de uma vida. Um invólucro recheado de altos - muito alto! - e lutas...
Mas existiram anos cujas dificuldades provinham de outras histórias, falências e relacionamentos mal desfeitos com suas porções de tristeza e seqüelas. Consegui de alguma forma fugir da própria sombra, e chorar junto... Lágrimas de mãe... Sobre toda austeridade de meu pai, me defendi. Sem jamais calar o que considerava justo abortei minha quilometragem para entender o que carregava. E me protegia atrás dos versos; escritos não pagavam contas, mas valiam ouro. E me tranquei num mundo vazio para desanuviar de tudo. E... Daí! A quem poderia interessar da onde... Venho?
Continuo escrevendo e permanecerei crendo que todo procedimento artístico tem sua parcela de alforria, apesar da renda também fazer parte do processo. Sou um sonhador! Fazer O que?

A “esbórnia” durante uma quadra de tempo acalentara meu fardo; dela supri todo plantio. E puni minha alma durante anos como quem compromete a existência em nome de percepções e da própria tradução turva das coisas comuns. Produzi espetáculos em botequins. Inventei e vi personagens que não conhecia e olhavam acima dos óculos. Uma deselegância única, talhada em mesa de jantar, escola particular. Quantos professores daquilo que nunca quis para ninguém!... Simulando o que não desejava, observando em silêncio e aprendendo com relacionamentos errôneos, vazios... Aprendi que a essência pode ser perfumada e vil...

E percebia o que se sabia. Ninguém tira sujeira encruada em poro de burro velho. Tão pouco se ventila paisagem para quem viveu menos tempo. Estrada para andar, passar, ou desviar. Sinalizar, a certa altura tornara-se quase um assalto intelectual. São caminhos e precisavam ser pisados. Se eles realmente não sabiam o que estavam fazendo, ou, o que fazer... Perdoa...
Não sabiam das mãos de minha mãe e o que era aquela energia. Aliás, pareciam não entender nada sobre assunto algum. Nem de livros!... Há certo altruísmo em desuso e, se não me engano, tão pouco fora sorteada a miopia da família. Mas ando mesmo pessimista... Achava estranho, pois tive tudo, absolutamente tudo o que aquela arrogância insistia em desfilar. Era como se pisassem um tapete vermelho que nunca existiu. Almejar na cor, o que era absolutamente remediável a textura. Lamentável!
Pensava naquelas pessoas e na notícia do jornal que anunciava uma nova ordem editorial para simplificar a palavra escrita.  Como se as preces emburricadas daqueles passantes fosse ouvida. Mal sabiam falar! Abastados e indigentes! Eram maltrapilhos da língua, bem vestidos, de exigência envelhecida, ultrapassada!
Imagina qualquer coisa como super-homem sem hífen e h. Imagina, meu!  Acredito até que a doutora em literatura esqueceria num hiato único toda a tradição de paz e interiorização, e sucumbiria a verborrágico e fulo discurso se visse a estampa de tal atrevimento!... Mas acontecerá...!?
Existiam modas e termos que índios e negros carregaram até a cova. Era desrespeitar a história de cada, e somente aos fatos, se remete a língua e seus porquês. O resultado de uma matemática gramatical inteira adulterado pela nova desordem.
Valham-me deuses e todos os santos. Perdoe essa turba! Não sabem da energia. Não são uns filhos da mãe... Eu sou! 

quinta-feira, 28 de março de 2013


Deus ouve música...  Talvez! Mas pessoalmente, compactuo com qualquer soma de perspectiva sonora ainda meio desconhecida; mas q me agrada mto. Violoncelo, violino; música de moço e menino... E outros versos e entendimentos; q por si só dizem.


Minha poesia insône retalhava letras. Pai nosso! Até dormindo elas me acordam. E penso dizendo: senhoras, tão tarde p trabalhar. Cavalo bom também pasta e dorme! Mas insistentes são elas; as letras. Eternamente fálico o lápis, em breve, tá cobrando hora extra ou optando por uma vida prostituta numa esquina de Copacabana... É mais tranquilo eu acho.

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Os dois planetas que morei...

Tornar – se - iam o maior de todos os vícios de um mesmo menino velho. Achar uma linguagem, um chão. A Terra rachada de morro, caatinga de lixão. A miscigenação de toda parte e interpretações. O gosto e o cheiro dele. A busca de uma ordem que não haveria! Todos querem a mesma coisa, não? Quem fala demais não decupa, se esquece. Eu sou assim... Mas não engano ninguém.

Não temo palavras, nunca. Somente quem as carrega. Ou como! Entoam, transbordam. São apequenadas por trás de um grito, ou de sussurro aterrador; Ou ao contrário! E os “porquês” de quase sempre?

A comunicação falada por si só, deveria emergir lavrada de perdão, ou simplesmente desistir. Falamos para fora, e para dentro... Simultaneamente... Em colisão!

A boca que exala e a garganta que sopra. Como fossem de frases a embarcação. Empurra a vela, respirando diálogos num oceano vertical. Nascendo atrás dos dentes, língua, lábios e olhos e poros... E a conversa! Quem escuta?

Não sou nada que não possa ou deveria. Apenas o cara que escondi atrás dos olhos. Toda vida! Uma devoção a tudo que pudesse convencer...

