sábado, 4 de julho de 2009

Amsterdam... Tenho pensado muito no meu irmao. Haviamos prometido que juntos viriamos para c'a. Mas nao deu tempo... E sempre pela vida carreguei e tentei entender esta palavra... TEMPO... Frequentemente nestes dias tenho seguido os conselhos que ele me dera sobre a Holanda: sorvete, bike etc... E sua esposa me disse sai correndo. Vai cara... E o "cara foi"... Salve ela! E as vezes penso que qualquer hora dessas ele aparece num barco a vela, num dos muitos canais... E muitos passaram por mim de barco como se fosse moto... Amanha museu e casas de cultura... E caf'e como se fosse 'agua... Acho que meu irmao aprovaria.
AMSTERDAM... Ah! E uma total ausencia de stress... Impressionante... Muito mesmo...
... Sinceramente ando meio chateado com atitudes e posturas de brasileiros aqui fora. Ousaria dizer at'e que me afasto quando percebo... Nada devo a ningu'em e com certeza sou cheio de falhas mas pequenos movimentos do dia a dia fazem moldura a bandeira nossa... Nao!? E nao venham culpar "cafeterias" e outras liberdades... Percebi tamb'em uma certa falta de passarinhos e cachorros... Pelo menos nos quarteiroes dos centros de cultura... Ali'as arte de rua aqui 'e tudo de bom... Principalmente malabaristas... Daqui a pouco volto para Rembrant Place... Aqui agora sao quatro e quinze... Com muito sol novamente...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

... Come-se muito por aqui uns bolinhos de uma rede chamada Febo. O que impressiona 'e o mecanismo... Sao gavetinhas onde voce insere determinado valor e a gavetinha abre... Tem tanb'em um "sandu'iche" de waffle com caramelo... E caro 'e beber 'agua e Coca- Cola...
Amsterdam... Hoje amanheceu nublado e depois choveu. A cidade lotada. Engarrafamento de gente e bicicleta. Carros nunca. A cidade entrecortada por canais sobrevive ao tempo e permite todos os caminhos. Sem estresse... Estive na Dan Square novamente. Pessoalmente gosto da paisagem velha. Parece qe d'a para sentir o tempo deste lugar... Fui ao Mercado das Flores e descobri que nao haver'a tulipas. Muitas sementes e bulbos. A beira do canal... O material para o Ajax Futebol Clube foi enviado e as 11 horas anoiteceu... Na pr'oxima venho na 'epoca das tulipas... E sobre a l'ingua local me disseram que 'e a mistura do ingles e do alemao. E ouvindo sabendo disso capta-se algumas inform.. Amanha Museu de Rembrant...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

... Passeie pelo blog... Amsterdam... E algumas hist'orias at'e eu voltar...
... Hj fui ao Museu HERMITAGE saber dos Czares e da cultura russa. E 'e sabido pelos amigos que adoro a literatura daquele lugar. Tudo lindo, novo! Estrutura arrojada e gigante... Tomei um drink chamado Amnesia que tinha uma hist'oria bacana mas confesso nao lembrar... E essa coisa de dizer que isso aqui 'e de doido. Sao mais de 60 museus! Uma gentileza em receber que impressiona... E o mundo passando sobre rodas de bicicleta... Fui ontem ao Museu da Tortura ver instrumentos da idade m'edia... Me impressionou um grupo de jovens alemaes fotografando cada objeto. Com interesse peculiar, sabe! E foi horr'ivel aquela parte dsa hist'oria. Enquanto um sujeito desenhado sentado sobre uma piramide com argolas que penduravam sacos de areia aos p'es fazia cara de muita dor pensei o que deveriam saber aqueles rapazes e aonde nao apontaram o outro lado... Nessa cafeteria o teclado 'e ruim. Faltam letras e acentos... Mas acho v'alido reportar ... Por exemplo: Amsterdam 'e famosa pelos seus diamantes. O corte da pedra, cor e adorno. Fui a uma f'abrica e todas aquelas pedras brilhando na palma da minha mao... Como queijo, chocolate... E a cidade brilha... Como suas pedras...

quarta-feira, 1 de julho de 2009

... J'a fazem dois dias q estou em Amsterdam... H'a muito nao passava por aqui e o teclado da coffe shop e' mto ruim... Mas... No mais... O c'eu! Todas as bicicletas e pessoas gentis e bonitas. Dias lindos que adormecem 11 horas da noite. Muita luz e um friozinho de serra. As meninas da Red Light melhoraram mto desde a minha 'ultima vez na Holanda, e uma enfermeira idosa que dissertava sobre a ditadura na Espanha de Franco, nascida em Porto Alegre e moradora de Madri, me jurava solenemente q a Europa de homens comuns desconhecia qualquer ditadura em terras brasileiras (?) ... E esbarrei com um canal porno de meninas da nossa terrinha e at'e um panfleto de uma boate da Lapa na Dan Square... Visitei Vincent e suas cores e... E toda arquitetura que sobreviveu a segunda guerra... Avisa que ando procurando um apartamento por aqui e aceito sociedade... Perdoe falhas de tx

domingo, 28 de junho de 2009

O lugar em que vivo é o mais belo de todos (Japão)

O céu está aos pés da mãe (Persa)

... Estarei viajando por uns dias... Mas de longe tentarei contar algumas histórias...
Porque me deram todo mundo para sonhar? Não era minha tal responsabilidade! Que dor! Sabem os poetas suas subversões. E que em algum momento da vida não há quem não o seja... Poeta! Para o público do escritório, num consultório ou num diário que inevitavelmente certo dia virará lixo reciclado na bagaceira do tempo. Já disse que uma senhorinha que não é daqui me disse que carregamos aproximadamente de quarenta a cinqüenta reencarnações por vez; Mesmo que porventura, hipoteticamente; clamo! aí rapaziada do hotel que sou eu mesmo, segura a onda porque tá complicado. Um pouco de gentileza vocabular João! A festa na cobertura que é a minha cabeça parece à tentativa de comunhão entre monges do Tibet e uma legião de cheiradores de pó. Não estou questionando porra nenhuma não. Somente me sinto assim. E não uso descongestionante nasal. E ainda afirmo que meu nome não é j... E tudo voa com ou sem estilhaços... A máxima do pó aproveitando o tema foi no último verão. Mediante uma ausência de consumo planejada, no furor da falta de demanda as vedetes das delegacias foram justamente: pequenos furtos, roubos de automóvel e outras palavrinhas velhas. Traduzindo: nunca se roubou tanto. Quem mandou morrer de sono... Jabour falou e o nome dele começa com J, mas também não é J...
... Parecia o escritor criando quem não retornaria. Um protagonista aguardando a orelha decepada de Vicente e não o próprio! Apenas o que ouvia dos olhos... Ou poderia mesmo ser um dos convidados, num surto, crendo ser o dono da casa e arredores. E perceberia que nunca poderia ter sido o equilibrista a que pertencera, nem teria visto as nuvens que o céu encobria de luto. Sapiência de hoteleiro em casa marroquina... Encobrindo fugitivos de sobretudo mesmo que retirados do clássico dos clássicos, do roteiro que é. Ali não seria sua fantasia de Bogart... Porque nem ele mais o conseguiria ser... Desistia por fim e lentamente curvava os olhos ao chão. Perdoava sua agonia anônima de total surdez. Sem dono! Calava qualquer eufemismo. E o dito pelo não dito. Nem tinha escadas para lavar, roupas para passar, porque o vento fazia... Desde sempre morava no alto... E agora José? Leria Carlos antes de se render e aposentar os óculos na cabeceira... E se perder de vista...

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Todo dinheiro do mundo não vale um copo de bom vinho no momento adequado". (Chinês)

Burca ... Não sabia da espessura da vestimenta! Relatos revelam que é similar ao jeans barato, duro, quente, de impossível balançar. Tornando os movimentos rudes! É como se fosse o resumo de qualquer sugestão à escravidão dos costumes e suas dezenas de dúvidas... Também pensava nas barbas de religiosos que contrapunham ao desejo dos espelhos. O próprio significado do binômio reflexo-reflexão...

