sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Taxista

O cara era estranho. Crescera sem mãe, às barbas da torcida organizada. Era grande como o avô que defendera divisas de um time da segunda divisão. Corpulento, feioso. Depois de todas as possibilidades cabíveis a quase dois metros de ignorância, casara com moça boa e pequena... Simples.

Percebendo o marido com peculiar tradução, convencera o fulano a assumir o táxi do cunhado. Era mais tranqüilo, confortável. Pagaria diária menor e autonomia por conta. Indagado pelo dono do veículo sobre qualquer pendenga pessoal fora enfático. - Só não posso com sangue. Tenho horror! Borra de carro é gasolina, completava.

A couraça surrada escondia um temor sem precedentes dentro daquele garoto velho. Poderiam ser lembranças sem tempo preciso. Ou paço. Um inconsciente carregado e contido por camadas de pele. Conhecia o chicote e odiava... Sangue!

O meio jamais fugiria daquela pessoa. Retirar o mundo turvo de um sujeito cheio de calos era tarefa quase impossível. Carne e espírito. Uma pessoa comum e um descomunal tamanho; Mas amava uma mulher. Era breve a sensação de ser maior ainda.

E mal sabia ler, um grosso. Mas não respondia a esposa, e só dirigia a palavra em tom bíblico, quase sussurrado. Nada planejado. Não saberia nem como fazê-lo! Como criança que namora bicicleta nova. Sabia agradecer. E passavam os anos, felizes, pueris. Fizera reconhecida clientela, e se orgulhava de saber nome e sobrenome de cada um...

Difícil era translado com estranho, mas numa dessas esquinas nojentas de Copacabana, pegara uma senhorinha que carregava um corpinho franzino, frágil;

No entanto, conhecia aquele corte de cabelo pintado, as sobrancelhas, o nariz torto. Era exímio fisionomista! Coisa de quem não sabia ler. Memória fotográfica para sobreviver na selva. - Há quanto tempo, disse com sorriso esburacado.

A passageira, sem fôlego, agradeceu a recordação. Fazia meses, dizia, que a luz do sol submetida à espessa parede de hospital, tinha a cor fria. E Radioterapia, isolamento. Um verdadeiro horror, culminado numa cicatriz que ia do Oiapoque ao Chuí. Possuía uma casca e órgãos essenciais. O médico e o tempo concordavam. Se forem meses ou anos.Ninguém saberia responder...

E o pobre do motorista, esverdeado e pálido, não conseguira interromper tão sentida narrativa. Uma impressionante riqueza de detalhes, veias, artérias, agulhas. Quase um cadáver, pensava. Um relógio biológico que contava folhas, não horas, zaranzando no banco traseiro de um táxi. O que se esperar se não há nada... Há esperar.

Mas não perderia a pose tão facilmente. Sentia-se preparado com os anos labutados atrás do volante. Muito mais um relações públicas que um motorista. Deveria ser forte, transparente, humano... Às vezes, não era!

E o bugre, absolutamente pálido não resistiria; Antes de cuspir o almoço, abriu a porta num canto de avenida e transbordou. Não percebera, no entanto, um caminhão sombreando o asfalto. Todo o intelecto pequeno e quilômetros de cerebelos rolaram dentro da cabeça alguns poucos metros. O pescoço decepado pendia sobre o volante que sustentava imóveis as mãos cheias de calos e ainda quentes. A passageira enfartara de vez, e a platéia enlouquecida ria e aplaudia. Era a notícia do dia seguinte. Sobre o velório, um abraço... Eu é que não fui!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

... E O ATACANTE ARGENTINO CARLITO TEVEZ INSINUANDO ANTES DA PARTIDA QUE IRIA JANTAR... BRASILEIROS... E NO VALE TUDO QUE ACONTECERÁ EM BREVE NO RIO UM AMERICANO GIGANTE E DÉBIL SE INTITULA BRAZILIAN KILLER... TRADUZINDO... ESTAMOS BOMBANDO...

... SIGA O BLOG... SEJA BEM-VINDO...

... O CÉU ESTÁ AOS PÉS DA MÃE... (PERSA)
... EM BREVE NOVAS EXPO... COMPUTADOR AINDA EM MANUTENÇÃO... APROVEITE O ARQUIVO... SIGA O BLOG...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PODEMOS SER OS DONOS DO JARDIM, MAS NUNCA DAS FLORES OU DAS ÁRVORES ( Provérbio Chinês)
SOBRE BALEIAS... E OS DOIS RAPAZES JAPONESES MILITANTES DO GREENPEACE IRÃO EM BREVE A JULGAMENTO. O POVO CLAMA PELA LIBERDADE E O GOVERNO APOSTA NO EXEMPLO DE UMA PENA REALMENTE SIGNIFICATIVA... APENAS NÃO PERCEBERAM AQUELES QUE EM TEMPO DE INTERNET A FILOSOFIA ÁRABE DO HOMEM-BOMBA PROVOU QUE SEMPRE HAVERÃO CANDIDATOS AOS ATOS DE FÉ OU PATRIOTISMO... MAS DA MESMA FORMA A TURBA, OU CONFUSÃO, RESIDE NA TERRA DOS QUE FIZERAM DA CAÇA AO MAMÍFERO UM MANJAR E TRADIÇÃO... MAS PODERIA DIZER TAMBÉM QUE NAQUELAS ÉPOCAS NÃO EXISTIAM TECNOLOGIAS AVANÇADAS... ERA UM MONTE DE CARINHAS DE BAIXA ESTATURA NUMA ESPÉCIE DE CANOA CORRENDO RISCO EM ÁGUAS GELADAS EM BUSCA DE... UMA BALEIA... DÁ ATÉ PARA DIMENSIONAR QUALQUER MÉRITO... NO ENTANTO ARPÕES PARA ACERTAR ALVOS IMENSOS OU EXPLOSIVOS PARA ESTUPORAR O RESTO NUNCA... QUE O MUNDO ABENÇOE ESTES MENINOS E DEUS FAÇA O RESTO. OU BAIXEM UMA LIMINAR PERMITINDO A CAÇA A MODA ANTIGA... E NOS CONVIDEM A FILMAR...

... ESTAREI RETORNANDO AO INTERIOR... VOU CAÇAR HISTÓRIAS E COLHER OUTRAS... E VÁ PASSEAR... NO BLOG...

... ME FALARAM SOBRE UM SUJEITO QUE ESTA COM AS HORAS CONTADAS EM FUNÇÃO DE UMA DOENÇA TERMINAL E O QUANTO TUDO ISSO É ESTRANHO. PERGUNTEI SOBRE O PORQUE DE TANTO ESPANTO SE A ÚNICA CERTEZA QUE CARREGÁVAMOS NESSA VIDA, DURANTE TODA ELA, ERA QUE DIA DESSES INEVITAVELMENTE NUM SOPRO RÁPIDO DE ACIDENTE OU NUM RESPIRAR LONGO E ANUNCIADO DE DOENÇA DIAGNOSTICADA... E O MUNDO SOBRE UM CORPO DE CARNE ENCHARCADA OU TALVEZ OUTRO... DE NEBLINA TRANSPARENTE FORMATANDO A ROUPA DE PELE NOVA... SERIA DOBRAR A CURVA DAS EXPECTATIVAS E DORMIR O SONO INVISÍVEL DA PASSAGEM OU A TRAJETÓRIA INEVITÁVEL. E SEMPRE PENSEI NA SUAVIDADE DISSO TUDO OU O QUÃO DOCE PUDESSE PARECER PARA QUEM CAMINHA ENXERGAR NO SILÊNCIO UM POUCO DE... MORRER EM PAZ E ACORDAR PARA NASCER DE NOVO. E VIVER O TEMPO DA MELHOR FORMA POSSÍVEL... DEUS É O TEMPO... E A ÓTICA DO ACONTECIMENTO JAMAIS DEVERIA SER PRESERVADA DESSE RACIOCÍNIO E A DOR DA SAUDADE PODE SER BENÉFICA SIM... EXISTE A DOR MAS LOUVAR O CAMINHO DE UM HOMEM QUE SE DESPEDE OU JÁ FOI É COMPACTUAR COM O DIVINO ESPÍRITO SANTO DE CADA... OS RUMOS QUE DAMOS. ACERTEMOS NOSSAS CONTAS AQUI SENHORES. TUDO ISSO TAMBÉM É PARTE DO MOVIMENTO... E DO INVESTIMENTO...