Que o “tempo”, seja quase uma indagação constante, conjugada no caminho das minhas previsões, admito! Mas os personagens. Ah! Os personagens dos personagens! Justificariam tudo! Lugares em movimento, que falam por si... (!)
  

E o prefácio dos mundos que escreveria, seria como dar a luz a mim mesmo...


A religião é falha porque assim somos nós e concatenar idéias e navegar naquilo que consideramos... O sagrado começa na escolha independente da conclusão. Boa ou má, ainda assim sinaliza a realização da prática... Porque sem trabalhar dia a dia passarão os meses sempre incompletos. Nesse caso toda ação é o q justificará a crença. E se Deus existe com certeza não mede erros; leciona! Aprende a palavra e digo quem tu és? Não creio. Caminha a sua gramática e conversa; aí sim. Mas comigo não violão. Feito a corda do violão ouço o eco. E esse poder divino é comum. Ensina e depois tira a onda... Do oceano que te acordou.

Sabe q Fernando Pessoa quando era criança dizia q a lua era a "Nossa Senhora do Silêncio"... Q tenha uma iluminando o teto do seu quarto... Mesmo q o céu fique do outro lado!


PÁGINAS SÃO ASAS... De ANJO ... EM MOVIMENTO!


Do que vale morrer de sonhos... Sem pés para caminhá-los!



E percebia por trás de determinada película, num desses épicos de recursos ainda escassos, a valentia que levantava a espada e partia. O espírito que se escondia e não pensava, ou que passava na cabeça de um sujeito com uma possível expectativa de vida que beirasse os trinta anos? E quem sabe, não viesse a sangrar segundos depois. Isso, se o inimigo eleito, sem história sabida, fosse um vencedor. Eram os tempos. Consegui enxergar doçura em tamanha barbaridade! Ninguém apertava detonava botões. Era papo de macho, olho no olho, fúria explodida. Especula-se que Alexandre, o Grande, “esquecia” ao longo de travessias, espadas, escudos, lanças, armaduras... Tudo dimensionado para gigantes. E no corredor de macaco da época, via os bardos e seus correios, sem modernidade de comunicação, era ele e o senhor de um exército de seres imensos! Com uma certeza calcada na mais absolutamente obviedade. Creio honestamente que muito caboclo correu por achar que seria pisoteado... Refletindo sobre outros tempos depois: apertar o gatilho não poderia ser comparado à textura da carne, sentida nas mãos, punhos, e olhos de quem por fim, via o outro se calar.
E o tal de marketing!... Diz quem inventou?

quarta-feira, 27 de março de 2013


Navio Negreiro

E pensar que o comércio de escravos teve sua origem na África... Ao que consta mais precisamente no Benin. Era a tentativa de pertencer ao comércio internacional e alcançar outras esferas de negócio. Tribos conquistadas sendo diluídas pelos seus colonizadores de mesma cor. Depois, passados os portais que ligavam o piso até a areia, água salgada, e finalmente o porão dos navios... Já em terras portuguesas, eram misturados em alas para que perdessem suas idéias e dialetos, ou toda expressão originária... Esqueciam-se algozes, contudo, que o talento nato e humano para adaptação, ainda mais quando sob pressão, é de incomensurável poder. E isso é histórico! Acho que poderíamos chamar de traduções oficiais do que viria a ser uma nova perspectiva social, letrada e mapeada? Não somente cantada, como o correio informal de séculos anteriores... E a cultura negra reformulada nas senzalas, mesclada em todos os cantos deste país, prenunciava suas raízes para todo o sempre, no esqueleto da memória nacional... Enquanto isso Pierre Verger, o francês de alma baiana, que se autodenominava etnólogo e muito tempo depois trocaria a sua velha Paris pela África, e, mais tarde ainda, em definitivo, o mundo por Salvador. Tornar-se-ia um Fatumbi; o que na tradução literal significa renascido através do Ifá. O jogo das previsões...

Rapidamente sobre Ifá; reza a lenda que, era feiticeiro, e irmão de Alá, eternamente venerado nos desertos e países Árabes.

 Percebendo certa falta de identificação com a rapaziada barbada, bateu perna até chegar a território africano, onde fora muito bem recebido. Em agradecimento, ensinava o jogo das previsões, que tinha o seu nome, e colo certo... Cada burgo tinha um Fatumbi...

 Era interessante, porque já naqueles tempos, objetos e mensagens eram enviados através de Verger. Cada vez que anunciada era uma nova partida. E aquela troca, quando identificada em outro continente, traduzia a prova e veracidade dos fatos contados, da existência dos parentes perdidos, e da certeza longe, que se juntava.

Depois de dias e meses... Mares... Adentro. A partir dele, souberam muitos dos seus!... Muitos anos depois. E num pensamento maior, isso era suficiente...

E registrava na sua velha máquina fotográfica analógica, o que muitos hoje consideram um dos primeiros registros visuais do que viria a ser a cultura do candomblé.

Mas... Outra surpreendente curiosidade que nos remete ao início desta historieta, é que, os que por sua vez se intitulam Tatás, na África, são descendentes diretos de traficantes de escravos.  Agora, com nova e pomposa titulação. Propagadores da cultura (?)!

E calcula-se em mais de cinco milhões o número de negros que aportaram contra a própria vontade em territórios luso-brasileiros... Louvo agora aqueles que ficaram ao longo.  Um sem número que nunca nessa vida poderemos precisar...