"Céu e terra, homens e espíritos - todos apreciam o humilde e não o orgulhoso". (Chinês)

Tatuagem... Há tempos venho pensando na relação das figuras e cores arraigadas na pele a golpes delicados da agulha nossa de cada dia, e com o devido respeito, ao divino espírito Santo de cada um. É claro! Acredito numa religiosidade qualquer circulando com fissura de mariposa quando vê poste aceso. Diria mais especificamente, devoção a, ou para, ou em... Algo... Li que na máfia russa se marcava os joelhos com estrelas, indicando que nenhum membro viria a se rebaixar. No Japão o mesmo ofício em determinadas falanges exige similar tratamento, almejando o contorno das costas e por vezes o resto do corpo...Se liga! Passamos uma vida inteira de um presente desconfiado – duplique o sentido da palavra presente! – e toda uma genética planetária feiosa, destrutiva... Defensiva! Morro e engulo defeitos versados e conjugados e combatidos. Se os carrego, brigo. Se não houvesse homem não seria... Mas vendo na pele todos os dias meus desenhos de tatuagem, lembro quieto daquilo que não devo fazer; ou pelo menos não precisaria...De alguma forma penso através de um "colo" provido de técnica secular que ampara e conforta minhas coisas velhas. E assim acho melhor moldar passos, histórias mais construtivas, tropeçar e lavantar pontes... Ou deixar pistas para serem rastreadas... Quando a memória cansada adormecer meu fardo...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Por pouco que demore, o visitante vê muito" (Mongol)

Tatuagem... E quando percebi morava entre o sovaco direito do Cristo Redentor e uma senhora encruzilhada. Dupla! Privilégio! Cruzava a vista curiosa, minha fé e princípios. Pensava: um corpo que cai, a gravidade, os jardins suspensos... E jurei que tatuaria um Santo Expedito se a filha de um melhor amigo nascesse em paz; E palavra juramentada em bancada de berçário é contrato sem rescisão. Aos anjos que me olham pedi licença e senti um perfume doce de vento. Aos meus guias do chão, com suas cores e espada, expliquei baixinho, fumando e buscando respostas nas formas que outra tragada desfazia. Ouvi um sorriso longe; de criança. Depois muitos! Então? Assim será, ou se bobear... Já foi.

terça-feira, 23 de junho de 2009

"O QUE SUSSURRAS AO OUVIDO DE ALGÚEM É OUVIDO A MIL MILHAS DE DISTÂNCIA". (chinês)
A festa num outro plano continuaria. Porém seguindo outra via... Copacabana reunia a diáspora do mundo. Suas religiões, comunidades e aqueles que jamais deveriam pertencer aquele lugar. Amava a paisagem com olhos de turista que não compreendia. Em 1912 um francês debruçado numa pedra publicou embasbacado com a enseada, num folhetim oficial: Nessa terra, se juízo houvesse, trabalhar proibido seria. Era outra cidade, mas Copa nunca perdera a majestade. Era a tradução literal da modernidade tupiniquim em várias partes do planeta. A feira livre... Que...!
...Sobre Santo Expedito sabe-se pouco. O nome advém de expedicionário. Na imagem que penso a cruz erguida eleva minha respiração a uma paz de sintonia única. Queria tê-lo cumprimentado. Converso, e, quietas, minhas pendengas esvaziam o pote. Ninguém! Fosse qual fosse à crendice, munido de perfeito juízo, teria saco para meus imensos discursos silenciosos. Se por acaso o leitor é meu amigo ou parente próximo, agradeça durante um minuto inteiro a paciência do santo depositada nessa fé. Sugeriria na seqüência um Pai Nosso e uma Ave Maria. Elevando uma natural verborragia as orelhas do divino. Sobram horas inteiras para mazelas e futebol...

sábado, 20 de junho de 2009

... Os desejos do homem vão a pé... Os da mulher voam... (Mongol)
... E a orquestra, hein? Flutua com ruidosa suavidade, na calada do piso corrido que ecoa e um dia teria sido de areia... E o executante com rigor de monge, reproduzindo a sinalização das partituras, e a cadência apontada. Sabe corresponder a excelência do que faz. E poderíamos nos perguntar, tolos, sobre vozes num quarto escuro, antes do sono. Ou num assobio que rouba atenção e mata verso sem caneta. Ou, na cervical entortada numa cadeira de computador. Tudo o que realizamos. Para quem, ou por quem, ou por fim?
Sabemos da floresta, do maestro que rege a casta, e reproduzem sons contabilizados há séculos. E mesmo assim; mesmo assim, parece que não aprendemos nada...
... Desde pequeno falavam que o vento eram os braços de Deus. Fecha a janela que ele abre...
... A festa. Ah! A festa! Pudera saber cada dezena de convidados, que a esbórnia, no fundo, encobria o velório da velha. Aprendera a cantar para um deus que dança e ouvir outro nas missas de domingo. Mas Não derramaria uma lágrima sequer. Era um orgulho abominável, um espírito descartável, mas sentido por vez. Num momento único, mesmo que breve, de desprendimento e contida dor. Louvaria o mar e a mãe que abrilhantava um luar redondo...
Francamente gostaria de ter tomado uma biritinha com um escritor baiano, que afirmo apenas ter possuído penugem abaixo das narinas que naturalmente eram duas na tentativa de obter explicações desaceleradas e definitivas sobre alguns fatos que não considero de total irrelevância...Começaria argüindo o porquê do cafezinho com bolo de fubá fazer mais falta que lagosta. À Tardinha, por aqui, não costuma ter crustáceo e acredito ser assim em quase todas as regiões. No meu senso pessoal, a resposta foi quase unânime. Ou será que somente ando com pé descalço? Ou não seria a conversa, antecessora ao hábito alimentar, propositora da mesa redonda nossa de toda santa refeição... Seriam esclarecimentos em tempo real, previsíveis e aumentados por monóculo de privilegiado critério. Perdurariam no meu HD pessoal. Transcreveria teorias de monte... Quem sabe talvez, relatasse o entrevistado que a tradição dali adorna a pressa, em crítica profunda e contumaz. O que é sua lentidão... Conheço essa praia... Confundo no... Fundo... Atingir os avanços tecnológicos é percorrer um caminho sem fim. Amanhã tudo mudou. Tudo, tudo. Ou melhor, depois que o caríssimo leitor terminar por finalmente compreender que o verbo avançou no tempo do relógio digital e já foi!...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Siga o blog...

É matéria hoje no jornal de maior circulação deste país que o governo iraniano “apertou o cerco a blogueiros, jornalistas e opositores” sugerindo a pena de morte caso não haja disciplina... Acho que a palavra mais adequada seria esta última... Disciplina! Para com o regime!?... E se existe algo de positivo numa notícia tão primitiva e horrorosa como esta é o fato da nossa categoria de blogueiros agora pertencer a já tradicional resistência intelectual de jornalistas... E falo como um deles... Também estão anunciando o término da obrigatoriedade do diploma para o exercício da função. Traduzindo... Qualquer “ser” pode... Ser... Jornalista... Isso é a anunciação da tentativa de remodelar a profissão e o reconhecimento do blog como nova possibilidade de comunicação... E cada vez mais popular... Blogueiros estão sendo alçados a outros cargos e o jornalismo tradicional acaba por se render e reconhecer esta nova forma de fazer transparecer a notícia... Acho até que vou ligar para a Associação Brasileira de Imprensa, a ABI, para saber dos impactos gerados pela novidade. E vale também lembrar que muitos dos mais antigos profissionais da área jamais pisaram numa faculdade... E isso é o que estamos carecas de saber. E diploma é diferencial em qualquer lugar embora jamais tenha atestado a competência de ninguém... E se Teerã reconhece perigo eminente nas linhas escritas de um conterrâneo é porque teme o espelho internacional, suas repercussões e impasses. Já disse várias vezes o quanto admiro a cultura daquele lugar, suas histórias antigas, hábitos e costumes... Mas calar a imprensa é desdenhar de uma verdade maior tão clara que acaba por dispensar qualquer declaração sobre o assunto...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Dentro de todo homem // mora outro solitário // Três quartos do meu futuro são feitos de mar // Quem nunca chorou sozinho // Vejo o que percebo, meu sorriso é tatuagem...
Porque necessariamente preciso todo tempo “portar” palavras bonitas? Destilar gentileza onda só bóia merda... Carregamos todos, tal compartimento! É inerente a raça humana e sua existência vã. Porque num planeta onde faltam grãos, como classificar a continuação da vida e suas curvas e retas distantes e quilômetros que ficam pelo caminho... Acordei com um azedume tosco e notícias de futebol do noticiário culminando com a tumultuada eleição seguida de muita pancadaria no Irã. Tenho um grande pedaço deste blog dedicado à cultura Persa. Muito encanto pelas histórias e costumes daquele lugar, que me foram passados por alguém que morou muito tempo lá... Outra: indiretamente palestinos reivindicam seu pedaço da grande Jerusalém ao negar acordo com Israel. É terra santa, capital universal de sagrados movimentos. Ou de um sag... Movimento... Ninguém será dono plenamente da terra onde Cristo fez estada, pisou ladeira e falou de Deus... Dá mesma forma é inconcebível criticar as razões da imensa comunidade muçulmana. Mas a conversa pressupõe tempos melhores. Daí andamos um pouquinho... Obama concorda comigo! Desculpe: concordo com a opinião dele... Talvez ... E para culminar o emaranhado de informações porradaria na parada... Gay! De SP! E a notícia da falta de investimento da iniciativa privada com aquela que já é considerada mundialmente o maior evento do gênero com público estimado em três milhões e meio de pessoas e rede hoteleira lotada e o comércio informal ou não bombando... E há muito, muito mesmo, a Parada é parte do circuito obrigatório das tribos - da sigla já ultrapassada – GLS. Isso é fato... Enfim... Foram estas as notícias que remendei. Acordei virado e vou falar uns palavrões por aí... Alguma sugestão será bem-vinda... Manda o tel...