... COMPUTADOR EM MANUTENÇÃO... SIGA O BLOG... PERCEPÇÃO GRATUITA...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

...ACORDOU QUERENDO SER OUTRO... MAS OUTRA FISIONOMIA SERIA IMPOSSIVEL. PENSAVA NAQUILO QUE JULGAVA PODER MEXER. ÓTICA, MOVIMENTOS, SUTILEZAS DE GESTO. COMO REAPRENDER A ANDAR PARA NAO SENTIR DORES NA COLUNA VERTEBRAL. ALARGARIA UM POUCO A GRAVATA ACOMODANDO O PESCOÇO FINO E DIMINUIRIA O CAFÉ QUE DESCANSAVA NA GARRAFA E SERIA MENOS TENSO... NÃO TEMIA O PRÓXIMO SOMENTE O QUE PUDESSE VIR A CONTEMPLAR... SP CUSPIA FUMAÇA QUE ERA INGERIDA E POR SUA VEZ... ESTÃO INVESTINDO NOS MANGUEZAIS DO TIETÊ! INICIATIVAS ÓBVIAS OU QUE DEVERIAM SER. PORQUE NAQUELE MOTE NINGUÉM MAIS SE CRIA... COM O RIO IMUNDO SURPREENDENTEMENTE DESAPARECERAM TANTA AS APOSTAS NA POSSIBILIDADE EFICAZ DE DESPOLUIÇÃO... PREOCUPADO COM A TRANSFORMAÇÃO DO HOMEM, DAQUELE QUE BUSCAVA OUTROS MODOS... QUE PERDEU O FIO E SE ESQUECEU DO MEIO PORQUE A SOCIALIZAÇÃO É A REGRA BÁSICA DA CONVIVENCIA (OU SOBREVIVENCIA...) COLETIVA...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

... CALCULAM que cinco milhoes de escravos tenham desembarcado aqui atraves de navios negreiros. Registros revelam que esse comércio tenha partido da iniciativa local, africana... Na tentativa do Benim em se projetar no mercado internacional. Colhi tal informação no DVD em que Gilberto Gil entrevista o eternamente genial Pierre FATUMBI Verger, que aliás, se despediria de vez dessa terra maltratada, no dia seguinte. Se não me engano o ano era 1992... Ou ele tinha 92 anos!... Já escrevi sobre isso. E fatumbi significa renascido através do Ifá, o jogo dos búzios, que enxerga o futuro e dá caminho aos filhos de todas as cores... Falei para aproveitar o ensejo da última postagem e novamente enfatizar que urge o desejo por mudanças e reais possibilidades... Disse o sempre sábio S. Chico Buarque que iniciativas culturais precisam de platéias para existir, realizar... Toda comunidade... De toda profissão... E há também o desejo de se consumir arte. Aquela que escolhemos e porventura pagamos caro... Porque investir somente no que é gratuito... É uma tendencia forte e válida. Mas desprezar o resto que também quer existir é fortalecer o movimento do eles escolhem. O que vamos dançar, ou cantar, ou fazer... Melhorar a vida significa um monte de coisas e o ir e vir, substituido pelo poder ir e vir, justifica um monte delas... No ano que nasci era... 1968... Democratizar a cultura é permitir a viabilização... E pensando em DEMOCRACIA a citação desse ano procede porque eram anos de chumbo e muita gente não se recorda! Primeiro o 0800... Sempre bem-vind0. Depois tudo o que uma reengenharia decente da renda nossa de cada dia possa viabilizar... Precisamos pensar muito...

sábado, 29 de agosto de 2009

... AO BEBER, PENSA NA FONTE!... Proverbio chines

... SOUBE QUE NA AFRICA EXISTEM DUAS MIL ETNIAS QUE SE EXPRESSAM DE DUZENTAS DIFERENTES FORMAS... E O CANTOR INGLES COM ALMA CARIOCA CHAMADO RITCHIE NOITE DESSAS DIZIA NA TV QUE VEIO VER O MUNDO E DESCOBRIU TODO ELE AQUI... E BOA PARTE DO QUINHÃO NEGRO-INDIGENA QUE PASSEIA NESSA TEIA ... ME GARANTIU UMA CONCEITUADA ANALISTA DO MERCADO FINANCEIRO E QUE OPERA EM SP QUE AS ESPECULAÇOES INTERNACIONAIS SOBRE ESSE LUGAR SAO EXTREMAMENTE OTIMISTAS... E ME LEMBRO QUE TALVEZ POSSA TER ME ENGANADO E QUE DE REPENTE AINDA VEREI A PONTA DE UM ICEBERG QUENTE DO PAIS DO FUTURO CHAMADO BRASIL... E PENSO QUE DE QUILOMBOLA TODOS TEM UM POUCO E DEFENDO O DIA DA... SCIENCIA BRANCA PARA SE PENSAR O QUE FOI FEITO... POR QUE TODOS OS OUTROS SAO DA MAIORIA DESSA NAÇAO... E HOJE A CIDADE REALIZA NOVOS EVENTOS SOBRE CULTURA AFRICANA... QUE ESTÃO SE MULTIPLICANDO A CADA ANO... ISSO TAMBEM E BOM... SO NAO PODE ACONTECER COMO EM 1970. A COPA NA MAO COM CARNAVAL NA RUA E NINGUEM SE LEMBRANDO D A PORRADA QUE TAVA COMENDO. AINDA HA MUITO O QUE PENSAR E AGILIZAR A NOBRE MASSA... TENHO ORGULHO DO PERDAO PEDIDO POR JOAO PAULO SEGUNDO E MAIS AINDA POR ELE TER SIDO RECUSADO... DIGNIDADE PARA AQUELES QUE LUTARAM... E LOUVAR ANTEPASSADOS TORNA-SE NESCESSARIO PARA SEMPRE SE FAZER LEMBRAR... Devolverei os todos os acentos em breve... computador em manutenção...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

...NAPRESSARESIDEOERROPROVERBIOCHINES...

... NAO SEI SE DEVERIA DIVIDIR MEUS DEVANEIOS... PRECISO SEMPRE DE UMA PORÇAO GENEROSA DELES PARA SATISFAZER MEUS DESEJOS INTELECTUAIS. E QUE VALHA A RESSALVA VERDADEIRA DE QUE TODOS NOS POSSUIMOS... DESEJOS... EM CADA UNIVERSO QUE SE ESTENDE SAO INEVITAVEIS. QUANDO FALAMOS EM VOZ ALTA SEM MOVER O MAXILAR OU NO ESCURO ESPERANDO O SONO ATRASADO. ACORDEI HOJE PENSANDO QUE ONTEM SERIA BEM DIFERENTE CASO ANT... ONTEM NAO HOUVESSE ACONTECIDO... A MATEMATICA EXATA E CIENCIA E SENHORA CONTABILIZA PERDAS, GANHOS E CADA CENTESIMO DE DESPERDICIO. E NOVAMENTE... QUEM FUI, O QUE SOU, PARA ONDE VOU ETC... QUANDO ORIENTAIS LOUVAM O NASCER DO SOL AGRADECEM O DIA NOVO. SE POENTE O OUTRO QUE ESTA POR VIR... O PENSAMENTO RECICLANDO O ESPIRITO DESCONTENTE MOTIVA CORPO E MENTE A NOVA ONDA DE RACIOCINIO... E A VIDA CORRIDA PERCEBE QUE PODE POR UM MOMENTO ACALMAR ATE TERMINAR E ADORMECER VENCIDA AGUARDANDO INCONSCIENTE MANIFESTAÇOES MECANICAS DO DESPERTADOR...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

...SIGA O BLOG ...

... Antiga reza irlandesa... QUE O CAMINHO SEJA BRANDO A TEUS PES, O VENTO SOPRE LEVE EM TEUS OMBROS. QUE O SOL BRILHE CALIDO SOBRE TUA FACE, AS CHUVAS CAIAM SERENAS EM TEUS CAMPOS. E ATE QUE EU DE NOVO TE VEJA QUE DEUS TE GUARDE NA PALMA DE SUA MAO.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

... MIL VISITAS AO PERFIL DESDE O COMEÇO DO ANO. E INVESTIMENTO SOMENTE O INTELECTUAL... E MUITO PRAZER... FALO MIL VISITAS SEM CONTAR AQUELES OUTROS TANTOS QUE SE PERDERAM NOS TEXTOS SEM SE IMPORTAR COM O ESCRITOR OU AS FOTOS OU LEGENDAS... MAS TODOS MUITO BEM-VINDOS... E TEIMO COM O HIFEN... TANTAS VEZES COM VCS... TUDO DE BOM!... E TODO RESPEITO PELO TEMPO NOSSO... QUE SE MULTIPLIQUE SEMPRE...
... INVENTARAM A PRIMEIRA GUITARRA DIGITAL BRASILEIRA FEITA DE BAMBU!... E POSSUI UM CONVERSOR QUE PERMITE SER CONECTADA DIRETAMENTE AO COMPUTADOR VIA ENTRADA USB!... ECO... TECNOLOGIA DE PONTA E NOSSA! FOI RECENTEMENTE PREMIADA... QUANDO LI ESTA NOTA no jornal PERCEBI QUE A MATERIA ACIMA ANUNCIAVA NOVA EMPREITADA JUNTO AOS POLOS NO INTUITO DE PESQUISAR A ROTA E O DESASTRE QUE ENVOLVEU A PESSOA DE UM DOS MAIS IMPORTANTES PESQUISADORES DO MUNDO... PENSO NA GUITARRA E NA EXPEDIÇ... E SE EM TEMPOS DE INVESTIMENTOS PESADOS PARA CONTER ESTRAGOS AINDA MAIORES AO MEIO AMBIENTE o QUE SERIA MAIS IMPORTANTE... MAS SEM CONTAR A HISTORIA PERDEREMOS O FIO DA CONCLUSÃO E TODA INICIATIVA COMO O USO DO BAMBU QUE SERA SEMPRE MUITO BEM-VINDA... AMBOS OS CAMINHOS DIFERENTES MERECEM O RESPEITO DA DECISÃO E SE ENCONTRAM NA FRENTE QUANDO SE FALA NA BUSCA POR QUALIDADE DE VIDA... MAS FICA A PERGUNTA. SERA QUE UM DIA SEREMOS OBRIGADOS A OPTAR ENTRE MOVIMENTOS TÃO DISTANTES... OU QUE PARECEM ASSIM... VAMOS DEBATER AS POSSIBILIDADES SENHORES ANTES QUE ALGUMAS COISAS POSSAM PARECER MENORES QUE OUTRAS E A ESCOLHA SEJA ALGO INEVITAVEL... UM INSTRUMENTO E UMA EXPEDIÇÃO RESSOAM... AO SEU MODO CADA ... NADA MAIOR QUE NADA... Somente uma opinião...