  
Outro dado curioso é que muitos creditam a Caribe, Verger e Jorge Amado, boa parte da projeção do que viria a ser um frenesi internacional em torno da Bahia de todos os santos. Que me perdoe S. Dorival, mas das tríades baianas, talvez esta fosse munida de particular singularidade. Isso por, além de tudo, tratar-se de um argentino, um francês e um brasileiro.

Tudo bem que Jorge Amado Jamais fora um só, e Santo Amaro da Purificação pariu boa parte da nata. Além é claro, da própria capital. Mas que o poder desta terrinha em repatriar sua gente e redescobri-la, nos confins do mundo afora, só pode ser... Divino! Acredito nisso... Você eu não sei, mas eu...

segunda-feira, 25 de março de 2013

O jornal de maior circulação do país fala na constatação de vários planetas em condições de sobrevivência similares a da terra q vivemos. E q o "relógio do apocalipse" correu mais 1 pouco. Resta saber se os mtos milhões desperdiçados remendando estragos de 830 catástrofes naturais registradas no último ano passado ( n. citado) em fção do descaso c o meio ambiente e quebrando as economias, detonando de vez entao o planeta azul; valeram! E tal qual cupins, 1a posterior mudança coletiva p nova destruição de outro lugar; ou vampirização! Ou se reiventamos os costumes e talvez a educação. Genética talvez? Meu cachorro não faz tanta merda...
Conversando hj pensei no corpo de cada 1. Casa ou carceragem? Pq aquela q é feia, ou melhor, assim se sente; será, até envelhecida, encontrar a mais bela da turma q tbém enrrugou. E somos alma, não! Essa fora apresentada como a gde responsabilidade d vida, de cada, desde q aprendi a ler. Ou será q foi outra daquelas mentiras sociais embutidas no aprendizado comum... 

... TERREMOTO ... Também estava na matéria que tropas do Canadá revelaram jamais ter trabalhado sobre escombros de concreto. De onde vieram são utilizavam ferro e madeira para a construção. Daí; perguntei a mim mesmo: o porquê de não se ter passado anteriormente tal conhecimento ao povo nativo se há muito tempo sabem dos perigos de terremoto naquele lugar!
Finalmente, chegava ao fim à tragédia escrita dizendo que não existia em Porto Príncipe uma alma viva sequer a não lamentar a perda de um ente querido, direto, próximo demais, ou familiar. Rezei por eles muitas vezes.
Pedi ao DEUS de todos nós métodos que prevenissem ou minimizassem os efeitos de uma natureza estragada. Caminhamos sobre quem nos protege e somos diretamente os responsáveis pelos atos que falarão ao fim de tudo e ao legado da palavra só nos restará o reconhecimento; e a forma de contar estórias e explicar num futuro divino a relação entre a constatação e a falta de atitude.
Estava escrito na montanha de pedra que haveria um terremoto; a tecnologia constatou tremor e provou a ineficácia dos seus investidores ou governantes! E percebemos que devemos muito mais ao planeta e por alguns minutos, naquela ocasião, não soube o que dizer ao meu filho. Certas coisas, nem os olhares mais generosos são capazes de entender...


sexta-feira, 22 de março de 2013


Autores Russos

Tinha paixão por autores russos. Era um texto de beleza fria, por isso de olhar amplo e generoso. Palavras que romperam o regime, traduzindo para diversas línguas, a resistência de um povo. A origem, seus movimentos e contratempos. E não estamos falando da língua inglesa não, meu velho! É russo! No máximo dirás vodka. Ou alguns nomes, quem sabe. Sasha, Ivan, Dimitri!...

Pensava nas prisões geladas de Dostoievski, na chave mestra de Tolstoi que desejava unificar todas as bandeiras, no nariz de um Gogol alucinado e de Tchekov. De forma particular, o texto do teatrólogo intitulado O Monge Negro, me chamava especial atenção. Era fininho, da espessura do menor dedo. Erudito, cansativo, mas de profundidade abissal.

O personagem conhecera o habitante de si mesmo; alma; ou espírito se conveniente for. Convivera avisado sobre as benesses do silêncio, mas desabafara, e por fim, tachado de doido acabou numa clínica... É compadre, calasse a boca e não aturaria um sonoro eu te disse, no transbordar derradeiro da própria caligrafia!

Geniais os caras. Épocas duras. Aliás, naquele lugar: Quando a vida não fora dura? Gelada? Até hoje! Navegar era coisa de navio e o pensamento radical do regime, palavra de um homem só.







Diversas vezes me perguntei como Dostoievski fora ele mesmo. Burlar com palavras e, pagar a língua atrás das grades. Não importava. Tinha palavras! Via o mundo acinzentado sem jamais perdê-las. Congelando feito passarinho ao relento, fomentando uma dor escrita, ao mesmo tempo em que rude permaneceria. Até terminar a vida; Quão triste poderia ser um homem; para parecer aquele, pensava. E havia sido. Ah! Se havia!... E lia, lia, lia...

E o inverno? Se não houvesse sido menosprezado por incautos generais, ou se soubessem do seu poderio, das duas uma: ou corriam, ou agiriam de forma mais sagaz e talvez, hoje, falássemos o mesmo idioma.