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Letra de Canção // O que fazer com outro // Que mora dentro de mim // Como começar // E morrer até o fim // Da onde vem // Tanta energia solar // Que no teu vulto //Vi quando te vi passar // Não fui eu quem movimentou o céu // Cuido somente do espaço sideral // Que contorna minha vida porque não há outra saída // Se você não foi sozinho passear// Entender onde a maldade se esconde // entender porque o certo mora longe // Mas quando venta, venta, venta, venta // até tombar // A raiz que parte // é a arte // de aprender, reagir, reciclar //. Senão // Porque viver com razão // (BIS)

"SÓ OS DEGRAUS LEVAM AO TOPO DA ESCADA" (Provérbio Turco)

... Sentia que era velho. Uma velhice menos plástica apesar de parecer uma ameixa passa. Seca, surrada; Dias consumidos e não vividos. A desordem natural das coisas. Uma Reengenharia de impossibilidades... Dentre todas as escolhas, uma ética particular de vida talvez seja o que há de mais sincero. Regem os passos e as atitudes que cruzarão outros... Põe o sapato que ele anda... No entanto não tinha competência alguma na arte da compaixão mas sentia. Dono de um orgulho desumano não desandaria a massa. Chorar era outra coisa. Louvaria a calma. Lavaria o calvário desnudo de tudo e puro do resto, mas dentro dos preceitos e dos ensinamentos do barracão e os pudores da sacristia, que eram inevitáveis, entregaria um último banquete... Oferenda ou reza, o que se bem quisesse chamar...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Provérbio Mongol // "Não se pode atirar com uma flecha sem ponta nem pluma, por mais reta que seja a sua haste".
PASSEIE PELO BLOG... EXPO. MARVILLAC... CULTURA PERSA... AS CRÔNICAS DO DIA... SEJA BEM-VINDO... COM HÍFEN... FALEI SOBRE ISSO... BREVE EXPO NANDA SCARPA...
JB
Silêncio // Ah! Já fora silencioso e bucólico o bairro do Jardim Botânico. Apesar de uma desenfreada e inevitável tendência a pólo gastronômico, sofrem os que como eu, trocam madrugadas pelo dia na tentativa de burlar as normas e “reproduzir” silêncio... Não bastassem guardadores de carro garantindo aos berros vagas, temos o prazer de contemplar o mais novo exercício de cidadania. Bonificar o funcionário público com indeferível direito de enquanto exposto ao exercício da profissão, ou melhor, da construção, ouvir aos berros qualquer estação ou transmissão de rádio... Qualquer hora!... O vigia noturno ensaiava um passinho e acompanhava as últimas tendências eletrônicas através das caixas de som do carro de um carinha dependurado no alto de um poste. Enquanto remendava um sinal e cumpria sua função, chacoalhava a cabeçinha pequena. Passarinho canta, não aumenta o volume. Inventaram uma porra pequenininha chamada ipod e tem outra das antigas chamada radinho de pilha. Quem sabe do Maracanã... Enquanto isso, quase todo dia, uma nova batida, debaixo; do mesmo poste. A pressa de se viver com pressa, sabe?... À noite reformas num banco que é único. E nenhum vizinho faturou com a lei do silêncio! Meses! Do privado ao público, a privada novamente. Mania essa da classe mediana em se calar. Notas de jornal quase nunca dão endereços... E beberam soda cáustica na Rua Maria Angélica, numa filial de um restaurante japonês caríssimo... Partindo da premissa de que nomes não devem ser revelados, dou uma pista e apenas garanto que aqueles não andavam “na Kombi”, mas de importados somente! Era garrafinha de água mineral com rótulo francês... A vítima, um sinhozinho, só largou o frasco na mão da polícia e dentro do hospital queimado da boca ao umbigo, por dentro e por fora. Era advogado dizem. Sabia das regras! Contam ainda que a geba foi tão grande que o japoronga, ou o dono, se picou para a matriz da Tóquio brasileira chamada São Paulo ingressando posteriormente na máfia local. É isso aí... Tomou nos cru! Era de peixes, comentaram... Sensível paca...
...Começaria argüindo o porquê do cafezinho com bolo de fubá fazer mais falta que lagosta. À Tardinha, por aqui, não costuma ter crustáceo e acredito ser assim em quase todas as regiões. No meu senso pessoal, a resposta foi quase unânime. Ou será que somente ando com pé descalço? Ou não seria a conversa, antecessora ao hábito alimentar, propositora da mesa redonda nossa de toda santa refeição...
Personagens... Por fim, sempre eles! Avistava a noite com ares de Bogart. Pensava na Senhora francesa e sua invejada empregada Felicite. Do escritor Flaubert que era sensível e adoraria o clássico Casablanca se tivesse visto, mas o tempo não permitiu... No entanto... Para todo tempo havia um piano velho! Tudo fora rápido, instantâneo. Uma Polaroid clicada pelo olhar recôncavo que girava a enseada subdividida por toda forma de pavimento, com seus prédios imensos e dantescos, por trás dos óculos de um helicóptero. A malandragem de smoking, outra com o pé no chão. Ou era ao contrário! Um imenso curral de tudo. Isso era Copacabana. E era... Ele.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Siga o blog... Seja bem-vindo...

... Fiz este jardim num espaço estreito... Espada de S.Jorge, manjericão, alecrim... Faça o seu jardim...

Publicado no início do blog //

Para Pedro Poeta // A poesia de Pedro não fala; canta. Contemporiza, Exalta. E é no bumbo q faz estrada. Onde o chão é grave e a vida ecoa. Mas a música, Senhora teimosa, De hiatos profundos Parece curvar-se ao mundo E pedir humilde... Passagem; Porque na poesia do moço Do verso que canta, Passarinho pede licença E o texto rompe a regra. Como quem perde o caminho Para achar outra forma, ou fôrma. Não tem paciência a ciência 100 par! Era do nada, um nada de menos ainda? Só calmaria de vento abanando, página virada. Sopro q não soa, canta... Pano de pó letrado. Poeira de rabisco... Risco de poesia... Com assinatura de nome de apóstolo Que perdeu a cruz e moveu a espada No cume da santa Palavra inventada. Para o poeta P. Rocha

... Mijaram na areia para ver o Mick Jagger e não deu nem de longe para sentir o cheiro. Adereços purpurinados abrilhantavam a pista. Tudo, todos, tantos, santos... Trabalhadores da noite e seus ofícios do mundo afora e daqui de dentro. Achava tarde para pensar nestes assuntos... E nem por isso escaparia o mancebo das próprias probabilidades. Tinha conhecimento das liturgias. Formado no exterior, destilava três línguas como quem fala o português. Conhecia o mundo e a opção de contemplar e debater. Rodas fechadas abarrotadas de pessoas pouco interessantes? Mas a opção era dele! Da mesma forma afirmaria com plausível percepção, a escolha dos assuntos que se repetiam todas às vezes! Os mesmos temas, acrescentados de impressionante cultura inútil. Argumentos coerentes para iludir os meses e reverenciar a corja. E colher os louros de uma pontaria previsível. Afinal... Era o dono da festa.
Quando pela primeira vez pensei em você imaginei um dia cheio de sol. Achei possível lamentar os fatos em voz alta e chamar de canção ou adormecer debaixo da chuva. E três pontinhos seriam suficientes para transmitir a mensagem sem a menor vontade de correção ou qualquer outra minúcia. Era assim... Quando pensei em você de novo questionei a existência dos meus. Porque o mundo deveria girar em torno da sua pessoa. E meu chão se abriu porque inevitáveis são nossos desejos e pessoas que nos pertencem. É individualista o raciocínio, mas depois na pluralidade das atitudes e desejo de convivência muda... Árvore em desenvolvimento ou transformação?... Mas uma árvore em movimento é uma transformação... Muda... Ou quase... Então falamos a mesma língua. E alegria ou tristeza, a um, dois, três. Não importa! Precisa fomentar mudança. Instigar novos ventos... Quando pensei pela última vez você ainda aparecia com riso desconfiado de canto de boca e aquela constante análise do tempo e seus movimentos de ar. Pensei até ficar vazio, sem sopro ou desejo de tê-la... Equilibrada nos ponteiros do relógio de pulso... Toda hora... Foi quando novamente imaginei um dia cheio de sol...