sábado, 22 de agosto de 2009

... 90% DE PARTE DO DINHEIRO AMERICANO PESQUISADO RECENTEMENTE APONTOU SUBSTANCIAS QUE INDICAM CONTATO DO PAPEL COM COCA... ESTAVA NO JORNAL. PENSEI COMO ESCREVERIA LOGO ABAIXO... POBRE POVO... E PARA ONDE SE ESTENDE TODO ESSE MOVIMENTO... ENQUANTO OBAMA DIZIA QUE EXISTE MOTIVO NOBRE QUE JUSTIFIQUE A GUERRA NO AFEGANIST... OU...(!) OCUPAÇÃO DAQUELE LUGAR... E FALAVA COMO UM BUSH RESSUCITADO - OU PARECIA PARENTE- PORQUE RECONSTRUIR COM CERTEZA NEM DE LONGE PODE SER AQUILO... E OUTRAS GUERRAS VAO NASCER PORQUE ISSO SIGNIFICA TRABALHO NAQUELE LUGAR... LAMENTO PODER FAZER POUCO COMO SOLETRAR VERDADES QUE CONSIDERO. AS PALAVRAS AO LONGO DA VIDA DECOREI E REINVENTO QUANDO POSSO... UM POVO QUE CHEIRA P... INVESTIR EM ATITUDES NERVOSAS... MERECE TODA A NOSSA REZA...!... POR UMA MUDAÇA BREVE DE INTENÇ... COMPUTADOR EM MANUTENÇÃO... E salve Obama... TALVEZ... Tenha sido somente um dia ruim...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

... EXIGE MUITO DE TI MESMO, E ESPERA POUCO DOS OUTROS... (CONFUCIO)... COMPUTADOR EM MANUTEN...
... BREVE EXPO AMSTERDAM... NOVAS FOTOS... CULTURA PERSA... CONTOS DO INTERIOR... SIGA O BLOG...
... COMPUTADOR EM MANUTEN... TEMPORARIAMENTE... SIGA PARA... ARQUIVO... o Barco abaixo te pertence... Navegue...

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Favelinha de Papelão... // Um release... // Conheço um sujeito tição. Um armário! Tem cor de piche e coração largo. Era jogador de futebol, depois virou artista. Refazia o que os outros jogavam fora, detalhando estruturas de papelão. Pitoresco um cara daquelas medidas trabalhar com tamanha delicadeza. Aprendera o ofício como brincadeira de pai. Criar objetos, casas, cidades inteiras, através do que seria dispensado. Reciclagem? Não! Era a substituição da forma original por outra. A miniaturização do contorno. Não seria alumínio prensado, mas o endereço que aquela forma pudesse sugerir. Fogão de botão, escada de tampinha, fio de barbante. Sem falar das aranhas, fundamentais nos processos de acabamento... Bom filho de Xangô, mora numa casinha cheia de plantas e conhece bem seus fundamentos. Sempre fora justo e merecido o que a vida aprontava. Era generoso e professorava suas descobertas. Estivera na Alemanha, França, perto daqui e longe à beça... Certo dia, durante uma oficina, conheceu um menino que tinha apelido... Para nós, Fininho. Imagina...Garoto do movimento, prostrado sobre a laje, de sol a sol, armado para defender o ponto, ligado pra não esquecer da hora. Certo dia; de um dia incerto, perdeu os fios do ponteiro e adormeceu. Deu bobeira! Acordou com uma bala de fuzil atravessando a perna. Dali pro xadrez, fiança estipulada. Não tinha dinheiro não, dizia. Se ficasse devedor nunca mais sairia dessa perdição. Só de asas. Ou pro fundo da cova... Nove meses depois, bate na porta de muleta, e o quilombola, com faro de cachorro velho, não poupava palavras; - Tu tá na lama, etc e tal. Ex – detento, não tem curso superior. Se quiser, aqui tem teto e prato de comida. Me ajuda no trabalho que a gente divide o ganho. Tu vai aprender a ser artista e monitorar os meninos nas oficinas... Procurou a mãe de santo junto com o garoto. Senhora pequena, de olhos tortos, quase cegos. Morava na ladeira e enxergava com as lentes de Deus. Seria dela a explicação. Era paga de outra vida. E Palavra pra Xangô é coisa muito séria. E isso não se discute... Soube depois que o negão fizera a produção da abertura de uma novela das oito. A favelinha de papelão ganhava o mundo. E o menino franzino, aluno dedicado, que batera na porta e já não usava, binárias muletas, começou suas micro construções. Primeiro uma favelinha, e depois outra e outra... Fora para a grande São Paulo com a sua comunidade de papelão. Sábio aprendiz! A grande capital também se curvara aos pés que caminharam na cadeia e queimaram sola em laje de morro brabo. Todos eles têm o meu respeito. E isso é coisa de homem, e não é pouco! Xangô, Trono de uma justiça divina, com certeza se orgulha desse filho... Fininho certa vez me falara de suas duas meninas. Queria uma vida melhor para elas. Duvido que não, meu amigo. E chorei lágrimas de quem também morreu de orgulho... A vida ficou melhor e o menino crescido, que ainda responde pela alcunha magra, passou pelo catálogo do MASP... Também “num” é pouca coisa não...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

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... Um acidente envolvendo dois carros parou o bairro de Copacabana... Eu disse que dois carros pararam durante horas Copa... Dois carros e uma cidade... Daqui a pouco a manobra vira estratégia de market... E pensar que lá fora antes de falarem Brasil falam Rio de Janeiro... E antes disso Copacabana...
...Dizia na entrevista que por mais de cem vezes havia entrado e saído da FEBEM. Os parentes acreditavam que era uma instituição como o exército. Era gente muito simples... Tinha a pele escura e fisionomia calma. Contou que agora era um mediador entre os conflitos armados no morro e viajava o país palestrando sobre os hábitos da favela... Um MEDIADOR sinaliza o princípio BÁSICO e democrático da conversa, ponderação e não violência... ORGANIZAÇÃO!... E continuava citando mais de trezentos óbitos com assinaturas conhecidas. Pessoas próximas ou nascidas no local... Há bem mais que números em jogo... SÃO PAULO certa vez parou seguindo ordens que partiram de complexos carcerários. Querer não compreender é ignorar as lentes de um novo tempo e "a arrogância é irmã da guerra"... Herança maldita dos homens que comeram mosca enquanto o bonde passava... A farda percebida o reconhecimento de todos esses anos de descaso... O lado B da... ORGANIZAÇÃO...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

... BREVE... EXPO...
... SIGA O BLOG... SEJA BEM-VINDO... PERCEPÇÃO GRATUITA... EXPO... TXS...!...
Pobre Povo Americano ... E pensava sozinho. Pobre povo americano. Não falo das grandes esferas do poder. Mas naqueles que votaram e não perceberam as intenções de um presidente com nome de calça jeans... O Iraque, definitivamente, seria o novo Vietnã. Estava fadado! Não enxergar era quase fotofobia social. Os donos do mundo se repetindo, com sangue jorrado do solo pátrio aos confins de Bagdá. Não levantaram as bandeiras da Onu com os ventos sagrados de Alá. Era a ressurreição dos campos de guerra sob a ótica de outra bandeira. Foram divulgados quatro mil óbitos americanos! Todos sabem - ou deveriam - que é muito mais. Multiplique a notícia duas, três, quatro mil vezes. Qualquer jornalista sabe disso. Qualquer leitor deveria! Se pura dedução ou matéria universitária, a verdade era, e é, uma só: chato pensar nos pais daqueles meninos. Nas ordens, das ordens, desordenadas. Nas missas de sétimo dia e tiros a esmo, louvando a nobreza de se esvair em nome de uma putaria universal. Venda o homem ou a arma, perdão; A alma. Mas venda! O sujeito se prepara, acredita, devora filminhos de pancada e por fim desaba do outro lado do planeta. E num último suspiro de existência, durante o fio derradeiro de oxigênio, percebe em inglês sobrevivente que deus nunca teve cara de reitor e jamais saberá o nome daquele que disparou, ou explodiu, levando todos os restos de suas gerações, sobrenomes e histórias. Há quem pertenceria todo aquele movimento? Uma guerra sem dono, profilática. Jamais provaram reais iniciativas nucleares, mas sabiam das tribos. Como criar regras, suprir diferenças. Como duelar se para tantos, do outro lado da cerca, a morte é o paraíso, abarrotado de virgens. E não querem guerra não... Pobres meninos do ocidente. Plagiaria Gil, e diria: oriente-se rapaz! Do outro lado a covardia de uma tecnologia alienada do resto sucumbe as nobres ondas independentes de uma web tutora da nova ordem. Onde navegam os justos e uma brisa de verdade. A dor voada, traduzida. Nas estrelas de bandeiras visíveis em carcaças de mísseis. E frases ofensivas a um povo que não traduz. Ódios alimentados por todos os lados; Onde água não jorra e transborda oleosa e negra. A mesma dependência moderna... Poços e poças... De água... E petróleo. Falam em possíveis abalos sísmicos de proporções estúpidas similares a de 1812. Naquela época ocorrera o maior de todos os terremotos “made USA”! O epicentro começara numa cidade chamada Nova Madri. Compreendera qualquer coisa referente ao que hoje correspondem as áreas de Menphis, St Louis e adjacências. Milhares de quilômetros tremendo sem parar. Ouvi dizer, meses! Peças de concreto, tombando feito isopor. Relatos falam num forte cheiro de enxofre, e vulcões de areia que ululavam em constante progressão. Um ajeitar uterino das profundezas, emerso. A cólera de um capeta acordado. Seria a dor planetária traduzida além dos desejos de um deus muçulmano! Justiça divina premeditando o futuro? Seus fomentadores, formadores de opinião e diretores de cinema. Previsões afirmam que num futuro próximo, haverá nova e similar reação temporal. Bilhões de dinheiros despendidos, ao invés de guardado para reparar estragos de outra anunciação científica?... Certa vez pensei sobre o fato de não pertencermos à parte alta da melancia. Outro hemisfério é tudo de bom! Vá lá! Temos uma guerrilha particular, morreremos no país do futuro estando constantemente sujeitos a chuva e trovoadas. “Zilhões” de um etc! No entanto, tornado ventado e registrado foi em qualquer pedacinho de nordeste. Além de terremotos de pouca expressividade. Ousaria “chutar” que a notícia anunciava o cerrado piauiense. Esse lugar é lindo, não! Ressaca quase sempre é aproveitada por surfista ou é o dia seguinte ao porre, e se o ilustre congresso chupado fosse por uma fenda, no melhor estilo Grant Cânion,. Com certeza seria cuspido por um desses vulcões de areia que surgiram em Menphys, para uma posterior e inevitável deportação. Tirar a guerra de um homem é impossível...
...Mas a falta de critério é gritante! Como demoram os minutos, não! E o acaso? Perdeu-se prisioneiro, nas pistas! É isso. Uma foto na internet dá um banho num luar do sertão, ou a beira da lagoa... E a partir deste biotipo malandro, talvez tenha se firmado o índio dos imaginários de fora... E assim é o Rio da cidade maravilhosa, com suas mais de mil favelas re-gis-tra-das. Imagina a realidade disso tudo. Aquela que o IBGE não alcança. Um abraço... Continua piscando com ares de senhor feudal, vai... No bom Português, no embasamento demográfico que nos cabe agora (porque nem sempre foi assim!), enquanto cidadão carioca e brasileiro cuida da favela que te cabe, malandro. A maioria define o meio... Quase sempre!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Siga o blog... Cultura Persa... Ams... E tudo q se possa fazer...