Textos diziam que durante todas as guerras, a preocupação maior do exército bolchevista não era espionar, mas contra-espionar. Fornecendo provas, desertores e boatos para confundir qualquer coisa que Lênin definia como: intelectuais ávidos por trabalho. Dessa forma, achava interessante fomentar linhas de raciocínio que desviassem o foco e perdessem de vista. Era a desinformação. A visão do ato ao contrário, para se alcançar o meio! Fantástico, não!

Sobreviveram da contracultura os conterrâneos de uma literatura extremamente particular, complexa, poética. Com mãos de ferro e frio nas mãos. Era a tundra, descolorando neve branca... De alguma forma.

Também discorriam boatos sobre o armazenamento de bilhões de dólares em bancos americanos.

Aguardariam uma possível queda da moeda para a injeção de capital e posterior recolhimento. Enfim! Planejavam no contragolpe do outro. Desabaria a maior economia do mundo com seu rabo preso, e mãos atadas...

Numa alusão a nossa tradição, diria que aguardavam uma meia lua de compasso para entrar com aquela rasteira bacana da capoeira... Definitiva!...

quarta-feira, 20 de março de 2013


Mas todo mangue também é ninho. Infestado de mosquitos e muriçocas alucinadas. Quando percebemos que o contato físico soa repugnante e o ar periférico parece ruim, não realizamos que a lama esconde um imenso berço. Um útero natural parindo vida em sincopada velocidade. O milagre dissipado de milhares. Ninguém é de todo bom ou ruim... Nem ele. Nem assuntos. Nem pessoas ou lugares...

terça-feira, 19 de março de 2013


O Malandro //

Já dizia o caboclo. Malandro só é malandro até encontrar outro. Chega todo, todo; Esticando os “zoinhos” pra complementar a pose, até perceber num raio próximo que não é o único...

Outro marmanjo faz cara de sabedor, tira e coloca os óculos centenas de vezes até depurar o restante da coreografia num surpreendente levantamento de copos. Seca a espuma martelando suavemente dezenas de guardanapos de papel contra os lábios grossos de barba mal feita... Por outro angulo, aquele, o primeiro, gira, olha pro lado que não interessa a nenhuma das partes, delimita o território, e não mija no poste p não correr o risco de não ser notado, ou dotado de pouco. Por vezes a referência é um imenso problema. E se o galo canta de longe um responde, e depois, mais um, e assim caminha a senhora “umanidade”. Sem H mesmo! O tempo urge. Falei noutro dia sobre a abreviação e padronização das palavras, e no absurdo disso tudo...
Mas voltemos a “samambaia”: é o cercado de solo ruim. Em conluio a total perseverança de uma sedução desajeitada, corrida, decorrida, arranjada, ou desarranjada.  Quase sempre de passagem! Tanto esforço! Quantas vezes você se casou? Dentre tantas e tantas e tantas vezes... Quantas vezes. A exceção de trejeitos e geografia – coreografia talvez? – beiramos a erotização do marasmo. É excitante aquele olhar paralisado no espaço de tempo do relógio... Ou era!?  

Mas a falta de critério é gritante! Como demoram os minutos, não! E o acaso? Perdeu-se prisioneiro, nas pistas! É isso. Uma foto na internet dá um banho num luar do sertão, ou a beira da lagoa... E a partir deste biótipo malandro, talvez tenha se firmado o índio carioca, dos imaginários de fora... E assim é o Rio da cidade maravilhosa, com suas mais de mil favelas re-gis-tra-das. Imagina a realidade disso tudo. Aquela que o IBGE não alcança. Um abraço... Continua piscando com ares de senhor feudal, vai... No bom Português, no embasamento demográfico que nos cabe agora (porque nem sempre foi assim!), enquanto cidadão carioca e brasileiro cuida da favela que te cabe, malandro. A maioria define o meio... Quase sempre!

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Porque o plural da minha dor sou eu. E o restante da platéia que me perdoe. Mas ainda assim, serei o primeiro da fila; expectador, espetáculo; parte. Quem se habilita? Tomar a voz do dono e recomeçar o ato. Ser o próximo palhaço, passante. No próximo instante de interferência. Movimentos são como o vento; fazem e se refazem transparentes; em constantes proporções que não cessam... Mas voltam!

quinta-feira, 14 de março de 2013


Lembro da poesia triste;
De tão triste que era;
Não suportou a existência
Da fotografia escrita.
E assassinou as palavras
Numa noite fria dessas...
O sol, implacável, despertaria sua ira. Queimaria a pele dos homens e das folhas e qualquer sombra de teimosia. Se a tudo iluminava convidaria os olhos então; a reflexão; emanando odores, evaporando água suja, e criando desertos inteiros como quem adverte a própria existência. Secaria a língua dos feitores, de suas mulheres e filhos; entendia que o perdão escondia a necessidade. Era um guerreiro! Alastraria a fúria dos oceanos e as rachaduras do deserto. Secaria rios e inundaria os paletós...
Nada nessa vida pagaria aquele caminho sórdido. Era necessário! Escrevia e daquilo vivia. Era além, do ganho. Pão de todo dia e quase; necessidade. Sabia q a existência não duraria daquela forma. Era mera constatação e obviedade. Tempo, custo. E o benefício por fim! Como julgar, no furor dos afazeres; e prazeres; o q é o certo e aonde se esconde o errado. Nesse dia pensava que todo juízo possuía um preço. E era amargo e nervoso como chimarrão atravessando tubo de metal fino e fervente. A IDÉIA; imaginar o vão de elucubrações e conclusões e outros “tios” que não caberiam em palavras pequenas. Por mais que fugisse; como se da morte fosse, não correria mais do que aquilo que pudesse. Reza de filho é bem acompanhada! E sabia que não devia. Porque palavra de homem; é palavra; e isso nada tem a ver com sexo. Da onde partem? São gargantas; e órgãos comuns que assopram contra a gravidade até virar; PALAVRA. Hoje escrevi que o bom do lugar comum é exatamente... Ele mesmo. Não sei se entenderam muito; mas a metáfora caberia no que acaba de ser escrito. Como a primavera que mesmo de longe ainda faz flor. Porque flor lembra... Primavera! Então vento outono. Ou restou mesmo o frio invernal e um calor sertanejo? Quem tem a PALAVRA! Se todo exército levasse um verso, falaríamos em algum momento, com outros tradutores. Olhos de retina; não máquinas! O que somos e o que és? Transformamos-nos na virtualidade de todo dia. Computadores ou celulares. Novamente: PALAVRAS que definiam a biologia humana e suas divinas interferências. Na cadência sem escrita, sem paisagem, rosto, olhos; SONORA será. Eletrônica!