sábado, 6 de junho de 2009

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... Sucumbiria ao véu de lembranças que permaneceriam imóveis num museu de massa cefálica. Espremeria as últimas sobras de antigos vinténs, mesclaria crenças e por um momento seria um pouco de tudo. Santo de jatobá movendo a espada da religião que multiplica um único sentido de gratidão. Não perderia segundos de pose; mas posses. Não perderia nada! As mãos que doesse à paga. Era necessário; Morreria de fome porque em barriga de rico só deita peixe cru! Louvando o passado aéreo como um suspiro doce de inspiração e açúcar derretendo no vácuo da respiração. Fosse com dança ou ladainha: um sopro de brisa não vira ventania sozinha...
Impulso é o ato sem freio // Devaneio o rumo da conclusão // Delirante é um par de seios // Se depois sou o patrão. // O que os teus olhos espreitam // É o resumo do que eu acho // Melhor aqueles que se deitam // No espelho do meu quarto. // Se assim não for // Farei um repente na saída // Um mero compositor // Assassinando a expectativa. //
Aos poucos vozes conhecidas se perdiam no burburinho noturno, monocórdio, de todas as semanas. Estava novamente sozinho. Com seus personagens, sobrevoando aquela avenida. ... E diminuiria sua sede, o sono, o sumo sacerdócio do seu terreiro improvisado. Elucidaria o dia e seria coadjuvante de um sol assassino. Outra! Não haveria mães negras ou brancas. Ou convidados. Passaria aquele dia em silêncio. Cumprira a primeira parte do contrato de um Deus bicolor. Agora retornaria ao útero das suas idéias, e não dividiria opiniões... E Propícia seria a reflexão, depois da farra. Um desejo de silêncio e doces lembranças da vida inteira amarga de jiló. Estava muito cansado. Desejava partir, mas não tinha hora... Somente cinzas. Aquela porção que se desejava esquecer, encruada na pele. Só! E somente naquele instante... Cinzas não eram de mel.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

... SIGA O BLOG... SEJA BEM-VINDO... EXPO. MARVILLAC... CONTINUE...
Fui ontem ao lançamento da nova coleção da Balaco... Julia Vidal fez uma produção de primeiríssimo mundo com direito a acarajé e a música abençoada do DJ MAM... Tudo acontecendo no restaurante Yorubá, em Botafogo... Salve o povo daquele lugar...
Li que na Grã-Bretanha uma ministra renunciou ao cargo após vazar a informação de que o seu marido havia adquirido dois filmes pornôs com verba pública. E um outro tanto de parlamentares também caíram na malha fina por outros motivos... Porque putaria com verba pública sempre soou muito natural. Confesso que nunca antes ouvira falar em discos. Como se as orelhas já estivessem acostumadas à panacéia e a cortina do tempo desabonasse qualquer argumento. Festas ou discos ou... É a mesma essência... Ah! Mas o parente do contra parente que é assessor e primo do meu concunhado que é um cara do bem sairá prejudicado. Paciência... Calemos o delírio que nosso voto sugeriu. Essa história me leva a crer que o Brasil de Brasília possua filial internacional em continentes de notória sobriedade política... Ou é do homem essa natureza falha e pronta? Democracia na lata...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

... Ouvira certa vez que na época de seu avô riqueza se media na moringa que carregava água. Se fosse espessa era de rico. Uma a cada dez não se partiam nas olarias. Moringa de pobre era fina e quebrava a toa. Se descansava na forquilha e não tinha móvel então dinheiro também não possuía... O líquido e sua transparência eram menos importantes que o barro adornado. Como poderia se lama não mata a sede !? Parecia estranha a inversão dos fatos...
...E nem por isso escaparia o mancebo das próprias probabilidades. Tinha conhecimento das liturgias. Formado no exterior, destilava três línguas como quem fala o português. Conhecia o mundo e a opção de contemplar e debater. Rodas fechadas abarrotadas de pessoas pouco interessantes? Mas a opção era dele, de mais ninguém. Da mesma forma afirmaria com plausível percepção, a escolha dos assuntos que se repetiam todas às vezes! Os mesmos temas, acrescentados de impressionante cultura inútil. Argumentos coerentes, de acordo, para iludir os meses e reverenciar a corja. E colher os louros de uma pontaria previsível. Afinal... Era o dono da festa... Mas todo mangue também é ninho. Infestado de mosquitos e muriçocas alucinadas. Quando percebemos que o contato físico soa repugnante e o ar periférico parece ruim, não realizamos que a lama esconde um imenso berço. Um útero natural parindo vida em sincopada velocidade. O milagre dissipado de milhares. Ninguém é de todo bom ou ruim... Nem ele. Nem assuntos. Nem pessoas ou lugares.

terça-feira, 2 de junho de 2009

EXPO. "QUEM ME VÊ"... bY MARVILLAC... SEGUE O BLOG... 100 POSTAGENS...

Mas; eis que novamente respeitando a estrutura do nosso roteiro, damos uma quinada trazendo a tona o moderníssimo trem bala japonês estilo última geração de muitos milhões de moedas e dias. Uma expectativa de aproximadamente... De vinte anos?... Foi à conclusão da matéria! Tava nos jornais da televisão! Senhoras e senhores! Bons e mal feitores! Uma malha férrea decente já seria de bom tamanho. Segundo dados, somente uma faixa que gira em torno dos pouco por cento da mercadoria chega a salvo no porto de Santos. O resto é congestionamento, ou tráfico de automóvel. A palavrinha soa antiga e a modalidade de sabotagem ao planejamento do contribuinte... Também! Caramba... Dez anos pra parar, depois cinco, culminando nos vinte do trem bala, japonês. Desde moleque fico em recuperação em matemática, mas não sou burro não... "Num tem angu nesse caroço”?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

E olhava o mundo afora, decepando minha poesia triste, como se toda dor não coubesse dentro dela. Era parte do ruído estereofônico de uma cidade alucinada. Vinte e quatro horas, passando, passando, passando. Não havia tempo para respirações pausadas. A grande e civilizada matilha bem comportada, conformada, burra... A-pres-sa-da... O trânsito caótico finalmente ganhava a mídia, com voraz rapidez, emergindo a informação de que, se nada for feito, sem a idealização eficaz de um projeto de reengenharia, São Paulo e seus trilhões de PIBS irão parar; Ninguém anda... ? Enquanto a Cidade Maravilhosa sucumbirá ao mesmíssimo problema dez anos depois. Com paisagens e horas e horas de contemplação...! Levados automaticamente a pensar em alternativas modernas eis que surgem os helicópteros; partes importantes do noticiário. Mas rotas de vôo que sobrevoam favelas podem ser alvos da artilharia paralela. E se cair: babou? Artistas, empresários, outros homens do bem, se deslocando para trabalhar. Talvez ninguém tenha o poder político nas mãos para qualquer transformação ou reação imediata... E se o carinha pode voar é problema dele! Até aí, lá se vão neves importadas do sul e derretidas na baixada. A ação correspondente ao ato, é reflexo do verbo deslocar. Lotação, metrô, mula, avião, helicóptero... Todos, meios do meio (de transporte)! Perceba como tantas diferenças caem no lugar comum da grande M... Lindo, não! De terno ou chinelas... Florido!

domingo, 31 de maio de 2009

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Da tribo a que pertencesse, fosse qual fosse, à passagem dessa para melhor data não haveria de ter. Ou sequer qualquer domínio cronológico! Tinha princípios... Certos ou não, Deus era coisa séria. Às vezes sem um nome definido. Noutras uma biblioteca de possibilidades. O importante é que isso em nada diminuiria a intenção... Pensava nas dores de coluna. Além do reumatismo que considerava silícios da alma... Aquelas dores que urravam dentro e reagiam somatizando as pressões de todo dia. A dúvida entre o homem santo e o pecador era uma cruz naquela estada. Lera certa vez que em latim santo traduzia aquele que não repetia seus atos errôneos. Não o ser incapaz de cometê-los... trecho

... Seja bem-vindo... Passeie pelo blog...

Certa vez me disseram que eu não deveria mais contar estrelas. Silenciar o tempo. Respirar a letargia de uma filosofia budista por exemplo que contrapunha todo o resto a que durante uma vida inteira estive acostumado. Falavam que deveria ter pressa, pois havia um mote de valores que deveriam circular no curral da sala de jantar e contas e pessoas que precisam de pessoas. E mulheres que se entregam para amar e homens que amam para trair e novamente, se entregar. Uma complexidade deveras estranha mediante tantas outras atitudes imediatas a se tomar... O foco de uma real qualidade de vida se calcado no outro fosse, automaticamente, a paz de espírito preservada seria deverás interessante e profilático. Imaginar que mesmo hipoteticamente as duas da matina você poderia em qualquer espaço da cidade grande, largar seu carro e os documentos dentro como um gesto impensado, automático; sem conferir travas, passantes, guardadores, ou mesmo a polícia porque o imposto que ninguém sabe o destino certo poderia ainda não ter sido pago. Pensa só... Não é discurso babaca não, meu caro. Provado já fora, que cérebro e informações possuem lá o seu limite. E é logo ali... Células morrem pela ação dos anos, na proporção da qualidade de vida dimensionada e informações absorvidas e repartidas em trezentas e sessenta e cinco fatias de atitudes e amanhecer.
...E nos aeroportos apresentam outra globalização. Pelo tratar aos visitantes e outras posturas políticas... A China por exemplo;com seus bilhões de habitantes abriu a temporada de caça aos mexicanos. Desejam zelar pelos seus e disfarçar um serviço de saúde incapaz de alcançar tanta gente. Ser pobre é complicado em qualquer lugar! E lá se vão eles a coibir a existência do outro. Outra raça, confinamento em local reservado ou gueto com outro nome e globalização é o caramba! Bateu na trave e sabe bem você que a palavra era outra... Por isso, por enquanto, salve a internet porque o vírus que navega só detona computadores. Mas creio que nos tornamos tão ruinzinhos que daqui a pouco inventam qualquer coisa que pule fora da máquina e te arremesse... Feito porco... Aliás, adoram comer os bichinhos lá...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Salve a sua fé... Que seja sua... Vivida todo dia... Em cada sopro... Em cada passo ao próximo... Passo...
Aos apreciadores da literatura de cordel segue as principais fontes sobre o estilo. No Rio de Janeiro a Livraria Graúna, na feira de são Cristóvão. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel em Santa Teresa e a Fundação Casa de Rui Barbosa. Em Pernambuco a Feira Popular de Caruaru e na Paraíba o Espaço Cultural de João Pessoa.
Sobre a febre suína e na possibilidade de uma epidemia internacional pensei logo nos deslocamentos... Negócios, passeios, e toda coisa que se possa ou queira fazer... A própria necessidade de pisar outras paisagens e contemplar outras possibilidades e encher de cheiros e novos sabores a memória que nunca mais deixará de saber... E nem sempre haverão vírus ou qualquer outra forma de prejuízo na bagagem...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