... Haverá sempre um lugar...
... Andei pelos interiores... Alguns dias não escrevi... E utilizei certa vez o termo "colher histórias" pois é assim que foco a vida e toda ela é muita coisa... Disseram que o nome disso era personalidade ou caráter... Mas quando percebo o outro, quando avisto é; só disseram... Agradeço a presença e o tempo que custa tanto e passa tão rápido... De verdade...
As Rosas de Shiraz //replay// Siga para as gravuras do arquivo depois... Registros revelam tratar-se de uma das mais antigas flores conhecidas pelo homem. Reza a lenda, trazida de Vênus para este planeta, tendo sido a Pérsia seu berço de fé. Pelo aroma, aparente realeza, e principalmente; para rechear o colchão do sultão... E ornamentar o sabor da culinária. Frequentemente é usada para temperar. Num dos muitos pratos tradicionais, a sopa fria, preparada a base de iogurte e pétalas, é considerado uma das iguarias ao passar do verão... E como seriam as estações...? Raramente adornavam ambientes, descansando em vasos; a exceção de ocasiões muito especiais, como casamentos... ...Eram despetaladas as rosas vermelhas com muito cuidado e destreza e colocadas num outro pano de algodão puro para secar... Depois, maceradas até se tornarem quase pó. Todo o ritual era praticado por pessoas que possuíam o dom daquilo que em farsi, significaria “saber fazer”; ou não serviriam para o que se destinavam... Por fim, eram guardados em frascos transparentes e hermeticamente fechados, para não perderem o aroma... E era de extrema sofisticação a utilização das rosas na gastronomia... x
Autores Russos ... Tinha paixão por autores russos. Era um texto de beleza fria, por isso de olhar amplo e generoso. Palavras que romperam o regime, traduzindo para diversas línguas, a resistência de um povo. A origem, seus movimentos e contratempos. E não estamos falando da língua inglesa não, meu velho! É russo! No máximo dirás vodka. Ou alguns nomes, quem sabe. Sasha, Ivan, Dimitri!... Pensava nas prisões geladas de Dostoievski, na chave mestra de Tolstoi que desejava unificar todas as bandeiras, no nariz de um Gogol alucinado e de Tchekov. De forma particular, o texto do teatrólogo intitulado O Monge Negro, me chamava especial atenção. Era fininho, da espessura do menor dedo. Erudito, cansativo, mas de profundidade abissal. O personagem conhecera o habitante de si mesmo; alma; ou espírito se conveniente for. Convivera avisado sobre as benesses do silêncio, mas desabafara, e por fim, tachado de doido acabou numa clínica... É compadre, calasse a boca e não aturaria um sonoro eu te disse, no transbordar derradeiro da própria caligrafia! Geniais os caras. Épocas duras. Aliás, naquele lugar: Quando a vida não fora dura? Gelada? Até hoje! Navegar era coisa de navio e o pensamento radical do regime, palavra de um homem só. Diversas vezes me perguntei como Dostoievski fora ele mesmo. Burlar com palavras e, pagar a língua atrás das grades. Não importava. Tinha palavras! Via o mundo acinzentado sem jamais perdê-las. Congelando feito passarinho ao relento, fomentando uma dor escrita, ao mesmo tempo em que rude permaneceria. Até terminar a vida; Quão triste poderia ser um homem; para parecer aquele, pensava. E havia sido. Ah! Se havia!... E lia, lia, lia... E o inverno? Se não houvesse sido menosprezado por incautos generais, ou se soubessem do seu poderio, das duas uma: ou corriam, ou agiriam de forma mais sagaz e talvez, hoje, falássemos o mesmo idioma. Textos diziam que durante todas as guerras, a preocupação maior do exército bolchevista não era espionar, mas contra-espionar. Fornecendo provas, desertores e boatos para confundir qualquer coisa que Lênin definia como: intelectuais ávidos por trabalho. Dessa forma, achava interessante fomentar linhas de raciocínio que desviassem o foco e perdessem de vista. Era a desinformação. A visão do ato ao contrário, para se alcançar o meio! Fantástico, não! Sobreviveram da contracultura os conterrâneos de uma literatura extremamente particular, complexa, poética. Com mãos de ferro e frio nas mãos. Era a tundra, descolorando neve branca... De alguma forma. Também discorriam boatos sobre o armazenamento de bilhões de dólares em bancos americanos. Aguardariam uma possível queda da moeda para a injeção de capital e posterior recolhimento. Enfim! Planejavam no contragolpe do outro. Desabaria a maior economia do mundo com seu rabo preso, e mãos atadas... Numa alusão a nossa tradição, diria que aguardavam uma meia lua de compasso para entrar com aquela rasteira bacana da capoeira... Definitiva!...

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Pode-se narrar o tempo, o próprio tempo, o tempo como tal e em si?" (Thomas Mann)
... Muito em breve estarei novamente postando material sobre a CULTURA PERSA... Atendendo a pedidos...
... Tava te esperando...
Corredor ... Era um paranóico. Havia Transcendido quase todos os limites do bom senso. Caso psiquiátrico. Mas vá lá o incauto perceber! Já não dormia sem a ajuda de calmantes, e escondia no bolso superior do paletó uma pequena chave de fenda. Arma branca pensava. Naquela tarde nublada atravessara três avenidas inteiras rumo à ciclovia. Cortaria caminho e ganharia tempo. Era pontual! Olhava com freqüência para os lados respeitando o torcicolo crônico que a essa altura respondia por alcunha autorizada e nome próprio. Sapatos engraxados, terno aprumado. Acreditava poder esconder por trás do tecido sofisticado, anos de paranóia, aglomerada. Não era grande o sujeito, nem pequeno. Perdera os óculos quando não pôde mais conter o surto de tics. Piscava com rapidez e chacoalhava o pescoço como passista de escola. Sofria de alguma coisa que não entendia, e às vezes, era melhor assim. Adaptara-se a miopia e achava sexy aproximar as pálpebras com ares de japonês, para eventualmente enxergar o número da condução. Tangenciando a lagoa respirava um pouco mais aliviado. Alcançara o primeiro objetivo e a travessia havia sido normal. Nada de abordagens desagradáveis ou atropelamentos. Sentia uma estranha sensação de dever quase cumprido quando percebera movimentos constantes, rumando direto a sua direção. Apertou o passo e avançou. Precisava ser astuto. Com rabo de olho identificava a distância aproximada e tentava dessa forma manter-se fora da rota de colisão. A chave de fenda comprimida permanecia entre os dedos, no bolso, em punho. Sacada deveria num derradeiro momento; Somente... Os passos se tornavam mais largos. Sentia! O vento corria a favor e isso era bom. Ao mesmo tempo tinha a certeza de monitorar odores como um animal. Percebia uma real aproximação que não poderia acontecer. Por trás da vista falha um sexto sentido prenunciava a tragédia. Suas pernas! Contaria com elas! Fugira dele mesmo uma vida inteira e isso era muito. Poderia correr até cansar o inimigo. Tinha massa corpórea menor e seria desvantajoso o confronto direto... Subitamente seus instintos de aranha o levaram a perceber que não se tratava de um indivíduo apenas, mas uma quadrilha! Revezavam-se, trocavam de uniforme, preparavam o inevitável. Sua estratégia teria sido percebida, e se multiplicavam, aceleravam. Por vezes disparavam... A essa altura o cara já apertara o passo ignorando o solado de couro e outros poréns. Tinha medo moderno de não acordar. Bufava, corria como quem buscava o último fio de rastro. Corria, corria... Corria. E após inúmeras voltas, sem perceber a ciclovia, suando potes de adrenalina salgada, adentrou o prédio ignorando moradores, corredores, elevadores. Morava no trigésimo andar. Esfuziante, possuidor de uma energia cósmica, transtornado, voara pelas escadas do térreo até a porta do vizinho que não estava. Após arrombá-la, de cócoras, escorou a porta e esperou clarear. Era mais seguro... Poderia ter alguém na sua casa!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

... Se as casas tem janelas as folhas constroem outras... E o vento que assovia pelas frestas faz a paisagem dançar... E as vezes quase morro de vontade... // Ams. 2009...