sábado, 19 de janeiro de 2013


A Inversao da palavra ... Estranho relacionar a expressão AMOR LIVRE ou SEXO LIVRE, com perversão ou esbórnia. Se no cerne familiar, livre é o pecador, o que fazem os casais durante vidas inteiras? E a formação do conceito real das palavras; FAMÍLIA; como isso se refletirá nos filhos, no espelho genético, que se tornarão atitudes. A língua que paga o verbo quente, no translado do que se aprende, do que é falado; da sociedade moderna, triste; OU ao contrário.
E o isolamento da questão restrita ao grupo somente, por sua vez, não seria a filosofia do condomínio ou numa ótica qualquer, o retorno às muralhas da idade média; onde sempre eram aguardados os bárbaros, colonizadores ou mesmo os pais, dos “filhos... Da mãe”, que na raiz histórica da árvore genealógica dos acontecimentos, serão por fim, nossos parentes.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012


Calor lembra suor; água salgada em transpiração; "exalação"dos poros. Penso q qdo esta frio, a metáfora inversa soa coerente. O título de 1 livro de Fernando Pessoa, "O Eu Profundo e os Outros Eus"; hj, seria a poesia q resumiria o meu dia. Silêncio absoluto, palavras em movimento, na alma q é o chão, onde minha vida sempre começa. Agradeço! Namastê! Saudade da Blyss Yoga.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

       
 
  • · ... Começo a perceber a paz nas diversas formas de silêncio; das máquinas modernas e antigas; nos passantes e suas vozes altas, nos carros e seus senhores; q bem verdade poderiam estar incluidos na categoria anterior. E no próprio silêncio; qdo o vento pede licença e assopra; lembrando q há movimento. Mesmo na falta dele...
  • · Chuva lava alma pesada; relaxa os ouvidos c som sincopado. Hora p se abrigar, cuidar dos seus. Ou pensar naqueles q gostaríamos perto! Embaixo da montanha q sustenta o Cristo Redentor há uma floresta q brilha qdo chove! Como se todos os anjos não chorassem ao mesmo tempo! Ou não "varresse" o asfalto toda aquela água... Agradece; enquanto o sol descansa...
  • · Há de chegar o dia q toda argumentação será generosa; e todo álibi terá no outro, alvo. E todo símbolo a mesma bandeira; e por 1 hora teremos a mesma pele e cor de olhos e perfume. E depois, a normalidade dos fatos q contempla espelhos, multiplicada por óculos, lembrará a obra divina q por 1 motivo qualquer, perdemos de vista durante os acontecimentos e suas curvas... Nós mesmos!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

... Aos meandros do tema tornava a afirmar. A grande evolução dos remédios tarja preta remendariam os anos seguintes em função do ganho capital. Dinheiro mesmo. Apressada caminha que não se deita... Mas... Anda! ... O despertador tocou duzentas vezes e meia este ano, que quase terminando está. Bota a gravata. É fundamental a sensação de pressão junto a jugular sob o sol de muitos graus. 


Bangu: nosso complexo carcerário lotado. Trinta por cento deveriam estar fora dali. Ouvi na TV, portanto como bom brasileiro diria que deve ser quase a metade. Ninguém produz nada, e ainda derretem ou morrem de frio. Sabia? O frio é curto, mas dói! Ou ao contrário. A meteorologia de uma “bipolaridade cívica”. Estranha a relação entre o homem e climas radicais. Do outro lado da terra, também se morre de calor, mas a noite é fria para cacete e o nome é deserto. Caatinga sem planta e calango. Jabá sem Jerimum.

 
E muitas cabeças de gavetas, espremidas e ruminando a forma de esvaziar o pote. Você vai ao psi; às vezes psi segue de “u” e tem barriga furada de peixeira ou tiro.
 



Puta que o pariu de roda, diria uma amiga velha que há muito não vejo e se bobear enrugou. Os anos caducam e continuo nessa punheta nacional. Resmungava. Não consigo relaxar e achar suave um resort no Caribe, num mundo sem grãos. Ando estranhando até a expressão popular “saco cheio”. Tornou-se agressiva, mediante crises de modernidade e um astronômico vazio.
 