ACENDAM MUITAS VELINHAS... ANIVERSÁRIO DE 30 ANOS DO PAC-MAN... O jogo... LEMBRA!?

...Mas a falta de critério é gritante! Como demoram os minutos, não! O acaso? Perdeu-se prisioneiro nas pistas. É isso! Uma foto na internet dá um banho num luar do sertão ou a beira da lagoa... E assim é o Rio da cidade maravilhosa, com suas mais de mil favelas re-gis-tra-das. Imagina a realidade disso tudo. Aquela que o IBGE não alcança. Um abraço... Continua piscando com ares de senhor feudal, vai... No bom Português. No embasamento demográfico que nos cabe agora porque nem sempre foi assim. Enquanto cidadão carioca e brasileiro cuida da favela que te cabe, malandro. A maioria define o meio... Quase sempre!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

... EM BREVE EXPO. FOTOGRAFIA...
... SE LG NO BLOG... SEJA BEM-VINDO...
Repasso como me foi enviado... Vale a reflexão... Numa pequena vila e estância na costa sul da França chove e nada de especial acontece.Dá pra sentir a crise.Todo mundo tem dívidas, uns devem aos outros.Um dia, um rico turista russo chega a um pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 EUR sobre o balcão, pede uma chave e sobe ao 3º andar para inspecionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se não lhe agradar.O dono do hotel pega a nota de 100 EUR e corre ao fornecedor de carne a quem deve 100 EUR, este pega o dinheiro e corre ao fornecedor de leitões para pagar 100 EUR que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os 100 EUR a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os 100 EUR e corre ao hotel a quem devia 100 EUR pela utilização casual de quartos para atender clientes. Neste momento, o russo rico desce à recepção e informa ao dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos100 EUR.Recebe o dinheiro e sai. Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e este elementos da pequena vila costeira encaram o futuro com muito mais otimismo!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

... Estarei fora por um tempo breve... Vou para um desses interiores colher histórias como se fossem flor... E volto logo para contar... Passeie pelo blog... Quase 100 postagens... Seja bem -vindo...
Já dizia o caboclo. Malandro só é malandro até encontrar outro. Chega todo, todo; Esticando os “zoinhos” pra complementar a pose, até perceber num raio próximo que não é o único... Outro marmanjo faz cara de sabedor, tira e coloca os óculos centenas de vezes até depurar o restante da coreografia num surpreendente levantamento de copos. Seca a espuma martelando suavemente dezenas de guardanapos de papel contra os lábios grossos de barba mal feita... Por outro angulo, aquele, o primeiro, gira, olha pro lado que não interessa a nenhuma das partes, delimita o território, e não mija no poste pra não correr o risco de não ser notado, ou dotado de pouco. Por vezes a referência é um imenso problema... E se o galo canta de longe um responde, e depois mais um, e assim caminha a senhora “umanidade”. Sem H mesmo! O tempo urge. Falei noutro dia sobre a abreviação e padronização das palavras, e no absurdo disso tudo... // parte 2 // Mas voltemos a “samambaia”: o ponto é o cercado de solo ruim... Em conluio a total perseverança de uma sedução desajeitada, corrida, decorrida, arranjada, ou desarranjada. Ultrapassada... Quase sempre de passagem! Tanto esforço! E quantas vezes você se deu bem! Ou se juntou... Ou se casou!? E foram tantas e tantas e tantas vezes...

terça-feira, 19 de maio de 2009

EM BREVE EXPO. FOTOGRAFIA URBANA... Produção Nós S.A.

SEJA BEM-VINDO... PASSEIE PELO BLOG...
VIDA // Quanto vale a sua vida perguntei... O preço é a dor de quem fica. Os compromissos inacabados... Mas será que não faz parte não finalizar tudo interrompi... Sabe aquela história de cativar e a responsabilidade disso. Todo mundo teoricamente civilizado já leu sobre o príncipe pequeno... Ou quão grande é lutar junto. Acordar e adormecer com cercas de braços ao redor, unidas e amparando aquele que será o menino da vez... Porque a tristeza continua... Mas uma certeza muito particular me leva a crer que as proporções entre não estar aqui ou estar são as mesmas. Chorar ou sorrir!... Portanto por vezes penso com certo raciocínio matemático que toda tristeza revertida em alegria é onde meu irmão caminha... E nessa hora venta uma vontade de querer voltar... E um sorriso de barco a vela que desenha o rosto redondo na água...
Ontem foi show da BRUXA. Comemoração dos 10 anos de lançamento do CD... É aí que penso nos anos 90 e tudo o que uma geração inteira deixou de construir. Porque se fala muito pouco sobre a música desta época. Ao contrário, os anos 80 renderam textos, livros inteiros, muitos CDs e bandas... E aquele acúmulo de gentes que participaram daquele movimento todo... Na época a banda tocava num monte de lugares e com imenso prazer me incitava a escrever música... E a platéia abarrotada de artistas concordava com isso. Tenho certeza! Risos e divertimentos. Lotava o ambiente pequeno com música pesada e doce (!). Ovacionava o som e suas lembranças... Eu faço parte da torcida... Adoro aquele povo, o som, e uma sonoridade roqueira que o mercado anda precisando... É só uma opinião...

sábado, 16 de maio de 2009

Colagem // "Sempre preferi acreditar que negociava com quem me habitava. Alma! Rezava em silêncio por aqueles que não sabia e cantava para explanar minha forma de conjurar a vida, sem maiores conhecimentos de causa. Com ouvidos e olhos que dispensavam lentes de ocasião... A responsabilidade com que nos portamos enquanto indivíduo seria a bagagem do que viríamos a carregar, pensava. A troca! Amai-vos como se a ti mesmo. Ouvia ali, acolá, daqui a pouco, na próxima... O próximo! Mas toda agressão ao dia seguinte é compaixão estagnada. Praga moderna... Sugiro que ao término de tudo, o caboclo perfure a crosta sem arranhar, deleitando músculos retraídos e adormecendo suave a pálpebra, para rejuvenescer ao acordar. A teimosia é cabra ruim! Sem sobrenome. O procedimento relacionado ao desempenho de cada um, que por causa inerente, frequentemente é renegado - ou não realizado! - acaba por si só, se adaptando!... Mas é preciso esvaziar a garrafa pra depois encher de novo! Do aprendizado ulterior! Ou do seguinte, se preferir ... Senão agoura. Fica parecido com tecido encanecido. Por mais que se entupam de clorofila. O que resta (?)... O corpo? Transporte gratuito de questionamentos! Congestionamento do espírito santo, lotação e purgatório, que é quase a mesma coisa! E é ligeiro o carteiro, por isso não nega e corre atrás! Pra saber do seu mote! E o que venha isso a significar... De passagem... Manda a carta, espera não"...

sexta-feira, 15 de maio de 2009

No ar a sagrada vibe de Mr. Milles Davies... Meio século do álbum Kind of blues...

SIGA O BLOG... CONTINUA... SEJA BEM-VINDO...

Nota: a crise na imprensa americana esbarrou na tecnologia... Poucos jornais comprados e muita informação via internet... A fonte foi o New York Times...

terça-feira, 12 de maio de 2009

Um click no flyer... Foi ótimo...