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

A Burca e São Paulo ... Não sabia da espessura da vestimenta! Relatos revelam que é similar ao jeans barato, duro, quente, de impossível balançar tornando os movimentos rudes! É como se fosse o resumo de qualquer sugestão à escravidão dos costumes e suas dezenas de dúvidas.Também pensava nas barbas de religiosos que contrapunham ao desejo dos espelhos. O próprio significado do binômio reflexo-reflexão... Ousaria até dizer que a significância da vestimenta se estica ao entendimento. Não só tudo que reprime mas a grande falácia orquestrada da vergonha semeada... Seria a barba outra forma de burca? Ou indo além, num delírio cosmopolita, chutaria que fatos geográficos aproximam a vestimenta do adjetivo. Um exemplo: a grande São Paulo! Talvez, esta sim, represente a grande burca deste país. Imagino num rompante, em absurda sincronia, aqueles milhões de pessoas... Rasgando uniformes, paletós, títulos de grandeza e costumes. Num único grito de sonora e prometida alforria. Sentida, esvaziada, dos excessos de zelo ao futuro próximo, quiçá distante. De todo esforço sem praia. Da soma de cursos, mestrados, doutorados, universidades. E pontos batidos e burlados. Do trânsito de toda a vida e de toda paisagem cinza e seu tanto de CO2. Tudo! Finalmente reciclado! num imenso suspiro coletivo, ruidoso, igual. Ecoando, simultâneo, chacoalhando a terra e as veias de cobre e ferro carcomido. É importante observar que novamente não poderia desprezar a água sem reutilizá-la como ferramenta de compreensão. Fazer-se entender é o ó. E Sampa merecia um sopro de montanha com gosto de menta e árvores grandes de madeira. E outro Ibirapuera e parques e coisa e tal... Qualquer coisa que justificasse o ar imundo que se respira, o esforço paulistano em “ser”... E compensar aquele tom esverdeado... Talvez a maior teia de encanamentos entrecortados no subsolo de uma capital brasileira esteja na da grande São Paulo. E se não é somente água o que corre perdoem os puristas ou iludidos de plantão. É cocô mesmo, meu senhor! Esgoto é nome chique. Um imenso liquidificador de bosta. Falemos o português popular brasileiro, e por “fezes”, transparente... A multiplicação de todas as nossas necessidades jorrando em qualquer purificador que deságua no rio tataratá e dali pro mar e você passa a nadar, mergulhar. É muito “ar” para se pensar no cheiro asqueroso de uma rave de coliformes fecais. E vizinhos e contra-parentes de bactérias colados ao seu corpinho esculpido. O resto é perceber a nossa realidade moderna cheia de cloro e certezas perdidas numa imensa camada de ozônio, ferrada até o limite... Bem feito para todos nós que coçamos o saco e fingimos nada existir. E calamos a palavra, e vestimos a burca. Por quê? Andamos, nadamos e, conscientes do dever cumprido, poluímos o céu nosso de cada dia, com tamanha destreza, que até os ácaros foram absolvidos em anúncios de produtos. Agora reciclam pele morta em ambientes pouco arejados com baixa densidade de luz solar. É muito capricho para tanta lambança! Peça desculpa aos seus filhos e seja sincero uma vez na vida, somente... Mas seja! Eu fui! A vida é doce e... Uma linda... M

domingo, 2 de agosto de 2009

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... Quem poderia negar que qualquer existência esteja sujeita a curvas e que todas elas têm particular contorno, definindo e redefinindo formas e nomenclaturas... Se eram bestas aquelas pessoas? A maior parte. De inquestionável integridade amoral... Fortunas que se formaram debaixo de sol herdado; e altos e baixos. E golpes de faca e oportunidades vis... Ah! Maldita a digestão desse povo expectador!...
Até que seria inevitável... A tentativa planejada, desesperada e comum do suicídio. Seguido posteriormente de arrependimento. Primeiro a elucubração do ato doente para a posterior quebra do mito. E uma inevitável desistência. Às vezes não... Sejamos otimistas. Bastava à acidez do que é o dono para babar o caldo. Lera certa vez que, se cortasse os pulsos, degustaria horas seguintes de profundo desconforto, seguido comumente, de um inevitável desejo de retorno. Poderia apertar o gatilho e contrariar todos os músculos e preceitos, ou se esquecer na altitude de um último vôo, vociferando aos céus uma clemência vã. Quando sem pára-quedas almejasse igualmente a vida, não haveria retorno. Mas era medroso, e, torno a dizer, e isso é muito... Conhecia os fundamentos! Pensava no piloto que subdividiria os minutos derradeiros de um estranho. Pela ordem das coisas seria algo como... Um senhor de smoking pulou há milhares de metros de altitude torre! Nem uma loja de calçados vestiria milhares de pés... De altura... Enquanto flutuaria quase um cadáver desaparecendo rápido. E padeceria de profunda depressão o bom homem aviador, que bate ponto, coleciona horas e têm responsabilidades, filhos, usa relógio de pulso. Isso pioraria ainda mais seu diálogo com Deus... Poderia permanecer imóvel também. Amebando na esquina próxima, com jóias ou o que parecesse. Contavam barbaridades sobre Copacabana, que muita coisa havia mudado. Mediante as estatísticas, se dela participasse, seria abordado por um ladrão e soltaria com ares marciais um não barítono. Seria certeiro o tiro no coco e a notícia de meia página na sessão de homicídios! Economizaria no anúncio que seria lido somente por curiosos e alguns poucos confrades. Tijolo ou moeda? Quanto valeria? Ou o inevitável naufrágio... Até que por fim morreria de vergonha subindo ou descendo rumo aos céus... Ou aos seus.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Quando a pequena fonte estanca, o grande rio seca // Provérbio japonês
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Se lembra dos LPs? Acabei de ler sobre um empresário que investiu 2 milhões de reais numa fábrica de vinis... Os nossos saudosos "bolachões" na contra-mão (viva o hífen) da tecnologia. Em breve palavras velhas como vitrola ou toca-discos (!) voltarão as rodas... A fábrica será em Belfort Roxo... Salve o cara... Realmente é outra sonoridade...
O menino e o sonho xxxxxxx ... Fui dormir completamente bêbado. Felicidade alcoólica, à toa. Sono profundo. Sonhei com uma esquina cheia de guris. Era escuro e sem óculos não definia bem as fisionomias. Um deles ligeiro segue em minha direção. Completamente contraído, sem saber, armo a retaguarda. Vício de cidade grande, descontrolada mesmo, sabe! Esticou os braços e depois mostrou uma perna de tesoura presa a uma correntinha de latão: tira pra mim tio? Dizia. Quando por fim separadas a meia tesoura da corrente esticou um sorriso alvo de arcada impecável, perfeita, retornando... A roda onde o tudo começara... Tantas vezes pensei naquele menino e no que poderia tudo aquilo representar que perdi as contas até queimar o lápis. Tudo sugestionava algo; e o hábito antigo de reinterpretar sonhos me levavam a crer numa fronteira entre o subconsciente e outras aberturas. O que se poderia ou não atravessar sem culpa?... Quem julgaria o que dormindo não se controla... A perna única de uma tesoura sem ponta que se rompia da frágil corrente. O prisioneiro que de si desata o laço e se arremessa sem contar os metros? O que fotografamos com a alma e guardamos em tão profundos abismos? Porque nos lembramos daquilo que tanto deveríamos esquecer? Quem é o cobrador de Deus, que até a noite inconsciente invade? Contratai-vos senhores feudais do empresariado moderno ditado por regras de tributação. É um gênio!... Pensei ali onde estava Estamira e seu mundo de lixo? Gostaria de conhecê-la e pregar-lhe um abraço fétido de perfume. Num imenso depósito batizado de “lixão”, o que seriam odores de perfume? Qual a tradução de um frasco colorido naquele lugar, ou quantas pernas de tesoura haveriam por ali? Quem escondera a primavera (?) Ou seria o prenuncio das flores de plástico! Onde estava aquele menino dessa vez? Procurava e traduzia analfabeta e louca, o que minhas frases esquadrinhavam por toda a vida. Era a heroína do curta-metragem em que me achei traindo a pátria. Em casa, sem gritos e algazarra. Subtraindo a miséria pelo excesso de idéias, sem atitudes... Pensava que o termo inclusão social e o desordenado crescimento paralelo deveriam oficializar em definitivo nova nomeclatura. Exemplo: Quando não funcionar o elevador social, o condomínio orientá-lo-á ao seguinte... Ao de serviço... Ao anti-social, seja pela forma gramatical, ou pelos moradores que votam em surradas reuniões de proprietários... Pensei poder adornar uma possível tradução as Estamiras e suas dissidências. Se justo fosse o modelo não estariam ali. Talvez plantando árvores com lama suja que não é chorume. Optei por isso redirecionar a lente ocular para guardar aquilo que a memória alcançasse e que de fato, significativo fosse... Era a minha homenagem a este universo ... E abrir mão de certos supérfluos em nome de um particular protesto pacífico contra o igualitário fora da validade... Lembro quando pisei em Londres pela primeira vez e quase comprei uma jarra de cobre encontrada nos desertos do Paquistão. Agradeci por fazer uma foto. Troquei o objeto que me custaria caro pela vida cultural que era oferecida. Quando rezo e brindo com Deus, dali escorre o vinho. Carregaria isso ao longo da vida. Me esqueci de tanta gente... Daquela jarra de cobre jamais!... E do menino de sorriso alvo e pele escura, de arcada perfeita, que me pedia favores e não pertencia a nada... E uma Estamira que poderia ser promovida a adjetivo, uma jarra de lembranças bebidas, e a perna que faltava... Para finalmente sair correndo...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O culpado // Porém, precisava ter juízo o moço. Muita coisa não tem preço, não tem vitrines, esquinas, lavabos.E morrera muito velha e bem tratada aquela senhora. O que sobrara da sua humilde e significante existência agora caminhava sobre jardins não mais corredores. Sentia mas não podia ver nem cuidar. Pensara que pelo menos com ela sempre fizera o certo! Cada pedaço de tempo havia sido recompensado. Sequer pôde agradecer aquela que por décadas fora mãe todo dia. Desabara do salto dos seus poucos metros de existência física num dia comum, qualquer. Viera e fora dessa para melhor da mesma forma... Num dia qualquer, uma pessoa comum... Mas... A culpa não fora dele...