Liga a televisão porque estão assassinando alguma possibilidade e não testemunharemos o furor dos acontecimentos. Contemplar o defunto é coisa do passado. Hoje a web anuncia e a rapaziada corre para ver. Chocante! Mesmo! O cara se estabacou e voou miolo feito passarada. Saca; Gritou Jerônimo. Hoje, somente agora; foi índio morto. Milésimos de segundos. Quem viu, viu. Replay em breve exclusivamente para minúcias, como por exemplo, a metragem do rombo da caixa craniana, determinado pedaço de cérebro, ou um sonho tardio que não aconteceu.



1 Bar... Da Lapa...!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012


Sobre a existência, a única que conheço é a minha. Não por opção; ao contrário! Pela total ausência dela! Porque sobre oceanos e profundidades sabemos pouco, muito pouco mesmo. Isso se dimensionarmos e percebermos que não há silêncio (!) onde oco além dos músculos e camadas mora indivisível, alma. Porque só sono “100” sonho para distrair as horas no breu dos acontecimentos inconscientes; ou calar os “afazeres” e o relógio temporariamente que seja. Depois a rotina surda de tomar café e bater o ponto. Todo dia, todo dia, todo dia, todo...  Mas compensar o resto para que a vida reinvente sua expressão em arte, também é interessante. De tal forma, tão visceralmente; que até no mero ato de abrir os olhos, permaneçam calmas as planícies do reflexo. E um ponto de solidão inerte justifique a paisagem e não mais adjetivos turvos, interpretações (inevitáveis) errôneas. Disse-me um conhecedor das coisas que ser feliz ou triste dá trabalho e engorda as extremidades. Vale o susto? Então gastar raciocínio indevido, no mote que te pertence: leitura, yoga e tudo que possa refazer a grama, asfaltada debaixo dos pés.         

Inversões
               Ou
                       Subversões?

Estranho relacionar a expressão AMOR LIVRE ou SEXO LIVRE, com perversão ou esbórnia. Se no cerne familiar, livre é o pecador, o que fazem os casais durante vidas inteiras? E a formação do conceito real da palavra; FAMÍLIA; como isso se refletirá nos filhos, no espelho genético, que se tornarão atitudes.

A língua que paga o verbo quente, no translado do que se aprende, do que é falado; da sociedade moderna, triste; OU ao contrário.

E o isolamento da questão restrita ao grupo somente, por sua vez, não seria a filosofia do condomínio ou numa ótica qualquer, o retorno às muralhas da idade média; onde sempre eram aguardados os bárbaros, colonizadores ou mesmo os pais, dos “filhos... Da mãe”, que na raiz histórica da árvore genealógica dos acontecimentos, serão por fim, nossos parentes.

Sobre o dia de Zumbi, que penso deveria ser todo dia ... Falar daquilo que nessa terra eh negro; quando nunca vi o ceu a noite, de outra cor.
ADORO ESSE TX : Uma Clarineta, um Trompete e uma Ninfeta Piranha Menor de Idade //

O trompetista era estudante dedicado. Tinha méritos o rapaz sim. Fora sozinho para o exterior, estudava muitas horas por dia. Aprendeu a ler partituras como se livros fossem; e outras línguas também. Méritos...! Mas o ego; ah! Inimigo mordaz. SE “encarregara” de criar um sujeito com vícios diferenciados da erudição. Garotas menores de idade por exemplo. Fácil perder o rumo sem ver o rosto do cobrador! A empáfia absurdamente dimensionada sorria sozinha quando vestia um terno para tocar na filarmônica; Era “concursado” o capeta e ganhava bem! E elas acreditavam que isso ainda era bom partido e ele vendia o peixe! Porque feminismo em certos lugares é palavra em desuso! Problema era pagar o pedágio ou a conta. Sovina o rapaz que tinha quase trinta! Se cair mete o nariz no chão porque à mão não abre nem para dar tapa! O outro, mais velho q tinha seus trinta e mais de meia década, era racista, gago e nascera numa dessas cidades do interior de Minas. Se auto-intitulava austríaco! Racista de carteira; reza a lenda, muito pouco dotado. Mas sabia seduzir e vá entender o resto! Nomes pomposos, gentilezas, outras línguas; sei lá. Um copiava a podridão do outro. Caçadores de periferia de garotinhas menores de idade.

Ela pessoa boa, ingênua (ou não!); mas menina. Filha de mãe preta e parenta de vários. Dezesseis anos e já morava na capital. Crescera numa dessas cidades diminuídas e cantadas por sertanistas. Linda! E Se deixou levar com olhos grandes de chocolates franceses e vinhos. E iludir quem tem dezesseis! Simples seria ! Vendemos a alma por um preço pífio às vezes não! Ou; um mínimo para quem pensava não ter nada; pingo de pirita que era mina. E não faltava nada à filha da mãe! Futilidade moderna; ausência de pai e cinto. E a mãe, viajava para projetos sociais. Trabalhava na área da saúde pública e se enfiava aonde ninguém queria! Cuidava de problemas bucais, mas mesmo assim, suas palavras nas orelhas da menina não ecoavam, viravam vento, diziam nada.

E fôra ela, o parque de diversões dos moços. O que fizera com um, que de tanto contar, com o outro fora repetido em dobro! Entregara a menina com os seus segredos, o trompetista. Fácil ser o melhor, quando segredos não existem. O outro foi!... A Geni de Chico; A madalena de alguém. E várias vezes, quando a orquestra não tocava, lá estavam; ela fingindo estudo e batendo ponto à tarde, saciando a fome de marmanjo da vez, que cospe na cara e dá pancada nos glúteos; depois espalha nas rodas sociais o que acontece com orgulho e menininhas menores de idade.