... Fulana estica a cara, põe silicone, ignora as patas e um abraço. É ruga! E terão que inventar qualquer nova epidemia para que seja obrigatório o uso de luvas! Daqui a pouco vão dizer que a burca é o grande lance e que tudo estava profetizado...

domingo, 10 de maio de 2009

As coisas às vezes parecem estar fora do lugar, mas não estão. Creio nisso... Porque se tudo ao redor é pouco importante ou de diminuido significado é na própria raiz que essa verdade se comprova... Explico que se nada em volta tem real poder de transformar ou gerar reações ou mesmo desfazer... Então não importa...

sábado, 9 de maio de 2009

... No furor da gripe suína e na possibilidade de uma mega epidemia internacional, pensei logo nos deslocamentos. Negócios, passeios, e tudo o que se possa ou queira fazer. A própria necessidade de pisar outras paisagens e contemplar outras possibilidades e encher de cheiros e novos sabores a memória que nunca mais deixará de saber. Nem sempre haverão de existir vírus ou qualquer outra forma de prejuízo na bagagem. Mas nos aeroportos apresentam outra “globalização”... Pelo tratar aos visitantes e outras posturas políticas... A China, por exemplo: com seus bilhões de habitantes abriu a caça aos mexicanos. Desejam zelar pelos seus e disfarçar um serviço de saúde incapaz de alcançar tanta gente. Ser pobre é complicado em qualquer lugar! E lá se vão eles a coibir a existência do outro. Outra raça, confinamento em local reservado, ou gueto com outro nome e globalização é o caramba! Bateu na trave e sabe bem você que a palavra era outra... Por isso – por enquanto - salve a internet porque o vírus que navega só detona computadores. Mas creio eu que nos tornamos tão ruinzinhos que daqui a pouco inventam qualquer coisa que pule fora da máquina e te arremesse... Feito porco... Aliás, já ia me esquecendo, adoram comer os bichinhos lá...

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Penso no paradoxo q existe por trás da lança Armênia cultuada. Aquela q perfurou Jesus... Há qualquer ponto fora de ordem nesse bordado... Partindo de outros exemplos, os escombros das torres gêmeas em Nova York. Que estranha significância! Até porque o marketing e a América têm tudo a ver e transformar uma área enorme num imenso mausoléu no meio da ilha chama a atenção para o que não deve mais acontecer. Paradoxalmente, no entanto, atitudes poderiam ser interpretadas como incitação as diferenças. E isso também é preocupante... Pensara toda a vida que renegar a memória do holocausto seria renunciar a qualquer tentativa de convivência e paz e o esquecimento... Gera esquecimento... E repetição. Tem que lembrar sim! Mas fico confuso quanto à interpretação da massa. Não falo de mentes isoladas, mas do acumulo delas subdivididas por sua vez. Mas comecei falando sobre a lança. Aquela que levou Jesus a outro plano. Considerar-se-á quem sabe uma chave. Objeto cortante que parira de vez a narrativa católica! Último sopro daquele que nunca fora ladrão e morrera como um Deus... Mas os senhores hão de convir : calara o verbo! E olha, ao correr dos anos, a festa q fazem com o discurso do homem... Um caminho e um escarcéu de sinceridade tão grande, q justificaria sem palavras todas as traduções do silêncio... Compreendo o Santo Sudário. O pano que limpa o rosto que sangra... A cruz perpetuada como a “última morada” nesse aqui de terra... Mas a lâmina que perfurara a carne. Dele que somos todos nós! Confesso que isso me confunde... E por vezes até incomoda... // Comentários? vá ao perfil e passe um email...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Foto: Nanda Scarpa // Uma homenagem aos nossos mestres... Ler batendo palmas... Ladainha de Capoeira // Na Bahia quem sabe eu seria // Um mestre cantador // Que conversa com caboclo // No movimento do tambor // Manda dizer lá no terreiro // Nas ruas do Rio de Janeiro // Na roda ninguém tem mais dinheiro // E o respeito é o direito de se impor // Aprendi “nuns” minutos da sua hora // Mandei a tristeza embora, Conheci outros mestres // E o respeito que carrego // É como roupa que veste // Gira mundo que gira // Esse jogo é pra rezar // Pastinha virava cobra // Bimba chamava pra lutar Se alguém pedia pra São Jorge // Ou pra dona Iemanjá // Era o berimbau senhor // Repetindo sem parar // Capoeira é velha senhora // Sabida da vida e do arreio // Voa bonito, voa feio // Feito sapo ou planador // O homem colando os pedaços // Do que o negro costurou. Capoeira é velha senhora // Sabida da vida e do arreio // Quer dizer mato rasteiro // Quer dizer arma de guerra // A liberdade suada // A saudade que se encerra. Se as folhas secas se vão // Porque a terra ampara e transforma // Em mantimento que entorna // Pela flora todo tempo // Pela vida, feito formiga // Reiterando o movimento // 2x Andei, andei, andei, Andei, andei, andá // Peço licença meu povo, Capoeira vai passar. // ...Palmas continuam... // Bimba se mudou pra Goiás // Pastinha morreu sem academia // O acervo dos ancestrais // A Bahia não sabia // Que na projeção do mundo // Seria parte da nossa língua // O pé roçando o vento // O corpo em movimento ainda // Mesmo que não parecesse // Possível homem voar // o céu é de passarinho // O chão de quem sabe jogar. Andei, andei, andei, andei, anda // Peço licença meu povo // Capoeira vai passar. // ...Vai silenciando aos poucos, baixinho...

Este céu te pertence...

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Mímico parte 9 // Começava então o furduncio. A equipe da manutenção largando graxa de elevadores no chão, recepcionistas e faxineiras ululando feito pernilongo e todo tipo de funcionário que "habita" um hospital e não é doutor. O único guarda de plantão, roliço feito um melão, comunicava as autoridades da cidade vizinha que era o fim do mundo. Ninguém optava por aguardar a notícia divulgada! Restariam por fim médicos e enfermeiros... As lembranças, mesmo que distantes, inundavam os mais remotos sonhos ruins. Como separar o passado de um futuro que estava prestes a acontecer? E adianto senhores. Melhor assim! Ainda não tinha conhecimento o protagonista da nossa história sobre o porquê da sua presença naquele lugar. Outros rumos que num rompante aparecem... Soubesse antes e o norte era outro! Imprevisível seria dimensionar o que estava por vir. Ao longe o céu acinzentava o resto e só se via a imagem ventada da tarde acabando. Deus pai, dizia um... Tenha piedade... Respondiam todos. // Continua
De uma forma estranha, mas realmente estranha, me considero otimista. Pela vida afora me coloquei a disposição desta compreensão suave. Foi difícil entender certas frases como “perdoa pai eles não sabem o que fazem”, acompanhar os noticiários etc... Passado muito tempo, cometido de falhas e arrotando minhas teorias acabei vitimado por mim... Mesmo! Porque bem verdade é, que colocamos a disposição do próximo quase sempre, nossos ranços diluídos em lições de moral ou sugestões que elevem o outro. No entanto custo a crer que a maioria não venha a repetir como um papagaio multicolorido suas próprias subjetividades e no ato da comunicação, inconscientemente ou não, venham a trabalhar suas neuroses e se aproveitem do ouvido alheio para uma informal sessão de psicanálise... Verborragia! Comigo não violão... Hoje só falo sobre o Flamengo... Se te ajudar, chuta o bode para escanteio... Não vou escutar ninguém porque uma vez... Sempre...

sábado, 2 de maio de 2009

Ontem fui ao show do cantor Latino... É verdade verdadeira e mentiroso não sou! Jamais compraria um disco ou pagaria ingresso. Mas fui! Levava certa vergonha desavergonhada de quem pensa sobre o porque de se estar alí. E o povo chegando das periferias de um canto desses de Minas Gerais. Ônibus, vans, Kombis, cavalos, charretes, a pé. Mas enquanto o público não lotava o descampado, não tinha música ao vivo... E foram horas de espera até que o sujeito aparece dizendo que "não sabia cantar" por isso não viajava sem um coral. Rebolava o tempo todo e louvava suas dançarinas com elogios de expectador. E óbviamente uma imensa banda com naipes e tudo o que se poderia carregar. O figurino colorido trocado várias vezes todo tempo me lembrava Cuba e a palavra de ordem era "vamô zoar". O cara é um MC! Um mestre... De cerimônias! Foram mais de duas horas de show sem intervalo comercial e total entrega a massa. Uma massa sertaneja que viu naquele carioca de madureira, que certo momento pôs chapéu de peão, o calor da praia, da Baixada. Enaltecia quem era dono do lugar... E agradecia estar naquele lugar... Confesso que sai na quarta canção e no dia seguinte confirmei as informações e impressões. Detalhe: o parque de exposições ficava numa várzea perto de um rio. Era sereno no coco e um frio que sobe pelas pernas... Mas o cara fez todo mundo dançar. Não fosse minha pessoa munida de particular falta de jeito teria me acabado... E não compro disco dele não...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Ando pensando que já nasci velho, ou não vou crescer nunca. Sentirei o reumatismo dos meses, mas compassar a criança e o senhor... Porque na China, por exemplo, depois de sessenta e cinco anos todo homem é um sábio. E senhor! Sabe-se lá do que? Do tempo! Responderia... E outro dado que acrescenta a narrativa é que são bilhões a compartilhar a mesma idéia. E se a voz do povo... Ou melhor, de um povo...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Muita gente tem me procurado para desabafos clássicos do tipo: para onde vou? O que será? Minhas escolhas...? Em primeiro lugar interessante seria perceber que antes de ir o cara já está! E melhorar o contorno é suficiente para se fazer perceber outras idéias... Depois, antes de ser já é... Não! É bonito perceber o que existe por trás do caos! É o passo inicial para mudar o compasso. E eu sei que trabalho tem mas dinheiro não... Pode ter certeza que disso eu sei! E sobre decisões, se não são acertadas ensinam pacas. Se acontecerem dentro do planejado é porque deram certo e a questão é arrumar coragem para se perceber... Ainda vamos falar muito sobre o tema. E repara que no canto da foto tem um cabeçudo te observando. O nome dele é Vincent... E também falaremos sobre ele...
O Mímico parte 8 // Contavam os mais velhos que há setenta anos atrás o rio transbordou. Praticamente todo o vilarejo ficara debaixo da água. O hospital construído em outro plano não fora atingido, mas verdade também é que todo mundo correra montanha acima porque parecia até que Deus não queria nada em pé... De lá pra cá se acirraram as responsabilidades com questões climáticas e demais temas adjacentes. Era importante compreender e não deixar no esquecimento as histórias daquele dia. Cada parente deveria lembrar e passar adiante a notícia de que chegaria muita chuva... Com gosto molhado de lembrança velha... De passado que não se esquece... E retornava ao ponto inicial... Iria para a França quando passasse a turbulência... Agora estava finalmente decidido e pronto. Quem não gasta junta e ali consumiria o tempo e alguma boa dose se bebesse... Somente... // Continua