... Quando chega a noite contam-se as maçãs... (India)

... EXISTIRÁ ALGUMA ONDA ISOLADA NO OCEANO... (Chinês)

... Essa rapaziada foi vista no Parque Lage... Dá uma passada...

terça-feira, 28 de julho de 2009

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... Bom homem é o que sabe suportar injustiças... (Chinês)

... O primeiro leva a fama, mesmo que os seguintes sejam melhores... (Árabe)

O Outro // O Porquê de uma vida passada sobre o sentido das coisas, não sabia. Se a morte são as expectativas por trás dos séculos, também não sabia! Mas agenda marcada para falar com o pai, diziam. O escolhido, tratado e curtido no barro da existência plana. Hora? Isso nunca! E repetia, vociferando consigo, baixinho. Domingo era outro dia para conversar. Outro dia! Pensava. Isso deveria ser estar perto. Pronto! Todo dia era dia... Anárquico o malandro; Mas onde moravam os anjos? Hospital vivia de acidente, e além da ausência natural dos acontecimentos, uru cava o resto e excitava a turba. Um bosta de gente! A opção, as escolhas. Ninguém encostara um revólver para reinvidicar ulterior história. Rumo decidido! Um ponto distante. Um estorvo! Um escravo...! De si, daquele, de ninguém. Era o cobrador da própria honra. O motorista míope. Longos e intermináveis minutos escondidos na alcova das idéias. Ninguém duvidava. Era ansioso. Tanto quanto teimoso! E burro, porque carta queimada “num” guarda segredo. E ali é onde se esconde ouro. Envolvera-se com uma dessas mulherezinhas pequenas. Tinha estatura e QI de caramujo. Era tal de “nós vai”, seguido de excessivos erros de Português, algumas palavras difíceis e bisonhos remendos. Até a lingüística jazia surda no coração da moça. E naquela noite fora arrogante, o cara. Muito! Muito! Cuspia palavras de brasa, arregalava olhos de cramulhão. Mas sabia muito pouco dela, e isso muda tudo. Enquanto batia a última pinga de cinza, já quase um defunto ao ser atingido por um cinzeiro em movimento, tentou falar, mas só ouviu. Vá com Deus porque nem o capeta te agüenta! Estafermo, ainda pensou, egoísta! Dá mole que “o coisa” ruim come teu rabo. Gritava a outra! Voa, voa... Por um momento fizera parte da revoada... Até pousar o asfalto, com os olhos ainda abertos...

Para F.Machado

Replay/ ... Certa vez me disseram que eu não deveria mais contar estrelas. Silenciar o tempo. Respirar a letargia de uma filosofia budista por exemplo que contrapunha todo o resto a que durante uma vida inteira estive acostumado. Falavam que deveria ter pressa, pois havia um mote de valores que deveriam circular no curral da sala de jantar e contas e pessoas que precisam de pessoas. E mulheres que se entregam para amar e homens que amam para trair e novamente, se entregar. Uma complexidade deveras estranha mediante tantas outras atitudes imediatas a se tomar... O foco de uma real qualidade de vida se calcado no outro fosse, automaticamente, a paz de espírito preservada seria deverás interessante e profilático. Imaginar que mesmo hipoteticamente as duas da matina você poderia em qualquer espaço da cidade grande, largar seu carro e os documentos dentro como um gesto impensado, automático; sem conferir travas, passantes, guardadores, ou mesmo a polícia porque o imposto que ninguém sabe o destino certo poderia ainda não ter sido pago. Pensa só... Não é discurso babaca não, meu caro. Provado já fora, que cérebro e informações possuem lá o seu limite. E é logo ali... Células morrem pela ação dos anos, na proporção da qualidade de vida dimensionada e informações absorvidas e repartidas em trezentas e sessenta e cinco fatias de atitudes e amanhecer. Rejuvenescimento, velhice precoce, ou o retardamento do declínio e a ladeira... Da preguiça.

sábado, 25 de julho de 2009

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... Foi um sonho que passou voando...

7 Dorival... Foi-se Dorival. Com bigode de biografia e olhos de Iemanjá. Parecia cortejar o mar da foto de uma Bahia enluarada. E vivia da "preguiça" com argumento de doutor. Ah! A necessidade do compositor de embebedar as idéias. Transgredir sociabilidades através de canções que notoriamente acabam por compor junto, costumes e vestimentas... Os movimentos. E lá, já se ia, à canoa de violão e madeira nobre. O mundo saberia dele muito antes dos adventos da computação. Seria imensa a parte de todo um século dedicada à explicação cantada do povo e suas alegorias... E um sorriso largo, mexendo os pêlos que torneavam a boca até o fim do espetáculo. E todos os filhos, e filhos dos filhos. Todos, passarinhos! Sempre honraram o sobrenome, com grande projeção. A canção! Era uma sensação de euforia harmônica colorindo poesia singela. De doce confeitado de brigadeiro, já parido gostoso, independente do resto... Sobra preciosa das horas de contemplação! Fosse à pescaria que chega, ou o barco que vai. Toda lagoa era linda e cristalina. E toda água salgada era dela. As lavadeiras e jangadas, e toda a paisagem que não saia da concha. A beleza e seus moldes de índio. Nunca deixaria de exaltar o que a vista pintava de guache. Cantava a praia como quem agradecesse cada grão. Sempre pensei nisso, quando entornava ouvido adentro seus vinis! Ele percebia o céu de todo! E parecia compor para explicar o que se deveria sentir de brisa, de ventania; da vela indo... Sinalizava o caminho que se escondeu... E matava a nossa saudade de amor antigo e fidelidade. Do chão que trocou pelo Rio de Janeiro. Da única esposa que amou até a morte. E Carmem Miranda, a portuguesa com alma brasileira, cantava Dorival... E o mundo depois repetiria Carmem... Faltava no ensejo do nome dela, criar a primeira ópera popular, com tecnologias que captem o desfazer da espuma salgada, flerte de tatuis, e passos de caranguejo... Isso combinaria... Por mais alucinada que pudesse ser a imagem, representaria bem o espírito do homem! O que era sagrado de simples para apontar... Sempre acreditei que suas letras revelavam isso, na procedência das entrelinhas... Repara só!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Moro // Moro no Jardim Botânico! Disse. – Há controvérsias: Alguns afirmam ser Lagoa. Se olhar pra cima, o sovaco direito do Cristo me aponta. Jogando o queixo para baixo se vê uma, ou melhor, duas encruzilhadas, separadas por um canal onde corre água (de novo água!). Na linha do horizonte, recortado por prédios gigantescos e longe, a paisagem parece se transformar num imenso muro de concreto com traços de um Niemeyer retilíneo... Mas o que me chama particular atenção é que na continuidade da vista, a copa das árvores parece fazer grama. Do intervalo que afasta as ruas e vielas da sacada do apartamento. Um gramado que não se pisa. Que interfere e faz da fanfarra dos automóveis alguma coisa do outro lado... Poderia a partir disso, começar imenso discurso sobre encruzilhadas e céus e Deuses e Orixás. Que nada! Imaginei um Cristo baiano rodando ao som do atabaque que dobra em contraponto ao compasso de um doce e suave canto gregoriano. Perguntar-se-á aonde se esconde a euforia por trás da música de sacristia? É fé irmão! E é sua... Mas que dá uma suave brisa de contentamento, limpeza e defumação. Isso é nosso! Orelhas também são chaminés... E aspiradores! Violão, violinos, violoncelos e cordas que não jugulam opiniões ou relacionamentos. Fios sonoros de diversas notas reproduzindo a cidade constante. Um rito ao ruído; toda hora. Tantas vezes; ouvi que dali se fez o vazio... E dele mesmo a canção. Repara... Cala o que não fala. Diz o que tu ouves (!) Isso é o nada! Mas há algo entre um suspiro e a respiração trivial. Anda um pouco mais devagar e percebe... Acriança...
E agora José? ...

sexta-feira, 17 de julho de 2009

... BREVE NOVA EXPO. VIRTUAL...
... BREVE NOVA EXPO. VIRTUAL...