Mas, voltando a vaca fria, ficou impressionada mesmo com o “som da clarineta”. Dizem q até 1a parceira apareceu! Sabia agradar porque do amigo estreante ouvira as estórias. O que fazer! O outro virou fachada! E "servir" quem renega a cor da mãe? Frase forte essa...

Continuemos: No fundo abissal daquela passa, passa, ou troca, se escondia oculto; talvez; o desejo secreto dos rapazes. Especialistas em sopro e outras embocaduras! O que diria Sigmund Freud que criara a psicanálise! E a figura da mãe entraria aonde? Eram quase irmãos! Incesto homosexual moderno? Talvez. Porque mergulhar entre as pernas cujo outro se esbaldou e desdenhou depois de se divertir, sem preservativos e sombras de respeito e outras moralidades em desuso. E pedir de volta com ares de desejo profundo!

Mas havia 1 detalhe; 1! E não tão pequeno quanto o falô do mais velho: O trompetista quis voltar ao duo; mas na partitura; só escrita estava; a melodia da clarineta!

Meu pai! Com permissão atestada em conversa de balcão... E contam que muito rápido foi à passagem de um para o outro. Presentes !? Dias que resumiriam aquela amizade eterna e profissional de anos. E com o aval do dito; ou, o do trompete, abrindo alas para a clarineta. E convivendo; todos os dias... E dizem que o segundo instrumento, é bem mais difícil de aprender!... Deveriam ser mais modernos e correr um risco qualquer aqueles dois, porque na minha terra, quem come caroço, deseja a fruta. Se estiver errado, por favor, corrijam... Nada contra, mas “viadagem”mal resolvida é Fo da!

Sobre ela; hoje alcançou a maior idade disseram; e têm problemas de foco, inseguranças absurdas. Não sei se acabou mais ou menos piranha do que deveria ser... E fingia com certeza infantil, que era bem resolvida; ou realmente pensava... Nome não conto! Não assino embaixo por afirmação nenhuma que venha dali; Porque verdade é outra coisa. E talvez; a coroa não caiba na cabeça do olho que enxerga o castelo! Fazer o que? Dizem que foi estudar música na escola de um e a mãe continua rezando uma coleção de novenas e cuidando daqueles que ninguém quer. Sem nunca deixar de pensar na filha! Merecia àquela senhora não! Mas tem sabedoria... Alguns contam que a guria voltou a freqüentar a casa dos “boqueteiros” (perdoem os puristas novamente) e que o trompetista corre atrás feito rato no queijo. Nisso eu talvez apostasse!... E não conseguiu se esconder; porque fugir é muito difícil; dessa estória de ninguém! É feiosa... Ilegal e notícia...


1a crônica triste

Sempre acreditei q toda poesia é o retrato falado de 1a situação; ou a tradução de qualquer subjetividade. Como a música instrumental qdo sinaliza o título; ou a erudição q nomeia movimentos. E pensei q não saber tanto, em tempos de "superlotação do chip mental", poderia ser 1a dádiva. Se o verso em seguida dimensiona o q há de aparentemente pouco. E adornar a letra c som, é fazer- se entender. Como se todos soubessem ler. Ao mesmo tempo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Sobre a existência, a única que conheço é a minha. Não por opção; ao contrário! Pela total ausência dela! Porque sobre oceanos e profundidades sabemos pouco, muito pouco mesmo. Isso se dimensionarmos e percebermos que não há silêncio (!) onde oco, além dos músculos e camadas, mora indivisível, alma. Porque só sono “100” sonho para distrair as horas no breu dos acontecimentos inconscientes; ou cala
r os “afazeres” e o relógio temporariamente que seja. Depois a rotina surda de tomar café e bater o ponto. Todo dia, todo dia, todo dia, todo... Mas compensar o resto para que a vida reinvente sua expressão em arte, também é interessante. De tal forma, tão visceralmente; que até no mero ato de abrir os olhos, permaneçam calmas as planícies do reflexo. E um ponto de solidão inerte justifique a paisagem e não mais adjetivos turvos, interpretações (inevitáveis) errôneas. Disse-me um conhecedor das coisas que ser feliz ou triste dá trabalho e engorda as extremidades. Vale o susto? Então gastar raciocínio indevido, no mote que te pertence: leitura, yoga e tudo que possa refazer a grama, asfaltada debaixo dos pés.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012



... Pensaram toda a vida que renegar a memória do holocausto seria renunciar a qualquer tentativa de convivência e o esquecimento... Gera esquecimento... E repetição. Tem que lembrar sim! Mas fico confuso quanto à interpretação da massa. Não falo de mentes isoladas, mas do acumulo delas subdivididas por sua vez. Mas comecei falando sobre a lança. Aquela que levou Jesus a outro plano. Considerar-se-á quem sabe uma chave. Objeto cortante que parira de vez a narrativa católica! Último sopro daquele que nunca fora ladrão e morrera como um Deus... E havemos de convir: calara o verbo. E olha, ao correr dos anos, a festa q fazem com o discurso do homem... Fez um caminho e um escarcéu de sinceridade tão grande, q justificaria sem palavras todas as traduções do silêncio... Compreendo o Santo Sudário. O pano que limpa o rosto que sangra... A cruz perpetuada como a “última morada” nesse aqui de terra... Mas a lâmina que perfurara a carne. Dele que somos todos nós! Confesso que isso me confunde... E por vezes até incomoda...