terça-feira, 28 de abril de 2009

E por vezes me pergunto a que lugar pertenço? Não me isento do fato de que a princípio possa, ou melhor, esteja mesmo falando de mim... No entanto, tudo leva a crer, que em algum momento grande, até disso... Nos perdemos. Um mínimo de consciência. Acabamos por fim redirecionando o leme para outros cantos... Talvez o comportamento coletivo, social, ou a busca da sagrada epopéia cívica: casa, família, trabalho (ou renda!). É! Passamos à vida crendo em artifícios divinos sem quase sempre pensar e respeitar o próximo... E a nós mesmos... // É claro que em algum lugar chove novamente. Agora praticamente todos os dias! Se lembra de Blade Runner? E da teoria de Gaya... A esfera lavando a terra e cuspindo engravatados, mulambentos, analfabetos e doutores cheios de dentes. O mesmo ponto! Ou o fim dele!? Tudo sobre o mesmo plano espacial. Endereço? Confins do mundo, rua primeira de todas que é a minha... Porque somos de uma natureza egoísta mesmo... Gostaria de ser vários e estar simultaneamente em todos os lugares para gritar, rugir, ou permanecer em movimentos cadenciados, carregando sacos e reunindo roupas. Esforço humano... Ou humanização... Amanhã também poderei estar nadando em esgoto e talvez alguém que seja muitos ao mesmo tempo possa me ajudar...Torno a repetir... A razão maior dos nossos dias não seria desprender mais tempo e focar as necessidades alheias?... Quando distribuírem as possibilidades... Muita coisa há de mudar...

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O Mímico parte 6 // E a vida aos poucos tomava seu rumo. Para ele, é claro! Iam os meses e suas previsibilidades... Vez por outra ainda exercitava sua capacidade de comunicação muda confabulando silencioso com o espelho da sala. Os dias eram quentes, as noites nem tanto... Sonhava acordado poder voltar a Paris... A nobre arte do palhaço mudo... Mas era o cirurgião do lugar! Quase um cargo político. Por vezes interferiu com destreza em pendengas da prefeitura e falação de partidários. Achava o ó! Era de uma paz branca, melancólica... Falava manso, compassado, articulando o menos que pudesse... Era importante não transparecer seus conhecimentos que nada tinham a ver com a profissão... Uma mão única de sobrevivência. Tudo era muito calmo levantando poeira de lugar sem asfalto. Simples assim! Já havia dito: muitos problemas respiratórios, algumas poucas cirurgias de apêndice e outras ocasionais extrações. Muita orientação e conversa fiada para o tempo não passar despercebido. Enquanto isso a única estação de rádio anunciava a meteorologia... Chuva!... Muita água de nuvem seguia em direção aos montes. Assim chamavam os que acordavam com a paisagem de arenito do outro lado da margem turva... Uma cidade pequena, um hospital menor ainda, um rio que corre e uma tempestade em movimento... E ainda assim pensava em Paris... // continua

domingo, 26 de abril de 2009

O tempo parte 9 // Ainda sobre o vento... E fora quase como o previsto... Ventava muito naquele começo de manhã. Girava invisível em movimentos largos e circulares. Progressivos. Colidiam nuvens carregadas. Raios chovendo feito filme... Como se lumes de estrelas despencassem em fila indiana até o chão. Ou dele nacessem! Vociferava aos quatro cantos o sopro incompreendido, mal-criado. No ensejo dos acontecimentos, pouco questionava ganhos e perdas... Deixava apenas transbordar aquela sensação incompreendida... E voava folha-seca, espalhava papel, empurrava cabelo e fumaça. O céu retornaria a sua cor... Azul por fim... Sabia que poderia... Sabia!? // continua

sábado, 25 de abril de 2009

Preguiça total... E o direito (ou a necessidade?) ao ócio reconhecido entre profissionais de criação, nos leva a profunda elucubração – deveras batida também! – de que num futuro não muito longe a própria escassez de verba, ou a sobra de tempo, propagará novas ondas de necessária possibilidade (ou responsabilidade!). Um texto francês do século XVI intitulado “O Direito a Preguiça” já dizia isso. Não há nada de novo mesmo! Mas o tema dá é pano para manga. Qualquer coisa como: apreciar o tempo que corre desenfreado e... Apreciar! Ou traduzir! E achar outras linhas de pensamento que em conluio com o todo possam salvaguardar os ponteiros do relógio e não forjar uma nova hora. Nova ordem sim, mas a contagem continuará a mesma. A matemática é uma ciência exata... E Maria Luiza se casa... Pensaria a maioria, e daí... Respondo que uma ausência de sobrenome transporta a informação para um vasto território de outros caminhos. Com certeza todos sabemos de uma pessoa conhecida ou não... Então continuo... Hoje... Maria Luiza se casa. E pensando no sentimento comum, somo aos meus de parente longe e encho a boca... Maria Luiza se casa!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Mímico parte 5 // Nublado fora o dia da partida... E a cidade , bem se sabia, era mesmo pequenina demais. Se bonita? Não posso creditar tanto entusiasmo. Mas sua gente simples, de pensamento estreito, sabia com rigidez manter a liturgia do dia a dia... Tinha igreja grande com praça e coreto e bicicleta voando feito passarinho porque criança não tem hora e o sino avisava. Por isso pulso também não tinha relógio. Era casa e pipa a perder de vista e um perfume de mato constantemente sentido por um corredor de vento que não sossegava nunca... E as margens do rio grande o único hospital da região... Arrumado sim! Organizado era pelas freirinhas de Santa Rita. Irmãs que há décadas se entregavam ao próximo. Confortavam doentes na última cidade do lugar mais distante que já estivera... Sem dúvida um diferencial existia naquele lugar! Além de profissionais escolhidos em concursos e muito bem remunerados, a palavra de Deus praticada, e o sorriso de marfim machucado no semblante daquelas senhorinhas vendiam a boa imagem e complementavam a função daqueles renomados doutores... Mas era lindo vê-las sorrir! Há tempos perderam qualquer dúvida sobre o sentido da profissão comum. Ou mesmo adereços de responsabilidade. Era a palavra sagrada. As senhoras de Nossa Senhora! E o sentido de vidas inteiras, colecionando uníssonas orações que repetidas adentravam todas as manhãs... // Continua