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Maratona // Penso no maratonista Vanderlei Cordeiro e no atleta italiano que levou a medalha de ouro daquelas olimpíadas. Se tivesse humildade, e reconhecesse a interferência de um padre maluco, como prova cabal de que seria praticamente impossível parar o brasileiro. E passasse o título dourado para o nosso campeão, em pleno pódio, a revelia que fosse... Ah! Que espetacular jogada de marketing. Acho interessante o termo, antes que caia em desuso e se invente outra para definir a mesmíssima coisa. Ou até, aquela nova, que agregue funções como pretexto capitalista para fomentar desemprego. Desculpe: gerar renda... Mas se o cara. Ah! Se o cara tivesse feito isso, surgiriam entrevistas, outros interesses jornalísticos. É matéria, não? Onde estava o empresário? Fora a insegurança dele mesmo, cuja dimensão deveria ser muito maior! Seria este o perfil do nosso algoz? Mas o que é do homem o bicho não... Lembra! Não faltaram testemunhas... Tanto isso motivaria patrocínios, quanto projetaria informações sobre um alguém, que no universo poli esportivo do cidadão comum do mundo afora, é somente um italiano. Isso, porque obrigatoriamente, são içadas as bandeiras de acordo com a colocação. Por ironia o país cujo contorno por décadas – e todas que virão – será comparado a uma bota. Que pisa, anda, corre... Qual era o nosso assunto? Esse fato delirante me leva a crer na pena capital forjada pelas regras da competição. Se há regras! Voltemos a uma nova data talvez? Acionemos advogados? Pintar a cara e bater lata não agüento mais! Na boa! Não seria um atleta a bandeira viva, e suas reações o retrato de uma nação? Ou todo o planeta mera quilometragem? Ou o porre do reveillon se prolongou e ainda estou viajando? Cacete! Fala o nome dele, fala? Morreria eu, de vergonha, se fosse conterrâneo. Ah! Cavaria a cabeça no chão feito avestruz! Quanto ao padre, tratando-se de Brasil, deve estar doido com o nome amarrado nuns quaquilhões de encruzilhadas. E que um renomado colunista me perdoe, mas sob a batuta do seu particular linguajar, ousaria dizer que, enquanto isso, o meu, o seu, o nosso Vanderlei... Campeão dos pés descalços que treinava no barro batido de terra seca, sem tênis, chorava com emoção de vencedor. E danem-se as medalhas! Lágrimas derramadas em nome de um país que muito pouco – mas muito pouco mesmo – faz pelos seus. Esportistas, artistas, cidadãos... Ali não havia miséria ou tiro! Um homem, num breve instante, provocando o efeito carnaval. Pátria minha desgarrada, só falta aproveitar o chororô e afogar sua plenitude. E de quebra todo o resto. Vai nessa Vanderlei. Choramos juntos, todos nós, pelo menos naquela vez... De raiva ou orgulho, ou alegria... Sei lá... Suicídio coletivo...
...Quando por fim sentou a mesa da estalagem o rapaz imediatamente abriu o livro com uma delicadeza ímpar. Diziam que era muito velho o escritor. E que era difícil segurar a bengala que apoiava; falar e acordar. E duvidaram alguns que ainda pudesse manipular frases e palavras e letras que viessem a refazer qualquer argumento disso tudo. E continuava a primeira página: escrevi e não disse nada a ninguém... Seguia dizendo que durante duas semanas esteve sentado no canto parado daquele lugar. Sentiu o frio enrijecer as vértebras e o restante dos ossos. Chorou cada sonho realizado durante uma vida quase inteira. E os que não aconteceram também. Talvez porque não devessem... Ter acontecido.Então por este caminho haviam sido realizados sim! Os amores que carregara ao longo não envelheceram, pois nunca mais havia visto ninguém. Percebessem o filme da sua alma veriam um jardim cheio moçoilas correndo sem roupa pelos cantos da tela... Enquanto chorava entendia que escorria dos olhos a água mais pura e salgada do oceano profundo das suas histórias. Aquela que desenhava transparente sem o julgamento de um motivo qualquer. Todo homem chora algum dia. Por uma razão sem dono todos choram! E perdoando nossas lágrimas isentamos erros de culpa... Amaria cada uma daquelas mulheres de novo. E sonharia um devaneio antigo e choraria e riria como antes. Como renascer para num dia breve adormecer em paz... Ou acordar novamente vestido de filho, criança ou coisa parecida... Olhou silencioso o moço... Depois olhou novamente... Apontou o lápis e a data... E começou a segunda página...
Ams...
Ams... Trilhos do trem e construções que sobreviveram a segunda guerra ao fundo...
... Ams... Os canais...
... Ams... Salve...

domingo, 12 de julho de 2009

Tx informal de sai'da // E ontem pedi aos santos boa viagem... Para a terra que e' minha... Salve Amsterdam... E mudo a cor... E penso no que e' nosso. Com seus defeitos mas com aqueles que elegemos e por isso nos pertence... E toda cultura... Repassada quando faz casa na histro'ria de cada um. Infelizmente nos adaptamos bem ao nosso abandono. Museus, eventos... Tudo difi'cil... Ha' de chegar o dia em que cada esquina contar'a o quarteirao seguinte... Sempre existirao histo'rias... Abr. J
... E como disse antes providenciarei logo as fotos...
... E vou deixando esta cidade tao especial para chegar a minha... E levo histo'rias e outras ide'ias... Muitas fotografias e uma saudade de quem ja' foi. Mas por uma razao que desconheco sei que volto... E nao trago teclado para computador brasileiro... Faco o blog com o mesmo desta cafeteria a dias...

sexta-feira, 10 de julho de 2009

... Em breve chegam as paisagens daqui... Vai ajudar a entender isso tudo... E vale a pena...
...Ouvi Joao Gilberto e Chico B... Mas no geral uma ausencia de musica brasileira e africana... A mu'sica erudita e' parte do repe'rto'rio da cidade. Surge nos cantinhos ou ressoando sinos espalhados por todo o centro cultural... Sinos a'lias fazem parte de toda a cultura europe'ia desde a e'poca medieval como importante fonte de inf... Toques anunciavam horas, enterros, caso'rios, noti'cias... E torno a lembrar q o teclado daqui nao ajuda o nosso portugues... Mas o blog acontece... E acho q ja' falei sobre sinos holandeses antes... Estou me tornando repetitivo...
... Quando retornar muitas fotos... Para contar mais sobre Amsterdam...
Hj Maria faz aniversario... E retiro o sobrenome como ja fiz para que todos possam pensar na sua Maria tambe'm... E se quiser pegar carona na alegria dela... Que carrego em silencio aqui dentro... Imagina um sorriso longo... E feliz aniv...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

... Daqui a pouco to voltando... O material do futebol entregue, muitas fotos e no curr'iculo mais de 8 museus... Alguns deles respeitados no mundo todo. Nao so' pelo conteu'do mas pela arquitetura tambe'm... Projeto para receber obras que atravessam o tempo... Que homem nenhum alcan... E todos os lugares de... Amsterdam...
... Estive no esta'dio ARENA do Ajax FC... Divino... Sao 15 cameras que giram 360 graus com a possibilidade de poder identificar qualquer um... Trabalham bombeiros, medicos e... A imprensa... Plateias na vertical para comportar o maior nu'mero de pessoas e um teto mega moderno que em 18 minutos pode se abrir e fechar...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Amsterdam... E' totalmente percepti'vel o orgulho nacional relacionado a marinha e suas conquistas. A vida que circula nos canais acontece a centenas de anos. Toda casa especializada em cultura local possue pelo menos uma gravura relacionada a oceanos, navios e homens do mar...
... Vi' a fotografia de uma Amsterdam gelada, em quadros da e'poca do nosso descobrimento no Museu de Histo'ria. E hoje amanheceu com chuva e um frio forte. Fiquei pensando no inverno...
... O monumento da Dan Place 'e uma homenagem aos q participaram da segunda guerra... E tudo ali teve inicio em mil duzentos e poucos... TERRA VELHA... Essa e' a palavra... Lembra q eu te disse...

terça-feira, 7 de julho de 2009

... Amsterdam... Esqueci de contar que no voo para Paris antes de partir para a Holanda encontrei o meia de campo e ex - jogador do Flamengo Renato Augusto... E na e'poca so' tinha ele! Cara do bem. Leva alguns atletas do Brasil para tentar a sorte na Alemanha. Hospeda e cuida. Me passou o email e claro que perguntei se voltaria ao time rubro-negro... Mas ainda tem muito tempo... To na torcida... E descobri o porque de tao poucos caes. E a grande maioria de pequeno porte. As leis sao rigorosas!. O animal sozinho 5 minutos na rua e' "rebocado" e a multa alti'ssima... E para os interessados o valor cobrado pelas meninas da Red Light e' (comentado) de 50 euros... A conferir...

... SE LIGA NO BLOG...