sábado, 18 de agosto de 2012


21

  • Vida de Passarinho


O que move um homem pensava. Trabalho, casa, família. Dentro de todos os preceitos o que restava bem verdade eram contas e um azedume incomensurável. A última vez que abordado numa dura da Polícia Militar perguntaram sobre drogas a resposta foi direta: Tá me esperando em casa doutor! Promessa de altar. Tinha somente uma filha estranha, apesar de achar a cabocla linda. A esposa não envelhecia. Cadela! Ou era ele que estava muito fora de forma. Achava um porre fazer média e sorrir amarelo para sogros velhinhos com odores da terceira idade. A tal colônia nem em brechó, falido de falência, se encontrava mais. Protelava o velho, há anos, o término do frasco. Embebia a pele com um passado que não voltava e por estranho motivo remetia o cheiro às... Rugas. Pele retorcida pelo tempo, abarrotada, células mortas. Embalagens descartáveis  pensava! Que povinho mala! Era coerente, mas estava de saco cheio. Mesmo! Explodindo! Pela primeira vez em décadas libertava o monstro alimentado...

O vidro acabou na goela do velho que perdera os dentes e enfartara no meio do percurso. A pobre esposa catatônica rezava em silêncio um Pai Nosso que não terminou. Atingida por um samovar russo alcançara o chão com a brevidade de um corpo esguio em declínio. – Velharia que vai outra que cai. Repetiu três vezes. A filha gargalhava no auge de um surto da onde jamais retornaria. Seria internada por um contra parente bacana cujo nome não poderia ser identificado.

 E o cara, ainda embebido de sangue quente, algemado em flagrante pescava tranqüilo. Quando anos depois um repórter da rádio estatal perguntara o porquê daquilo tudo, respondera sem mexer as sobrancelhas que os anos foram generosos e o tempo honrava cada mote de trezentos e sessenta e cinco dias, para que compreendido pudesse ser. A primavera cuspia flores e não outros nomes. Não haveria herdeiros de fé para ensolarar qualquer sombra de arrependimento. Era livre: se nascera para viver todos os dias iguais, deveria então ser um passarinho e de resto, à gaiola que a ele caberia.

O gaiato era sincero. Repetiu isso novamente três vezes e voltara para a aula de teologia do presídio com nome de governador. Estudava agora a palavra. Não mais moveria suas mãos. Ia ler até cansar e esquecer o cheiro daquele perfume velho.


 
  • O Outro

O Porquê de uma vida passada sobre o sentido das coisas, não sabia. Se a morte são as expectativas por trás dos séculos, também não sabia! Mas agenda marcada para falar com o pai, diziam. O escolhido, tratado e curtido no barro da existência plana. Hora? Isso nunca! E repetia, vociferando consigo, baixinho. Domingo era outro dia para conversar. Outro dia! Pensava. Isso deveria ser estar perto. Pronto! Todo dia era dia...

Anárquico o malandro; Mas onde moravam os anjos? Hospital vivia de acidente, e além da ausência natural dos acontecimentos, uru cava o resto e excitava a turba. Um bosta de gente! A opção, as escolhas. Ninguém encostara um revólver para reinvidicar ulterior história. Rumo decidido! Um ponto distante. Um estorvo! Um escravo...! De si, daquele, de ninguém.

Era o cobrador da própria honra. O motorista míope. Longos e intermináveis minutos escondidos na alcova das idéias. Ninguém duvidava. Era ansioso. Tanto quanto teimoso! E burro, porque carta queimada “num” guarda segredo. E ali é onde se esconde ouro.

Envolvera-se com uma dessas mulherezinhas pequenas. Tinha estatura e QI de caramujo. Era tal de “nós vai”, seguido de excessivos erros de Português, algumas palavras difíceis e bisonhos remendos. Até a lingüística jazia surda no coração da moça.

E naquela noite fora arrogante, o cara. Muito! Muito! Cuspia palavras de brasa, arregalava olhos de cramulhão. Mas sabia muito pouco dela, e isso muda tudo. 

Enquanto batia a última pinga de cinza, já quase um defunto ao ser atingido por um cinzeiro em movimento, tentou falar, mas só ouviu. Vá com Deus porque nem o capeta te agüenta! Estafermo, ainda pensou, egoísta!

Dá mole que “o coisa” ruim come teu rabo. Gritava a outra! Voa, voa... Por um momento fizera parte da revoada... Até pousar o asfalto, com os olhos ainda abertos...

sábado, 14 de julho de 2012

... Soubera ela q a delicadeza do fundo dos espelhos é o avesso do olhar. E somente vestido de alma pode-se ver. Ou ter-se a certeza de que há; ALMA: raíz intransferível do comportamento; movimento abissal comprometido com atos comuns; divindade intransferível denunciada por atitudes desgarradas e afins.

PENSAR ... PENSAR ; exercitar o PENSAR. Ou restarão 1 elevador e escadas; apartamentos altos, salas, janelas e 1a forma de planar por alguns segundos q justificarão a existência pífia de ter visto passar, o q poderia ter sido plenamente sentido ou evitado.