domingo, 19 de abril de 2009

Ontem fui a Lapa conhecer a música do Sotaque Carregado. Impressionante... Dj MAM cordenando os trabalhos e reunindo músicos de diversas vertentes além de muito bem vestidos pela roupa afro da BALACO... Ví pajé tocando flauta, ouvi gente velha em vinil e uma tropa reunindo instrumentos de toda cor e som... Mr. Robertinho Silva passou por lá e depois vieram outros. Detalhe interessante é que ninguém descia do palco. E não paravam. E o povo dançava de cair. Quem sabia e não sabia! Quando sai haviam se passado horas. Na boa!? Acho que a rapaziada acordou o sol mais cedo... Eu fechava os olhos e só ouvia o terreiro do SOTAQUE CARREGADO que não dá para esquecer. E se bobear, num céu escuro, na rebarba do tempo, o astro rei se acabou e feliz da vida deu praia pra todo mundo... E hoje o dia foi lindo...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Noturnos // Tive uma noite péssima. Um sonho acordado com jeito torto e corcunda de quem carrega meio palmo de cal no lombo. Sabe-se lá onde estava, ou aonde gostaria de estar o sujeito que era eu. Sabe-se lá! Recordo um entorno acinzentado de manto calmo. Grama talvez... E um desejo de chorar em silêncio. E isso preocupava! Guardar ruídos que não se externavam pela indivisível neurose. Como se tudo fosse constituído da mais perfeita ordem. Ou da mais perfeita desordem. Antagônico mesmo! Desordenar a perfeição seria não atingi-la. Da mesma forma a desordem não remeterá ninguém a qualquer forma de perfeição... Não há nada que sinalize um agente complicador. Apenas a óbvia conclusão... Fato é, e isso sim, de merecido bom senso, que tive uma noite péssima, estou quase de ressaca e não me recordo de um gole sequer. Unzinho só! Palavra...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Mímico parte 4 // Mas era difícil pensar que poderia ser, ou até, ter sido outra coisa. As horas despendidas, todas as madrugadas inteiras contornando pilhas de livros e toda sorte de informações sobre o assunto. Parecia tarde demais para uma reviravolta profissional. Algo que transformasse tudo. Que mudasse em definitivo o rumo dos acontecimentos. E pensava no pai e sua pompa, no orgulho matriarcal que tingia os olhos de prata... Do exemplo que se tornara para outros de mesmo sobrenome. Tudo o que viesse a representar não estancaria a dor de não poder calar a voz para gesticular o tempo, suas andanças. No fundo era um palhaço que não falava. O verbo silencioso do caminho de cada um... E no caso do rapaz, viver a existência escolhida. Pronto! Começara a chorar novamente... E só pararia ao raiar do dia novo. O sol não nasceria à toa. Seria um dia melhor... Mesmo que de branco fosse. Seria melhor... // Continua
O Tempo parte 8
...Odiava formigas de sapato... De onde vinha o amor daquele Pai? Filho de vento é brisa que nem pétala derruba... Onde morava o sentimento que não entendia? Pudera saber que um Deus maior precisasse de tantos outros. Que o planeta e suas bandeiras colecionavam nações inteiras subdivididas em tribos, que por sua vez se diminuíam e progressivamente, se reuniam em mapas perenes. Que a compaixão estagnada era a bússola de um universo fora da validade, estragado, sujo. Que a vida prenunciava uma nova ordem. E o mito de cada, força motriz desde que percebido a importância do outro... Mito... Troço que precisa de dono. E só míope, não poderia ver tudo isso... Se cada alma falasse talvez o caos se tornasse um caso à parte... // continua

terça-feira, 14 de abril de 2009

O TEMPO parte 7 / / Mas, já que nem visível era, portanto. A nada pertenceria. Não se pode responder ao que não se vê. Jamais perdoaria o Pai de tudo, pela mal entendida falta de forma. Qual motivo haveria? Dentro de uma interpretação extremamente particular, julgava-se menor. defeito de fabricação!? Queria ver plantar tudo isso, dizia para si. Quilômetros e quilômetros de barro... Remover... Espalhar... Toneladas de terra e sementes, aleatoriamente, no furor da multiplicação. Girar sobre a princesa em velocidade tão maior... E devastar a paisagem construída para que finalmente revessem tudo... // continua

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O Mímico parte 3 // Mas não queria. No fundo sabia de si. Era um artista! Médicos fazem arte e colhem aplausos. Mas não seriam aqueles há enaltecer os anos e recordar a existência. Lamentava não ter investido nessa idéia de palcos e picadeiros, e calçadas e toda sorte de público! Iria Contrariar as expectativas da família. Mas... O que são os laços de sangue! Deus pai! Desenrolam e embolam todo o carretel das possibilidades. Quase sempre a preocupação desmedida com um futuro já resolvido, custeado, em nome da prole, torna-se o passaporte de teorias psicanalíticas e lugar garantido no divã. Tinha a plena certeza, e assinava embaixo. Prefeririam um maluco de branco, aos movimentos silenciosos, dignos de poucos. Afinal, se talento fosse coisa à toa, seria produto de supermercado ou importadoras... E arte ainda era, ali, sorte de quem não caminha... Pensava na cidade pequena, que tinha rio, pracinha e coreto. Quermesse e festa para santo padroeiro... E a boca muda, sem sorriso amarelo, tremia ao gosto da primeira lágrima salgada daquele dia. E olha que foram muitas. Talvez mais água que o rio pequeno da cidade menor ainda...

sábado, 11 de abril de 2009

... Lá onde tem clorofila que é verde.
E no fim da estrada que ligará a região noroeste ao Peru. Uma cidade reconstruída a cada novo pedaço soterrado. Lixo aberto, água insalubre. Um imenso “dane-se” sem antônimos instaurados. Com cara de índio andino, caboclo brasileiro, e toda sorte sul-americana... Ouro, ali, se carrega nos dentes...
Ouvi do barqueiro que era nortista da pesada que lá só se cria dono de máquina. Aquelas que chupam água e cospem argila! Ganhava o direito de pernoitar na embarcação pouco dimensionada, protegido por remendos de sobra plástica. Era o suficiente para o porre e algumas passagens pelos muitos bordéis da região.
Vai esconder o pinto no ralo porque aquilo lá nem Deus perdoa. Pensamentinho tosco... Mas se encaixa. E guardo o resto de percepção para reciclar outras letras. Sotaques, cores, formas ou o q valha a pena; sempre penso que estamos falando de gente, embora por vezes, ninguém mesmo acredite... //

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Tempo parte 6 /
Contudo, também o senhor tinha lá seus trunfos. Acreditava que sem platéia deuses se perdem. Decidiu pintar de cinza a paisagem, acimentar as cores nublando sucessivamente semanas inteiras.
Eram acúmulos de água potável que se desfazeriam sucessivamente. Quem soubesse da história choraria uma dor molhada. Rezaria para todos os santos! Precisava dar limites e do tempo, quem tentou correr, ficou pra trás.
Mas sabia bem do vento que num sopro de manhã, se bem quisesse, o encanto desfaria. Era simples. Bastava empurrar uma nuvem contra outra. Derreter a dor em chuva, provocar eletricidade. Sabia dar espetáculos, era ardiloso, não ruim. //
Carregava uma agonia que não sabia. Estava sempre correndo, levando, esbarrando, pra dizer que a vida era simples; Mas não sentia assim! Destelhava casas pra lembrar que todos respondem a mesma floresta, ou qualquer outro nome que se desse... E era ele o responsável por terríveis alegorias. Pequenos tornados, imensos furacões! Questionava a existência que em momento algum poderia ser compactada na palma das mãos. Muita coisa nessa vida não tem dono, tão pouco é palpável. Existe e responde com silenciosos movimentos... De atitudes por vezes muda... (Continua)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

"... Por exemplo, se olharmos para as palavras... É possível interpretar seu significado de várias formas diferentes, incluindo as que se seguem: um arranjo de traços e espaços. Um grupo de letras. Um só nome. Uma referência a uma pessoa específica que conhecemos... Ou que não conhecemos... O interessante é que nenhuma das interpretações invalida qualquer uma das outras. Elas representam níveis diferentes de significado com base no contexto, que, por sua vez, se fundamenta amplamente na experiência". Sobre Yongey Mingyur Rinpoche
... O lançamento do livro infantil do genial Leonardo Boff "OVO DA ESPERANÇA - O sentido da festa de Páscoa"... Não é de chocolate mas acompanha perfeitamente bem... Justifica, sabe! Cheio de cor, explica o significado de toda esta movimentação. Não somente um feriado, mas um significado!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O Mímico (parte 2) // Mas os palcos e sua dedicação maldita. Tanto insistiu que surgiram oportunidades. Aqui e lá fora. Poderia guinar o destino no compasso da idéia. Poderia! Mas tinha suas fraquezas. Senzala de família que se confundia num vocabulário muito particular. Calado. E a lavagem vinha desde cedo, quando ouviu sem se lembrar que nascera para a clausura de um hospital. Praga covarde, que ofertava futuro bem remunerado. E no berçário choro é manifestação do primeiro sopro e nunca protesto indolor. Era convite de prefeitura. Terra pequena, mas de prosperidade. Longe à beça, e possivelmente, único cirurgião. Dinheiro forte pra gastar com poeira. Apostavam os mais velhos em boa economia, extrações de apêndices, pequenas suturas, e por vez ou outra um caboclinho arrebentado num destes acidentes de notícia...
O TEMPO parte 5 // Mas a paixão; Ah! A paixão! Agora o astro incandescente respondia a diáspora das incertezas humanas, daquilo que contradiz os parágrafos anteriores e ignora qualquer regra! Temia a sua intuição cedendo sem perceber ao desejo da grande conquista.
Descolorava o poente e o nascer seguinte. Sucessivamente, dia após dia. Por vezes sangrava de tal forma a paisagem que a pele rubra de padre implorava terra molhada. E tudo. Absolutamente tudo, nessa hora, respondia ao único astro que poderia colorir. E este, por sua vez, somente enxergava um sorriso vertical, que por vezes, parecia vela içada esperando o vento. Ou a calma que não possuía.
E por falar no vento... (continua)