... Anda-se muito por aqui. Ruas estreitas tangenciando canais ou se abrindo como flor em imensas pracas e monumentos ( lembra q o teclado e' daqui!)... O sol aparece e some com ares de artista... Vi um pedaco (!) do museu de Histo'ria... O restante amanha... Eram quadros imensos feitos a o'leo e datados de mil quinhentos e poucos... E' cumpadre... Quando disse que a terra e' velha... Mesmo...
Amsterdam... O dia amanheceu frio e chuvoso... Visitei um museu muito charmoso que contava a historia atraves de bolsas e malas. A forma de transportar pertences e suas possibilidades... Muito interessante e a arquitetura moderna misturada ao antigo tambe'm e' um luxo holandes...

segunda-feira, 6 de julho de 2009

... DIA'RIO DE AMSTERDAM... AMANHA AJAX FC... CAFETERIA... MUSEU DE HISTORIA... PASSA POR AQUI QUE EU CONTO...

... Li que William Shakespeare quando chegou a capital daquela e'poca que j'a era Londres ficou embasbacado com a violencia. Havia um natural toque de recolher que funcionava junto a claridade do sol. Viva alma que quizesse daquela forma permanecer deveria se recolher antes do breu.. Se aqui 'e verao e tem escurecido por volta das 11 da noite... Penso no inverno e no efeito contra'rio...
O fluxo de 'arabes e europeus pelas ruas de Amsterdam e' imenso... JA' FALEI SOBRE ISSO... Todas as caras e l'inguas... E grupos inteiros de senhores ou meninos e seus guias... Eu levo os meus que me apontam o caminho por onde passo... Hoje tamb'em entrei na igreja onde Rembrant foi enterrado. Ao fundo um imenso orgao de outro se'culo tocado ao vivo... Musica de anjo...
... Anne Frank morreu um mes antes do fim do exterminio nazista aos judeus. Emocionante o pai em relato gravado dizer que desconhecia os sentimentos da filha. Mesmo dividindo ambiente tao pequeno...
Amsterdam... Estive hj na casa de Anne Frank. E conheci o anexo secreto escondido atr'as de uma falsa estante de livros. Passaram a viver "mergulhados", termo que designava pessoas que na'epoca viviam na clandestinidade. Nas paredes alguns recortes e o mapeamento do deslocamento nazista. Corredores com escadas estreitas e um vaso sanit'ario antigo e adornado chamavam a atencao ( perdoe o teclado q nao "fala" portugues) assim como a pia grande e bancada. Dos oito que ali viveram restaram somente um... O pai e mais um... Penso se nao seria este o anjo a portar, divulgar para nunca mais se fazer esquecer histo'rias ba'rbaras. E suportar suas lembrancas tristes...A volta foi numa dessas bicicletinhas estilo Camboja, com motorista para descontrair...

domingo, 5 de julho de 2009

Amsterdam... Bebi uma dose num pub que trabalha a 8 graus abaixo de zero.Vinte minutos aproximadamente e' a me'dia que a turma aguenta. Balcao, bancos e copos. Tudo feito de gelo... A Casa de Rembrant 'e interessanti'ssima. Mobilia'rio ru'stico de madeira nobre. Janelas altas o que justificaria a claridade pouca... Um detalhe interessante e' a cama construida numa especie de arma'rio. Pequena pois eram daquele tamanho as pessoas da e'poca. Que jamais dormiam completamente esticadas. Achavam que poderiam morrer... Amsterdam foi construida em mil duzentos e poucos...

Ainda sobre Amsterdam... Nao sei se disse isso antes mas acho a atmosfera daqui extremamente parecida com Bu'zios...

Amsterdam... Estou preparando um ensaio fotogra'fico cujo o tema sao BICICLETAS... E' interessante porque nao estamos falando de mega bikes modernas. Ao contra'rio. O zelo e' pela funcionalidade. Meios de transporte tratados com extrema personalidade. Em certo momento chega a parecer ate' aquela filosofia de caminhoneiro que escreve frases e nomes de parentes. Sao na sua maioria antigas com farois, freios estendidos e adornos interessanti'ssimos. Todas as cores... Em todos os lugares...
Amsterdam ... Domingo 'e igual em todo lugar... Todo! Uma calma percebida com uma cidade cheia imagina vazia... Estou indo tomar caf'e expresso. Depois outro museu... Ali'as, museu e caf'e expresso tem tudo a ver tamb'em. A vida velha passando em velocidade acelerada... Anexando a mem'oria outras historias de outros povos... Um dado interessante 'e que pelas ruas parece que toda a Europa esta aqui... E soube atrav'es de uma amiga que 'e do Rio que h'a uma brasileira junto ao governo local num projeto para trabalhar toda a parte relacionada aos movimentos jovens... Legal uma cidade onde a palavra movimento significa agilizar...

sábado, 4 de julho de 2009

... AMSTERDAM E OUTRAS HISTORIAS... PASSEIE PELO BLOG... SEJA BEM VINDO...

Amsterdam... Tenho pensado muito no meu irmao. Haviamos prometido que juntos viriamos para c'a. Mas nao deu tempo... E sempre pela vida carreguei e tentei entender esta palavra... TEMPO... Frequentemente nestes dias tenho seguido os conselhos que ele me dera sobre a Holanda: sorvete, bike etc... E sua esposa me disse sai correndo. Vai cara... E o "cara foi"... Salve ela! E as vezes penso que qualquer hora dessas ele aparece num barco a vela, num dos muitos canais... E muitos passaram por mim de barco como se fosse moto... Amanha museu e casas de cultura... E caf'e como se fosse 'agua... Acho que meu irmao aprovaria.
AMSTERDAM... Ah! E uma total ausencia de stress... Impressionante... Muito mesmo...
... Sinceramente ando meio chateado com atitudes e posturas de brasileiros aqui fora. Ousaria dizer at'e que me afasto quando percebo... Nada devo a ningu'em e com certeza sou cheio de falhas mas pequenos movimentos do dia a dia fazem moldura a bandeira nossa... Nao!? E nao venham culpar "cafeterias" e outras liberdades... Percebi tamb'em uma certa falta de passarinhos e cachorros... Pelo menos nos quarteiroes dos centros de cultura... Ali'as arte de rua aqui 'e tudo de bom... Principalmente malabaristas... Daqui a pouco volto para Rembrant Place... Aqui agora sao quatro e quinze... Com muito sol novamente...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

... Come-se muito por aqui uns bolinhos de uma rede chamada Febo. O que impressiona 'e o mecanismo... Sao gavetinhas onde voce insere determinado valor e a gavetinha abre... Tem tanb'em um "sandu'iche" de waffle com caramelo... E caro 'e beber 'agua e Coca- Cola...
Amsterdam... Hoje amanheceu nublado e depois choveu. A cidade lotada. Engarrafamento de gente e bicicleta. Carros nunca. A cidade entrecortada por canais sobrevive ao tempo e permite todos os caminhos. Sem estresse... Estive na Dan Square novamente. Pessoalmente gosto da paisagem velha. Parece qe d'a para sentir o tempo deste lugar... Fui ao Mercado das Flores e descobri que nao haver'a tulipas. Muitas sementes e bulbos. A beira do canal... O material para o Ajax Futebol Clube foi enviado e as 11 horas anoiteceu... Na pr'oxima venho na 'epoca das tulipas... E sobre a l'ingua local me disseram que 'e a mistura do ingles e do alemao. E ouvindo sabendo disso capta-se algumas inform.. Amanha Museu de Rembrant...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

... Passeie pelo blog... Amsterdam... E algumas hist'orias at'e eu voltar...
... Hj fui ao Museu HERMITAGE saber dos Czares e da cultura russa. E 'e sabido pelos amigos que adoro a literatura daquele lugar. Tudo lindo, novo! Estrutura arrojada e gigante... Tomei um drink chamado Amnesia que tinha uma hist'oria bacana mas confesso nao lembrar... E essa coisa de dizer que isso aqui 'e de doido. Sao mais de 60 museus! Uma gentileza em receber que impressiona... E o mundo passando sobre rodas de bicicleta... Fui ontem ao Museu da Tortura ver instrumentos da idade m'edia... Me impressionou um grupo de jovens alemaes fotografando cada objeto. Com interesse peculiar, sabe! E foi horr'ivel aquela parte dsa hist'oria. Enquanto um sujeito desenhado sentado sobre uma piramide com argolas que penduravam sacos de areia aos p'es fazia cara de muita dor pensei o que deveriam saber aqueles rapazes e aonde nao apontaram o outro lado... Nessa cafeteria o teclado 'e ruim. Faltam letras e acentos... Mas acho v'alido reportar ... Por exemplo: Amsterdam 'e famosa pelos seus diamantes. O corte da pedra, cor e adorno. Fui a uma f'abrica e todas aquelas pedras brilhando na palma da minha mao... Como queijo, chocolate... E a cidade brilha... Como suas pedras...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

... J'a fazem dois dias q estou em Amsterdam... H'a muito nao passava por aqui e o teclado da coffe shop e' mto ruim... Mas... No mais... O c'eu! Todas as bicicletas e pessoas gentis e bonitas. Dias lindos que adormecem 11 horas da noite. Muita luz e um friozinho de serra. As meninas da Red Light melhoraram mto desde a minha 'ultima vez na Holanda, e uma enfermeira idosa que dissertava sobre a ditadura na Espanha de Franco, nascida em Porto Alegre e moradora de Madri, me jurava solenemente q a Europa de homens comuns desconhecia qualquer ditadura em terras brasileiras (?) ... E esbarrei com um canal porno de meninas da nossa terrinha e at'e um panfleto de uma boate da Lapa na Dan Square... Visitei Vincent e suas cores e... E toda arquitetura que sobreviveu a segunda guerra... Avisa que ando procurando um apartamento por aqui e aceito sociedade... Perdoe falhas de tx